Yves Klein, um dos artistas mais influentes e conhecido do século 20, praticamente reinventou a arte contemporânea na década de 50 por seu fascínio com o imaterial.
Um apaixonado pelo céu e seus tons, criou seu próprio pigmento azul (chamado de “Klein Blue”).
Klein abriu o caminho para os movimentos da arte conceitual, minimalista, e os movimentos performáticos que se seguiram. Ele fez pinturas monocromáticas e esculturas, construiu uma galeria de exposições a partir do nada, utilizandos corpos nus como pincéis para aplicar tinta ao papel, deixando o vento e a chuva darem forma em suas telas.
Suas obras fazem parte de acervos permanentes de importantes museus ao redor do mundo, estando presente também em renomadas coleções particulares.
Nascido em Nice na França, em 28 de abril de 1928, o pintor e escultor francês Yves Klein morreu em Paris em 06 de junho de 1962.
Vamos dar uma olhada em suas pinturas e esculturas, “monocromáticos Klein Blue”!
AC
"GREAT BLUE CANNIBALISM" (1960)
"ANTHROPOMETRY PRINCESS HELENA" (1960)
Yves Klein e uma modelo durante performance de “Anthropometry of the Blue Epoch”
Ele era conhecido por usar modelos como “pincéis” para suas telas.
Principais pontos turísticos estão no mapa da cidade, na parte européia!
“Pensei, diante da inesquecível visão da antiga Constantinopla, majestosa e exibindo-se, sem pudor, diante de todos os forasteiros que chegam: só ela ficará para sempre, suntuosa e serena, languidamente pousada, juntando e separando dois mundos”. Assim descrevi minha entrada navegante, em Istambul… Vejam!BN
A visão da cidade, na entrada do Bósforo!
Chegamos, finalmente, ao umbigo do mundo, à grande encruzilhada da face da terra ou qualquer outra metáfora que signifique o maior dos encontros: sim, Istambul simboliza convergência como ninguém!
Ela é múltipla da ponta da cabeça aos dedos do pé, indescritível e indefinível. É Europa e Ásia, começo e fim, chegada e partida, velha e moderna mas, sobretudo, é ação: tudo lá está em movimento, exalando uma energia contagiante.
Um cruzamento da cidade que não pára!
Dito isto, comecemos a desvendá-la: as minhas duas estadas foram por cinco dias, procurei que os passeios tivessem uma certa cronologia e que um guia nos ajudasse, ele faz a maior diferença. Tive o privilégio de ser conduzida pelo senhor Silvyo Benbassat, um homem cultíssimo e cultivado, que ama a sua terra e sabe mostrá-la como ninguém.
Seguimos um roteiro básico, que conto pra vocês:
– Primeiro dia:
Antes de qualquer providência, faça um cruzeiro de reconhecimento, pelo Bósforo num dos “bateau mouche” que saem sem parar.
Eu sei que é mega turística esta dica, mas afinal o que somos por lá?! Pode-se alugar um barco, pro mais chics!
Acabada a função aguática, almoce na beira do mar, em um daqueles restaurantezinhos do mercado de peixes: é divino.
Lugar delicioso pra se comer, num mercado de peixe!
Depois, trate de fazer um “sightseeing” minucioso, de preferência com o guia e de carro. É fundamental entendermos a planta e o jeito da cidade, suas grandezas e mazelas, sua cadência e decadência, para entrarmos no clima. Rode, mas rode mesmo. O plano B pode ser um daqueles simpaticíssimos ônibus especializados em mostrar as cidades.
Estes ônibus batem um bolão…
Finalizando o dia, não deixe de subir na torre de Gálata: lá de cima, você vê Istambul, “at a glance” e entende o emblemático “Chifre de Ouro” e sua complicada geografia.
A torre de Gálata, ao entardecer: vista linda lá de cima!
– Segundo dia: Concentre-se na parte bizantina da cidade, visitando o bairro de Sultanahmet a pé. Ele certamente encherá os seus olhos, pois aí só tem cacique. Então, vejamos:
A Basílica de Santa Sofia, bonita mas não me impactou como imaginei. Sobrou muito pouco do seu antigo esplendor.
Eis a basílica mais famosa do mundo: Santa Sofia!
