Bebel Bittencourt Niemeyer

SERVINDO CHARUTO…

 

Recomendação materna: olhar viajante por tudo a minha volta!

 

Minha sábia mãe passou a vida martelando, na minha cabeça dispersa, pra que eu reparasse nos “diversos mundos” à minha volta. Todo aprendizado é fundamental, segundo ela, mesmo o mais aleatório, pois nunca sabemos quando a vaguice vai nos salvar.

 

Apesar da maravilhosa proibição, alguns pulam a cerca, a pretexto de relaxar.

 

Fumar virou, pro bem das nossas saúdes, um pecado inconcebível até nos depararmos com o “charuto relaxante” de alguns maridos e até amigas, em jantares no fim de semana.

 

Churchill, o maior dos charuteiros…

 

Freud: pena que não nos explicou o poder de sedução do charuto.

 

A Presidenta Dilma dando sua relaxada….

 

Viva Chê, fumando um autêntico compatriota!

 

A linda Demi Moore, que como Neide Aparecida vai passar a vida com 30forever, fazendo charme…

 

JFK, pelo menos nesta foto, fez concessão à Cuba!

 

Jô Soares: elegante até fumando.

 

Juntando os dois parágrafos acima, vou mostrar uma maneira prática de servir o dito cujo, caso seu maridão seja adepto deste culto a Osiris. Aprendi reparando minha tia Elizinha Gonçalves fazer em sua casa: mãe tá vendo, nem tudo foi perdido, alguma coisa eu guardei. BN

 

Charutos, palhas pra acendê-los, vela, cortador e um cinzeirinho de apoio: eis o kit básico.

 

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UM MIRABEL E DUAS INFÂNCIAS…

 

O post do Instagram que me inspirou…

 

Outro dia, vendo um nostálgico comentário no Instagram de minha filha, Maria Teixeira de Mello, provocada por um Mirabel, realizei que talvez Julio Verne e seu túnel tivessem razão: será que existem camadas de tempo, sobrepostas horizontalmente, e o mesmo pacote de biscoito, conectando-as na vertical?

 

Este abraço delicioso e o Mirabel a nos unir!

 

Porque, como a Maria, esta guloseima anciã também mexeu comigo, revelando mofadas lembranças acomodadas, no fundo do meu baú de ossos, que há tempos não vistoriava, por conta do correr desta vida, que insiste em ter pressa.

 

Como num passé de mágica, saía da merendeira de Bárbara o lanche dos meus sonhos…

 

Bárbara Patrícia… quem diria, ressurgiu das trevas do meu inconsciente, igualzinha como a deixei, nos anos 70. Menina linda, garbosa, melhor aluna da sala, do severo Colégio Teresiano. Naquela época, não concebia a existência sem admirá-la, sempre de longe, pois nunca ousei importunar a primeira musa fashion de minha vida, com sua inesquecível merendeira de metal e seus cadernos impecáveis, repletos de capricho e beleza, onde pontificava uma letra lindamente desenhada por pilots de todas as cores, com a função de seduzir tanto as professoras quanto o meu deslumbrado olhar…

 

No meu encantamento por todo o “Mundo de Bárbara”, nada é por acaso, assim eu via seus cadernos…

 

Mas voltando à merendeira, ela era retangular, tipo uma mini mala dura, onde brilhavam a boneca Barbie e sua longa cabeleira loura, idêntica à de Bárabara, numa versão morena. Eu achava aquilo tudo um conto de fadas live: a merendeira, sua dona e o ritual diário, na hora do recreio, da abertura da mesma, de onde saía, como num passe de mágica, o melhor lanche que já tive notícia. Sempre com um ícone salgado da gastronomia “junk”, que ia de cachorro quente Genial à sanduichinho de pão de miga, dois ítens nunca faltaram “em sua mesa”: a garrafa de mini coca-cola e o pacotinho de Mirabel, sabor chocolate, o meu preferido.

 

Esta é a versão século XXI da inesquecível merendeira de Bárbara Patrícia… Ou de como eu a via!

