Como estou totalmente apaixonada pela India, vou falar aqui de Homai Vyarawalla que foi das maiores fotógrafas indianas de todos os tempos. Ela era chamada “Mummy” pelos outros fotógrafos em sinal de respeito e admiração.
Homai nasceu em 1913 e morreu en janeiro deste ano com 98 anos. Estudou na escola de Artes de Mumbai, e sua primeira experiência como fotógrafa profissional foi vendendo em sua escola, para seus amigos de classe, seus trabalhos, por algumas poucas rupias. Ela realmente foi mais que uma fotógrafa, foi uma refência para as mulheres indianas comprometidas em derrubar o machismo da tradição deste país, para conseguir construir uma sociedade mais justa.
Homai fotografou todos os grandes políticos indianos como Gandhi, Nehru, Indira Gandhi e suas fotos viram ícones mundiais, como por exemplo a fotografia do enterro de Gandhi ou da familia de Nehru, personagem que amava fotografar, e a foto mais importante foi certamente a tirada no dia 15 de agosto de 1947 durante a cerimônia para içar a bandeira no Red Fort, quando foi decretada a independência da India da Coroa Britânica.
Atualmente uma grande exposição com toda a retrospectiva de suas fotos está acontecendo no “Rubin Museum of Art” em New York e ficará até dia 14 de janeiro de 2013. Este programa é imperdível! MP
Homai Vyarawalla no seu começo! Grande revolucionária da época pois não havia NENHUMA mulher fotógrafa.
Esta foto deve ter uns 5 anos….Grande mulher esta “Mummy”.
Esta é Nehru, primeiro ministro da India.
Nehru colocando o “tilak” que é o sinal de boas vindas em Jacqueline Kennedy.
Grande Nehru.
Umas das fotos mais importantes de Homai, a cerimônia de independência da India.
Convidei minha cunhada amada, Andréa de Magalhães Lins, para nos contar sobre sua sobrinha competentérrima, Betina Bethlem, e seu trabalho.
Betina e Andréa, minha “Cunha” amadíssima!
De quebra, a entrevista que Bettina fez com nosso mago da arquitetura, OSCARNIEMEYER.
AC
“Apresento a vocês a jovem e talentosa Betina Bethlem, que trabalha como gerente de projetos e como jornalista na Paddle8 em Nova Iorque. A Paddle8 é um site que oferece a colecionadores internacionais acesso a uma seleção de obras de arte das melhores galerias, fundações e feiras de arte no mundo!
Membros cadastrados na Paddle8 podem navegar o mercado de arte, se educar, e comprar obras de arte através do site.
Betina, que nasceu e foi criada nos Estados Unidos,( minha irmã e meu cunhado moram lá há anos onde ele trabalha), estudou literatura e história da arte na University of Pennsylvania, e começou sua carreira no MoMA em Nova Iorque, trabalhando com o curador de arte latino-americana. Anteriormente a Paddle8, também trabalhou no The Brooklyn Rail, e na Artnet.
A Paddle8 em parceria com a Visionaire, editora de arte e moda que produz revistas em formatos originais, homenageiam o Rio de Janeiro em sua edição Visionaire 62 Rio.
Betina escolheu o lendário arquiteto Oscar Niemeyer e obteve uma rara entrevista, publicada na Paddle8 como personalidade central da homenagem. Ele fala sobre seu amor pelo Brasil, seus desenhos, suas inspirações, suas viagens, seu uso revolucionário do concreto armado, e a importância da beleza e da invenção na arquitetura. Leia a transcrição da entrevista abaixo.
BETINA BETHLEM
O projeto também inclui conteúdo adicional para comemorar o mestre arquiteto e a vibrante cena artística do Brasil. Além da entrevista exclusiva com Oscar Niemeyer, o projeto é acompanhado de 18 slides em 3D de algumas de suas principais obras e um estereoscópio para visualizá-los. A edição inclui também uma galeria de imagens de obras de arte de artistas brasileiros contemporâneos representados por galerias brasileiras, e fotos do artista e diretor criativo da Osklen, Oskar Metsavaht. Acesse o projeto aqui!