Em compensação, a Cisterna é deslumbrante e tira, literalmente, o nosso fôlego. Especialmente, pra quem não conhece a Catedral de Córdoba, que é da mesma família arquitetônica.
Sua majestade a cisterna de Istambul e seu coqueiral de colunas: outra mais linda não há!
É obrigatório passar pelo que restou do hipódromo (os lindos cavalos da Catedral estonteante de Veneza vieram daí), no seu caminho para a Mesquita Azul.
É seu interior azul que dá nome à mesquita: ela é posterior à era bizantina.
Acabado o tour, perca-se pelas redondezas e finalise sua andança com um drink no Hotel Four Seasons do bairro, que é lindamente instalado numa antiga cadeia.
Olhem que romântico o bar do Four Seasons, de cara pro gol!
– Terceirodia:
Visite o bairro Ponto Serralho, também a pé, e se deslumbre com o maravilhoso Palácio Topkapi, disparado o que mais gostei, da era otomana. Seu harém e as dependências de cozinha, com requintes impensáveis pra época, surpreendem. Sem falar na estonteante sala do tesouro: cada pedregulho que deixa boquiaberto até quem não gosta de jóia.
O Palácio Topkapi, cheio de histórias pra te contar!
Depois, vá conhecer uma das casas mais tradicionais para o famoso “banho turco”, o emblemático “Banho de Cagaloglu”, um dos mais suntuosos da cidade: fica nas cercanias do palácio. Se quiser, poderá receber uma completa aula sobre o assunto e, quem sabe, você não se anima e deixa uma seção agendada…
A porta para um dos paraísos turcos: O Haman de Cagaloglu!
Acabe o seu dia tomando um suntuoso chá, no deslumbrante Hotel Ciragan: é um must!
A beleza do palácio aonde está instalado o hotel Ciragan Palace.
– Quarto dia:
Hoje vamos às compras… pois é dia de conhecermos o bombado Grand Bazaar, o Bazar de Especiarias e a genuina Rua Pera. Nada pra recomendar, além do sábio conselho do Zeca Pagodinho: nos três lugares, deixe a vida te levar!
O animadíssimo Grand Bazaar de Istambul: templo do consumo local!Detalhe de uma banca de especiarias no Bazaar epecializado: show!A rua Pera: a mais genuína e animada da cidade!
– Quinto dia: Reserve a manhãpra visitar outros dois bonitos palácios da época otomana: o Dolmabahçe e o Beylerbeyi, quecorrespondem plenamente ao que imaginamos ser a estética dos sultões.
Palácio Dolmabahçe substituiu o Topkapi, como sede administrativa do sultanato de Istambul: visual nababesco e gosto duvidoso…Beylerbeyi é o palácio de verão do sultanato, à partir da segunda metade do século XIX: opulência à toda prova!
E, como ninguém é de ferro, feche sua maravilhosa estada, nesta cidade de sonho, com o maior relaxante local: vá a um haman ou banho turco, um “procedimento” que mistura massagem com purificação corporal e da alma, por consequência.
Dos endereços ocidentalizados, o do Hotel Four Seasons, do Bósforo, é o mais recomendado. Mas existem outros, muito mais divertidos, pelas ruas da cidade. Informe-se e vá sem susto, são maravilhosos e genuínos!
O haman do Four Seasons: só tem no hotel do Bósforo!O Haman Çemberitas, construído no século XVI bomba com competência até hoje!
Quanto ao quesito hotel, nas duas vezes que estive por lá, me hospedei na cadeia Four Seasons. Com as amigas, fiquei no de Sultanahmet, bem instaladíssimo numa antiga cadeia. Prédio lindo, vista do meu quarto pra Santa Sofia, tudo sensacional.
O pátio interno do deslumbrante hotel Four Seasons de Sultanahmet!O palácio que abriga o Four Seasons do Bósforo!
Mas aqui entre nós, nada se compara à visão do Bósforo que o meu segundo quarto exibia: virei uma Carolina turca, pendurada na janela vendo, de camarote, a vida navegar na mais famosa avenida aquática da face da terra. Se puder, não titubeie, hospede-se à beira do mar!
A animada orla de Istambul, onde tudo acontece!