 

Já que estamos tratando de sonho, lembranças, infância, mágica, digamos que ela fosse parecida com esta…

 

E eu, sentada num canto da sala, lugar reservado às problemáticas para comer, encarava o meu quinhão com a dificuldade dos que presumem que o Paraíso é inatingível: leite batido com Vitavena, sabor morango (credo) e sanduíche de filet, que àquela altura já beirava a temperatura de um sorvete… Era o que havia de mais saudável, no manual alimentar da época, que minha cuidadosa mãe seguia à risca, sem suspeitar que um “it lanche” mexeria comigo ao ponto de ser assunto, pra desespero de vocês, quarenta anos depois!

 

 

Desabafo feito, deixemos a nostalgia de lado e louvemos o delicioso Mirabel, que atravessou as décadas com a mesma galhardia e tornou-se, de novo, para deleite das gerações, uma figurinha fácil nas prateleiras das boas lojas do ramo. BN

 

Delícia das delícias, encantando gerações!

 

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O LINDO OUTONO DA BURBERRY!

 

” Final Lap” do lindo desfile da Burberry, na London Fashion Week, em Kensington Gardens!

 

“And I’ll see you in september, when summer is gone…”

 

As manecas desfilaram ao som de uma divina musica ao vivo: tudo de bom!

 

Como na letra desta linda canção, todo ano, no outono temos um encontro, aqui no BLOG, com as novidades da label rainha dos “trench coats” e casacos, a imbatível Burberry. Só que este calendário fashion apressado, transformou setembro em março, mas o resto continua igual: a música e a beleza da coleção da Burberry: mostro os high lights a seguir.

 

O gênio diretor de criação da Burberry, Christopher Bailey, que transformou uma grife centenário numa baby!

 

Vejam, nas fotos, a deslumbrante coleção que o talentosíssimo Christopher Bailey concebeu: cheia de charme e frescor, muita estampa linda, podre de chic e, sobretudo, usável.  E o melhor: agora a grife tem lojas nas principais cidades brasileiras e o que era ficção, poderá tornar-se uma elegante realidade. BN

 

CARRO-CHEFE: OS TRENCH COATS!

Este estampado de coração é foférrimo!

 

Muito chic!

 

Moderno!

 

Estampa de onça muito linda!

 

Pirei! Reparem no cinto e no total look de onça: sapatos incluídos…

 

ô coisinha tão bonitinha…

 

Podre de chic este trench com ar de saia e blusa. Amei os furos metálicos com franjinha. Um quê da outra gênia Patricia Viera…

 

Muito visual!

 

Pirei, volume 2!!!!

 

Podrérrimo de chiquérrimo pra noite!

 

VESTIDOS E CIA!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CONTATO:
BURBERRY RIO: +55 21 3252 2530 & 3252 2535

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CRISTO É VIVO!

 

Bom dia!
“CRISTO É VIVO” diria eu para vocês se estivéssemos hoje, domingo de Páscoa, na Rússia Imperial. E a vossa resposta seria: “ELE É VIVO DE FATO!”

 

 

Aprendi esta saudação, e muito mais, no maravilhoso livro “Os Ovos de Fabergé”, de Toby Faber, Editora Record. A pretexto de contar a vida e obra da família de joalheiros Fabergé, ele acaba tecendo o fio da meada da revolução russa de uma maneira inusitada, até seu fatídico final, sem perder de vista a interessante história da casa de jóias mais importante do país e seus preciosos ovos.

 

Alguns dos 54 “Ovos Imperiais” que Fabergé fez para a família real russa. Sobreviveram 46, espalhados mundo afora.

 

Que não por acaso foram inventados pelo tzar Alexandre III, na Páscoa de 1885, quando encomendou o primeiro, o ovo “Galinha”, para presentear sua adorada Maria Feodorovna, transformando em jóia a tradição ancestral da troca de ovos de galinha enfeitados no dia da comemoração da Ressurreição de Cristo, símbolizando a vida renovada pela “esperança da passagem”, na festa religiosa mais importante da Igreja Ortodoxa russa.

 

O ovo “Galinha” : o primeiro dos ovos imperiais, encomendado por Alexandre III na Páscoa de 1885, inaugurando o último sinônimo de esplendor da Rússia tzarina. Aparentemente sem mais, a grande surpresa é que o ovo, copiando uma boneca “matrioshka”, continha esta gema acima, feita de ouro e dentro dela uma galinha, idem, idem.

 

O “Ovo Militar em aço”: o último a ser feito, na Páscoa de 1916, presente de Nicolau II a imperatriz Alexandra. A surpresa do ovo é esta miniatura de quadro sobre cavalete, que mostra uma cena de Nicolau II junto com seu filho e herdeiro Alexei, debruçados sobre mapas com oficiais de alta patente, já que estavam em plena Primeira Guerra.

