Eis a caixa de caquis que ganhei de minha hostess chiquérrima, colhidos no seu jardim: mais chic ainda!
Esta dica pode não ser de uso imediato mas como disse o Rei, em “Detalhes”, no momento da necessidade, vocês vão lembrar de mim… Porque tem coisa pior do que caqui verde e/ou cheio de cica? Depois deste procedimento milagroso, eles serão cartas fora dos vossos baralhos…
Tudo começou num fim de semana maravilhoso que passei no Vale da Boa Esperança, na serra petropolitana, numa casa de sonho entronizada num jardim mágico e repleto de árvores frutíferas. A anfitriã, amiga adorada e com aquela fidalguia de filme de época, na hora das despedidas presenteou-nos, hóspedes, com uma caixa de caqui “home made”.
Entardecer num jardim de sonho…
Como eram muitos caquis e nem todos estavam no ponto, ela discretamente explicou: deixem-os quietos por três dias, porque foram preparados para amadurecer igualmente.
Entre incrédula e exultante, quis saber deste truque salvador da pátria para os amantes desta sofisticada fruta. Noves fora que a mousse de caqui nunca mais será uma trabalheira: ou eu os compro no dia, escolhendo os quase passado ou não consigo que ela fique divina.
Aqueles caquis do caixote, viraram estes da foto, depois do retiro de 3 dias… Vou ensinar como!
Depois de fazer tudo que me foi mandado pela doce amiga, comi o melhor caqui da minha vida: vivendo, aprendendo e contando tudinho pra vocês! BN
PASSO A PASSO:
Pegar o caqui, virado pra cima…
Com uma faquinha “de ponta”, fazer um furinho onde ficam as folhas, exatamente como mostra a foto…
Pingar no buraquinho uma gota de vinagre…
Repo-los, arrumados, no caixote, fecha-lo e deixar os caquis adormecidos dentro dele, por 3 dias!
Vejam o resultado, três dias depois!
E com os caquis madurinhos fazemos esta maravilhosa mousse: clique aqui para a receita!
Minha amada mãe, Sonia Bittencourt, é quem conta que o impagável cronista Sérgio Porto, quando estava sem assunto, recitava o versinho: “Ibrahim, Ibrahim, se não fosse você o que seria de mim”, e punha-se a contar mais uma das maravilhosas histórias do igualmente lendário e querido jornalista, Ibrahim Sued.
O gente finíssima amigo de Bárbara vinha na frente, abrindo caminho no asfalto, para a dupla brilhar!
Pois assim faço eu, com o Leblon e adjacências: quando a imaginação falha, pernas pra que te quero e sigo, confiante, pro meu celeiro infalível de novidades… De tanto ir, já estou devendo uma rima ao “inspirador”; aceito sugestões.
“Free Line” tout court!
Posição de encaixe no pé!
Outro ângulo!
Pois dia destes, estava com minhas inseparáveis companheiras de caminhada dominical, as já vossas conhecidas, Marcia Solera e Patrícia Peltier, no maior debate “under the escaldante sun”, quando algo passa por nós e à jato, pensei ser efeito colateral dos 40 graus que fazia. Ficava entre um skate imaginário ou um patins sem botas. Recuperada do susto, amei conhecer a nova e surpreendente engenhoca de locomoção dos descolados, que atende pelo nome de “Free Line”.
A encantadora Bárbara evoluindo…
Vejam os seus pés…
Divinamente pilotado por uma típica “Menina do Rio”, Bárbara Duvivier, que do alto dos 20Forever cortava a orla deslizando, linda, a sua juventude, acompanhada de um “partner”, formavam um descontraído pas de deux sobre rodas, vigoroso e alegre como a flor da idade exige, compondo uma cena carioca que parou a praia e eu, tiete, aplaudi de pé. BN
Manhã de sol em Moscou, uma das cidades palco do romance e do filme Anna karenina: Bom dia Rússia…
Bom dia galera, hoje é sexta-feira, o dolce far niente está próximo e tenho um colírio pra recomendar pros vossos olhos, fatigados pelo vigor do dia a dia..
Semana passada, eu e a torcida do Flamengo corremos pros cinemas atrás de Anna Karenina, atraídos por um trailer promissor. Pena que o filme não superou sua propaganda e ficou naquilo mesmo, um espetáculo deslumbrante, figurinos fantásticos, atuações mais ou menos e… nada más.