Termino com uma grande notícia, é facílimo andar, a pé, em Istambul e uma delícia. Sua via costeira segue alinhando os bairros, cada um com uma referência que praticamente exclui erro de rota. Alem do mais o engarrafamento na cidade é tal, que você acaba ganhando em tempo, beleza e saúde nas suas caminhadas. BN
Deixo vocês com a mágica Ponte do Bósforo, a única que une dois continentes em uma noite de lua cheia…
Continuando nosso périplo turco, chegamos à terra de São Jorge.
Lugar de topografia única, visual avassalador e história instigante, a Capadócia é sempre o pomo da discórdia, quando monta-se um roteiro para a Turquia. Pois queres o meu conselho, finque pé, esperneie mas não deixe de visitá-la. Na volta, você vai ter certeza que sua viagem não seria a mesma, se a tivesse pulado.
São Jorge, salve, salve: um de seus mais ilustres habitantes!
Capádocia era a “terra dos cavalos bonitos”, para os persas que lhe deram este nome, mas a nossa primeira exclamação vai mesmo para a paisagem indescritível, que nos acompanhará por toda a nossa estada e em cada palmo do seu chão.
A visão lunar, de alguns ângulos da Capadócia, podem ter confundido São Jorge. Mas e o dragão?…
De formação vulcânica, magicamente esculpidas pela erosão, as rochas de lá parecem de livro de contos de fada, tipo “João e o pé de feijão”. E, não por acaso, as mais exóticas chamam-se “Chaminés de Fadas”. Ficam quase que amontoadas, compondo um espetáculo estranhamente lúdico de tirar o seu fôlego.
As “Chaminés das Fadas” são corpos Cônicos”, cobertos por um chapéu, produzidos pela erosão à sua formação vulcânica. Alguns são ainda habitados.
Para conhecer, razoavelmente, a região, são necessários dois dias e meio dedicados, integralmente, à missão: a primeira vez que estive por lá, voamos de Istambul (saímos às 7 da matina) para Kayseri (onde pousamos 8 e tal). No aeroporto, já nos esperavam van+guia que passaram o dia conosco e nos depositaram no hotel, no final da tarde. Mais todo o segundo dia e a manhã do terceiro, quando aconteceu o obrigatório vôo de balão: ao meio dia embarcamos de volta para Istambul. Na segunda vez, chegamos à noite e fomos direto para o hotel. Dia sequinte, às 10 hs, já estávamos no carro para nosso tour que durou dois dias inteiros e conhecemos o basicão da Capadócia. No terceiro dia, balão e avião ao meio dia.
O que é o basicão?
– A topografia maravilhosa, que vemos enquanto nos locomovemos de um lugar pro outro. Indispensável passar por Ürgrüp, a central das “Chaminés de Fadas”.
Outro ângulo da linda topografia local: rochas coloridas…
– As igrejas esculpidas nas rochas. Como são centenas, tendo que escolher, priorize as de Göreme e as do Vale deSoganli. Todas elas foram esculpidas e eximiamente pintadas pelos cristãos que foram pra região, à partir do século IX DC. Os afrescos são deslumbrantes e é impossível não se pensar no maravilhoso “Quatrocento” italiano conectado à Capadócia!
Afrescos da Igreja da Escuridão, em Göreme!
– As cidades subterrâneas são outra atração única deste lugar surreal, literalmente. Desde os tempos pré históricos, os sucessivos povos que habitaram a região construíram ou ampliaram em torno de 150 cidades debaixo da terra. Cada uma delas é formada por câmaras conectadas por túneis que acabaram formando labirintos gigantescos e algumas chegam a ter oito camadas em direção ao centro da terra. Visitei a de Kaymakli e a de Özkonak. É um passeio sensacional que você deve fazer com a calça jeans mais surrada pois, pra descer pelas galerias e sentir-se um capadócio, vais ter que se arrastar pelo chão de terra, um bocado.
Visão da cidade subterrânea de drinkuyu: vejam a encruzilhada de galerias!
– A cidade hitita de Bogazkale é uma opção de passeio pra quem tem mais meio dia livre. Vale a ida!
A porta do leões, atração das ruínas da cidade hitita de Hattusa!
– Deixe seu medo de voar, em Istambul, e faça o passeio de balão. É simplesmente maravilhoso e fecha sua temporada, em grande estilo: só de cima você tem a visão do Paraíso de Dante e da Capadócia!