 

O requintado presente acabou tornando-se obrigatório, na família real, até a abdicação de Nicolau II ao trono da águia bicéfala, em 1916. Um a um, somente os ovos imperiais vão sendo descritos no livro com minúcia de detalhes, uma leitura curiosa e rica. Adoro pontos de vista pitorescos para antigas histórias, têm sempre a acrescentar.

 

Este é Peter Carl Fabergé que comandava a joalheria russa mais emblemática, na época dos “Ovos Imperiais”!

 

Fabergé produziu, em tese, 69 ovos, sendo 54 os chamados imperiais, isto é, os encomendados pelos tzares Alexandre III, seu idealizador, e Nicolau II, que prosseguiu com o hábito paterno, até sua renúncia ao trono. Os temas, pra confecção dos ovos, giravam em torno de datas comemorativas do império, referências à vida pessoal da homenageada ou ainda tradições russas.

 

A linda tzarina Maria Feodorovna a inspiradora do luxo dos luxos, os ovos Fabergé!

 

A Imperatriz Alexandra Feodorovna, deslumbrante e também musa inspiradora.

 

As tzarinas Maria Feodorovna e Alexandra Feodorovna foram as únicas inspiradoras e “recebedoras” do presente pascal mais requintado da face da terra, os ovos imperiais de Fabergé, eles o último sinônimo de esplendor da Rússia czarista. BN

 

ALGUNS OVOS ENCOMENDADOS POR ALEXANDRE III:

O “Ovo Relógio da Serpente Azul”, de 1887, no qual a lingua de uma serpente indica a hora, é lindo em seu trabalho de esmalte espetacular. Este e o ovo “Galinha” foram os únicos que sobreviveram, da década de 80.

 

O lindo ovo “Memória de Azov”, presente da páscoa de 1891 de Alexandre para Maria… O grande barato é que eles sempre traziam uma surpresa em seus interiores.  Aqui, é o lindo navio em que viajavam os dois filhos do casal real, na época da Páscoa.

 

 

Ovo “Palácios Dinamarqueses” de 1890, de Alexandre para Maria, relembra a terra natal da tsarina e é feito de liga tonalizada de ouro, coberta por esmalte absolutamente polido: Hi tech!

 

Um lindo mini biombo com cenas da Dinamarca era a surpresa do ovo acima. Até hoje nossos ovos de chocolate copiam esta prática de presentes velados.

 

ALGUNS OVOS ENCOMENDADOS POR NICOLAU II:

O lindo ovo “Coroação” que Nicolau deu para a imperatriz Alexandra, em 1897, comemorando a deles, é considerado por muitos, a obra-prima de Fabergé.

 

O espetacular ovo de 1900, “Transiberiano”, que trazia como surpresa a réplica miniatura do trem, em ouro maciço: celebra o feito que permitiu à Rússia dominar os mercados da Ásia, “das praias do Pacífico aos pés do Himalaia”.

 

Em 1901, Nicolau presenteou a mãe Maria Feodorovna com o ovo “Palácio Gatchina”, baseado na sua casa de veraneio.

 

E no mesmo 1901, o ovo de Alexandra foi o “Flores Selvagens”. Flores para Alexandra, gravidérrima da sua quarta filha, Anastasia.

 

O deslumbrante ovo de 1903, “Pedro, o grande” quem ganhou foi Alexandra, comemorando os 200 anos a fundação de São Petersburgo pelo tsar Pedro, o grande.

 

O ovo “Kremlin”, de 1906, foi dos mais elaborados, representa a linda catedral Uspenski.

 

Ovo “Iate”, de 1909, que comemorava o novo barco do casal real.

 

Para Maria Feodorovna, em 1910, o ovo “Alexandre III Equestre” fez a sua Páscoa, pois relembrava seu adorado marido.

 

O “Ovo Inverno”, da Páscoa de 1913, foi concebido por Alma Pihl, das poucas mulheres que desenharam para a joalheria. Encomendado por Nicolau II para a mãe Maria Feodorovna: dos mais lindos!

 

Que vossa Páscoa seja muito especial e que nós todos, de alguma forma, renasçamos com ela.
Beijos das 40FOREVER AC, BN e MP

 

 

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