Croquis de alguns dos vestidos lindos idealizados pela figurinista jacqueine
Jaqueline Durras, a figurinista do filme, recebendo o Oscar de 2013, da categoria. Sem se apegar ao vestuário estrito da época, Durras inspirou-se, sobretudo, em quadros da década de 1870, a mesma da trama que se começa em 1874, e também nos looks Dior dos anos 50; o resultado é sublime!
Só que é tanta beleza a encher nossa alma, que ela merece nosso tempo perdido, entre imagens estonteantes de uma trama confusa, baseada no livro homônimo e maravilhoso do meu russo predileto, Leon Tolstoi. Vejam o esplendor de algumas cenas abaixo…
Mais uma vez, o trio formado por Joe Wright (diretor) + Jacqueline Durras ( fiurino) + Keira Knightley (atriz/maneca) entra em ação e o resultado são looks inesquecíveis, como aquele vestido verde, estonteante, desenhado também por Durras e usado por Keira, no filme “Reparação”, de Wright, lembram? Dobradinha, no vestuário, tipo “Givenchy & Hepburn”…
Quem não pensou em copiar, na época, este vestido capotante que abalou Bangu, lindamente acompanhado por uma pulseira de brilhantes design decô, que deu o que falar…
Fiquemos, então, com a parte cheia do copo e nos encantemos com o figurino divino de Anna Karenina, saído da palheta de Jacqueline para ganhar o Oscar da categoria de 2013, e com louvor, como todo mundo está cansado de saber.
Algumas produções de “cabeças” que a levaram ao pódio maior do cinema…
Por tanto, quem ainda não viu, saia da inércia e caia de boca no visual de Anna Karenina. Ele vale o seu ingresso ou beleza não é fundamental?! BN
AS JÓIAS, BY CHANEL, QUE ESTÁ ROUBANDO O MEDIANO FILME… Quando este é o assunto, só se fala no colar de flores…
O estonteante colar de flores, que funciona como na vida real, em vários looks…
Com os vestidos preto e vinho…
… e também vai lindamente com este branco!
Os brincos muito lindos….
Compõe também, primorasamente, várias produções!
Pérolas e Chanel são uma parceria forever!
Os brincos lindos que completam o colar, no filme.
Vejam que efeito sensacional!
Delicadeza e muita beleza!
OS PRINCIPAIS LOOKS:
Comecemos pelo look de cambraia, o mais light de todo filme!
Locanda della Mimosa, minha casa chiquérrima na serra petropolitana!
Gente, hoje vou fazer uma maldade com vocês. Contar a receita de um bolo de laranja dos deuses e da Locanda Della Mimosa e que fez parte do meu café da manhã, no último fim de semana que estive por lá: quase comi um inteirinho.
Agradeço, de joelhos, a dica que minha querida amiga Lilian Seldin nos deu, boa e facílima de fazer, pros entendidos, é “bolo de liquidificador”. Vamos lá! BN
O bolo é tão surreal que só lembrei de tirar foto quando o estrago já estava parcialmente feito!
BOLO:
INGREDIENTES:
250 ml Óleo;
200 gr Laranja pêra descascadas e cortada em cubos;
400 gr Açúcar;
4 Ovos;
280 gr Farinha de trigo;
8 gr Fermento em pó;
10 gr Canela (opcional)
PREPARO:
– Bater, no liquidificador, o óleo, a laranja, os ovos e o açúcar;
– Tirar do liquidificador e adicionar, batendo com batedor, a farinha e o fermento;
– Assar em forno a 160 graus, por 20 minutos;
– Retirar do forno e regar o bolo, ainda quente, com calda de raspa da laranja.
CALDA:
INGREDIENTES:
500 ml Suco de laranja pêra;
50 gr Açúcar;
30 gr Casca de laranja pêra, cortada bem fina e sem a parte da pele branca;
10 gr Fécola de batata
PREPARO:
– Ferver bem a casca em água até sair o amargor, sempre trocando a água;
– Caramelizar o açúcar;
– Juntar o suco de laranja e deixar reduzir um pouco;
– Acrescentar a fécola, diluída em um pouco de suco de laranja frio;
– Juntar na calda fervente as cascas, e pronto!!!!!!!!!!!!
– Pode guardar a calda que sobrar num recipiente fechado na geladeira.
RENDIMENTO:
– 2 Formas de 22 cm ou 24 unidades individuais.
Parei por aqui pois sei que é feio “raspar” o prato, que dirá o de bolo
A querida Lilian nos manda outro look desta maravilha…