Pra quem não ainda não andou de balão, eis o passo a passo!
Já está cansado de tanto turismo? então chegou a hora do relax e dos hotéis deliciosos que nos esperam, cheios de atenção pra nos dar!
Anatolian Houses: construído nas cavernas vulcânicas!
Voltando àquela história das duas viagens, da primeira vez era verão e fiquei num “hotel butique” bacanérrimo, Anatolian Houses, que juntava um projeto arquitetônico arrojado e totalmente integrado à natureza. Sendo que meu quarto era, literalmente, dentro de uma das formações rochosas locais: me senti uma espécie de Wilma Flintstone! Detalhe: tinha dos melhores SPA ever e uma comida deliciosa.
Visão noturna! Para entrar no SPA, bastava seguir nadando pela piscina: show!
Este ano, em pleno inverno e a região estonteantemente linda e inteira nevada, fiquei no badalado The Museum, um hotel mínimo e chique de doer, onde todos te chamam pelo nome, os requintes são indisíveis e a comida é um must. Noves fora a vista deslumbrante, incluindo a dos quartos, para o vale de Göreme, aonde os balões decolam e pousam: levei um baita susto ao abri a janela, de manhã, e dar de cara com um céu azul de doer e coalhado de balões!
O Museum hotel maravilhoso, por fora…O restaurante…
Pra terminar, duas ponderações:
– Diferente de Istambul, a Capadócia é estarrecedora, de tão linda, no inverno e debaixo de neve. Não sei explicar científicamente mas, nesta época, ela fica “double face”: um lado todo branco de neve e o outro da cor da rocha que a compõe. Vento abençoado este… Não deixe o frio te espantar!
– Acho impossível, pra qualquer forasteiro, princialmente com o tempo contado, ficar por lá, um segundo sequer, sem a ajuda de um guia/ motorista. A paisagem, apesar de dinâmica, não tem referências e as atrações principais são debaixo da terra. Barato que sai caríssimo: vim com o guia, já no avião!
Cleo Pires, em plena Capadócia, esquentando os tamborins para… Salve Jorge!
No mais, daqui a alguns meses ficaremos realmente experts em Turquia: vem aí a minha musa Glória Peres e seu “Salve Jorge”. BN
Fique com este lindo vôo dos balões, quem sabe assim você não se anima!
CLIQUE AQUI PARA TURQUIA PARTE 1: CONSIDERAÇÕES GERAIS!
CLIQUE AQUI PARA TURQUIA PARTE 2: AL MARE!
CLIQUE AQUI PARA TURQUIA PARTE 4: ISTAMBUL! CLIQUE AQUIPARA RESTAURANTES EM ISTAMBUL!
Adorei passear por Nova Delhi, admirar o jeito das mulheres se vestirem nas ruas da cidade, sempre coloridas, enfeitadas e, independente de quem sejam, estão sempre com uma pulseira, um colar, brincos, piercing ou algo que as embeleze pois são muito vaidosas: me diverti tirando fotos de seus looks.
As mulheres indianas são criativas e fazem uma moda só delas, cheia de brilhos e muita cor, enquanto os homens não tem a menor imaginação: reparem…
Cinza e rosa combina muito
Adorei a sombrinha e o sorriso…
Sempre usam joias…
Que cores mágicas…
Os bordados são para noite e dia…
Esta pediu para tirar uma foto com a minha afilhada Manoella Marcondes Ferraz.
Estas estão mais sóbrias…
Sylvia Amélia e uma indiana na rua, lindinha.
O Look de Ana Luisa Marcondes Ferraz num templo em Delhi, linda!
Adorei esta roupa vermelha, alias os saris desta cor são feito para as noivas, na India se casa de vermelho!
Uma família nas ruas de Delhi.
Os taxis nas ruas.
Uma janela para o mundo…
Este encantador de serpente me deu o maior susto quando sai do carro para visitar um templo, estava com DUAS COBRAS enormes dançando ao som de sua flauta mágica!
Este é o templo do MARAVILHOSO e únco grande Gandhi.
Fomos visitar este sensacional templo em Delhi é o tumulo de Humayun, segundo imperador Mongol . Este túmulo sera inspiração para vários outros monumentos posteriores como o Taj Mahal.