Você também pode comprar a Visionaire 62 Rio, os slides do Oscar Niemeyer, e as obras de arte através da paddle8.com
Entrevista com Oscar Niemeyer por Betina Bethlem:
BB: O que inspirou os seus desenhos?
ON: Eu quando era garoto gostava de desenhar. Eu lembro quando eu tinha uns 10 anos, eu ficava assim com o dedo no ar, desenhando. Não importava o que estava passando, eu estava sempre desenhando. O desenho sempre me provocou. E o desenho me levou a arquitetura.
BB: A sua família te ajudou?
ON: Eles concordaram. Foi tudo muito pessoal. Meu pai era comerciante de uma empresa de papel, e achava que isso era o que eu iria seguir. Mais eu tinha vontade de desenhar. Fazia retratos, e fazia desenhos, e ai acabei na arquitetura.
Eu também gosto de escrever, distrai né?
BB: O que o senhor gosta de escrever?
ON: Eu gosto de escrever sobre arquitetura, gosto de escrever sobre política. A literatura me provoca também. Eu gosto de escrever na revista que escrevo [Nosso Caminho]. Escrevi um livro também. A revista obriga a gente a ficar especulando os problemas da arquitetura. Tem dez números. A idéia é levar para os estudantes todos os assuntos, não apenas arquitetura, inclusive política. Nós mesmos trabalhamos, arranjamos e organizamos os textos. O que é distraído é fazer a revista, escolher o homenageado, a história dele, e depois como é que a arquitetura está marchando no tempo. Mostrar como tudo o que fazemos agora é especulado no concreto armado. Antigamente a arquitetura era feita com menos possibilidades de invenção. Hoje a arquitetura é invenção. Tem que estar de acordo com a estrutura, a gente pode especular com a escultura. A gente trabalha para instigar o concreto armado. Ajudando ele a evoluir também. Antigamente uma casa era uns tijolos no chão. Hoje você pode faze-la suspensa, numa maneira mais diferente. Eu fiz uma casa nos Estados Unidos recentemente. É uma casa que a pessoa se espanta um pouco. É tudo racional, tudo feito direito, tudo podendo usar o concreto armado em uma maneira inteligente. A arquitetura hoje é invenção. Não basta ser só racional, tem que ser bonita, e tem que mostrar que ela está baseada numa arquitetura rica em soluções.
BB: Quais são os problemas da arquitetura hoje em dia?
ON: O problema é utilizar o concreto armado em todas as suas possibilidades. Você pode fazer uma casa em cima de quatro colunas, ou você pode fazer uma casa em cima de uma coluna só – então isso mostra todas as possibilidades que o concreto armado oferece. Então para ser boa a arquitetura, ela tem que exprimir bem o processo do concreto armado. Se não, é atrasado.
BB: Eu acho que a arquitetura do senhor dá a sensação de se estar em outro planeta, outra realidade.
ON: [Risada] É. Depende do caso. As vezes a gente gosta de fazer um projeto variando em torno de um elemento assim fundamental e de grande estatura e beleza. É bom… É bom fazer arquitetura assim, procurando a coisa diferente. Agora estou fazendo um estádio, estou pensando no estádio. É um estádio mais ou menos pré-fabricado, mais não é pré-fabricado. É feito a base do concreto, a cúpula. É uma cúpula gigante, uns 250 metros. Então essas obras assim diferentes que despertam meu interesse me dão a vontade de fazer arquitetura.
BB: O senhor passou uma boa páscoa?
ON: É, trabalhando. Trabalhando normalmente. As vezes a gente viaja aqui por perto do Rio, para outros estados. Já viajei longe também. Fui até Moscou, os Estados Unidos. Eu fiquei um mês nos Estados Unidos trabalhando normalmente na Organização das Nações Unidas. Depois eu vim pro Rio, e daí trabalhei na França alguns meses. Conheci a Alemanha, conheci Moscou, conheci a África. Eu tenho uma idéia do mundo já bem nítida. O mundo que é afinal, a luta dos pobres contra os ricos. Os pobres estão revoltados com a injustiça social e os ricos querem manter a evolução do dinheiro e do poder. Eu estou do lado dos pobres.
A arquitetura é uma coisa de pensamento. A arquitetura é uma coisa de fantasia. A arquitetura não e um negócio. Não é a técnica só – não e só subir com prédios ate 100 metros. A arquitetura é construir prédio bonito. A arquitetura pode criar um ambiente bom para se viver. No Brasil o acesso é difícil, a comida é difícil. Nem só para brasileiros, deve ser assim para os egípcios agora também. Essa pobreza cria muitos problemas.
BB: O senhor trabalhou com o Le Corbusier?
ON: Mais ou menos. Eu fiz o projeto da ONU. Eles escolheram o meu projeto, aí ficou aquela confusão. O Le Corbusier me chamou, pediu para mudar o lugar de uma igreja que eu tinha feito. E ele era o mestre, então logo eu concordei em trabalhar com ele no projeto inicial.
BB: E Brasília?
ON: Brasília tem coisas boas e coisas ruins. Ha muitos prédios bonitos. É uma cidade de pobres e ricos juntos. Tem zonas para gente com melhores condições, e tem as zonas mais pobres. Brasília tem defeitos e pecados como qualquer cidade, mas é uma cidade agradável.
A cidade depende do ambiente. Brasília não é bonita do jeito do Rio de Janeiro, com a natureza bonita como a do Rio de Janeiro. Seria muito mal arquiteto para estragar um lugar tão lindo, com suas praias e montanhas. Só os ignorantes perturbam a beleza natural das cidades.
Tenho que confessar que estou com o Dicionário Analógico de Francisco Ferreira dos Santos Azevedo, o livro de cabeceira de Chico Buarque, na mão, pra ter idéias novas de como descrever a beleza das jóias que vi na SARA ontem…
Se valendo de uma originalidade incrível, é sempre impactante o que vejo e tento mostrar pra vocês quando passo por lá! Tem muito mais, mas tenho que, na minha especialidade em “pescaria”, dentro da variedade enorme que lá encontro, escolher o que me cala mais fundo à alma…rsrsrs!
É um prazer entrar na SARA, os olhos agradecem!
AC
Pulseira de cobra com Opalas preciosas e brilhantes negros: Vou dizer uma coisa pra vocês, é LINDA de morrer!!!
Esta pulseira de coral é pra lá de gloriosa! Reparem a lateral dela abaixo…
Não disse?
Nem o Bvlgari em dia de festa fez uma tão bonita!
Pulseira em Baquelita com brilhantes: raridade!
Pulseira translumbrante em Coral, Rubi e Brilhantes Negros
Este brinco é o seguinte…Safiras, turquesa e uma Opala maravilhosa pendurada em forma de gota! Amei!
WOW! Cobra em esmeraldas e brilhantes
Safira rosa e brilhantes…Tem em safira amarela também!
Anel com dois cabochons de esmeralda, um com brilhantes brancos e o outro com brilhantes negros…Verdadeiro esplendor!!!
Cobra super mansa para o dedo!
Rubi lindo! Preço maravilhoso!
E este diamante marrom, sem estar totalmente lapidado? Encantador!
Brinco em coral, safiras rosa e brilhantes
Que design incrível! Safiras, esmeraldas e turquesas, enfeitativo no último!
Brilhantes negros e opalas preciosas
Estilo deusa! Brilhantes e rubis!
Tá difícil de eleger o mais bonito!
Essas fatias de brilhantes misturadas com os rose cut são uma perdição total!
Aqui na nossa familia somos fãs totais das borboletas! Que anel mais fofo!
Esta flor balança pendurada na boca da cobra: maravilhoso!
Anel lindo e super diferente!
Fios de brilhantes marrons, arrematando os brilhantes “fatiados”
Anel com briollets de safiras laranja, amarela e brilhantes, com coral e um pássaro maravilhoso abraçando a pedra
Esta maravilhosa cesta me foi dada pela queridíssima amiga, podre de chic Patricia Mayer: por tanto, “ça va sans dire”.
Produzida por sua cunhada, a querida Andrea Mayer, veio recheada por doces delicias como “palha italiana”, “brownies”, “cupcakes” “bem casados”, mini bolos, brigadeiros e afins, tudo muito bem feito e estalando de fresquinho.
A marca é a “Sweet Dreams” e o telefone de contato é 21 9939 5055. Experimente, eu recomendo! BN