Quem não conseguir ficar doce diante desta visão, melhor desistir: açúcar mascavo, açúcar cristal, adoçante e… mel! Amei!!!
Vivendo e aprendendo sinhá, dizia Tia Nastácia pra Dona Benta, quando diante do inusitado… Aprendi, desde a infância, com estas sábias senhoras, o ditado que até hoje vivo evocando…
De outro ângulo para a nossa apreciação!
Pois foi o que exclamei quando vi a bandeja de adoçantes mais criativa, que acompanhava infusão e café no descolado restaurante cubano, “Ivan, El Chef Justo”. Anotei no caderninho pra contar pra vocês… BN
Desde sua linda capa, o livro “Histórias das Ruas do Rio” é todo um espetáculo!
Dei pulos de alegria quando a querida AC me contou, sábado passado, sobre a nova edição de um dos clássicos da historiografia carioca, o emblemático “História das Ruas do Rio”, de Brasil Gerson. Foi desligar o telefone e ventar pra livraria mais próxima, atrás de um exemplar pra ilustrar meu fim-de-semana, e também engrandescer minha biblioteca com o melhor da literatura do Rio e sobre ele.
Esta é a primeira foto do livro, mostrando a ladeira da Misericórdia: aqui foi dada a largada na construção da cidade!
Produzida e ilustrada com todo esmero, pela competente “Editora Bem-Te-Vi”, a sexta edição de “Histórias…” é um afago para nossa “Cidade Maravilhosa”, justo no ano em que completa seus 450 anos de existência: por suas páginas o autor tece a interessante história do Rio de Janeiro, contada através da criação de suas ruas, das pessoas que emprestaram seus nomes à elas, e dos episódios relevantes da saga brasileira que estas ruas foram palco já que, por séculos, o Rio foi capital do país.
Esta é a linda Santa Casa da Misericórdia, com a Igreja de N.Sra do BoM Sucesso, hoje o prédio mais antgo da cidade, depois que Epitácio Pessoa teve a infeliz idéia de destruir o Morro do Castelo… Aprendi no livro!
Com um texto elegante, informações precisas e preciosas e fotos lindíssimas, Gerson cobre a feitura da cidade com maestria cronológica e um didatismo sutil, fundamental para que não nos percamos por entre suas ruas, becos, praças, avenidas…
Nesta foto o presidente Epitácio Pessoa e o prefeito Carlos Sampaio assistem à demolição do morro do Castelo… Pena!
Assim, recanto por recanto, a cidade vai sendo cantada e delineada pelo talento de sua pena. Além de descrever as transformações físicas e geográficas da vila que virou metrópole, com nuances encantadoras, o autor não esqueceu das mazelas da história carioca que aborda junto com hábitos dos anônimos que mudaram o destino daqui, compondo assim, em paralelo, uma bonita e emocionada crônica da nossa “evolução”.
As praias de Copacabana e do Leme, na década de 1910, ocupadas por lindos sobrados e casas térreas…
Alexei Bueno, em sua maravilhosa introdução ao livro, nos conta que:
“Todas as cidades têm no tempo a sua mais espantosa dimensão. Invisível para quase todos os seus habitantes, no que transcenda o breve alcance de suas memórias pessoais, é como cegos para ela que a maioria dos homens as atravessam. Seus olhos, que se abrem para as três dimensões do espaço, vivem perenemente fechados para a quarta dimensão da sucessão infinita. Uma única coisa tem o condão de lhes abrir a vista para esta cidade invisível: a História”…
Falou e disse Alexei, e este livro inspirado cumpre plenamente esta missão… Por isso, batamos palmas pra nossa adorada e competente Vivi Nabuco: sua “Bem Te Vi” arrasa! BN
Fecho com a linda igreja da Penha, marco arquitetônico do subúrbio carioca, no tempo que ainda reinava sozinha no penedo onde foi construída, no século XVII: linda!
Amei o jardim com que a paisagista Paula Bergamin homenageou a divina Frida Kahlo!
Um dos ambientes que mais me encantaram na linda Casa Cor 2015 RJ, que acontece até 4 de outubro, no bairro da Glória, Rio de Janeiro, foi o jardim da maravilhosa paisagista PaulaBergamin, uma linda homenagem à artista plástica Frida Kahlo, em sua versão carioca.
Detalhe de uma parede da Casa Azul, que compõe o ambiente do jardim original: eis o que Paula chamou de “Azul Frida”!
Pra quem já esteve no México, visitando o original, vale como doce recordação. E pra quem ainda não foi, é uma encantadora iniciação às cores e magia de um ambiente único e inesquecível.
Pra nos contar sobre o projeto, detalhadamente, ninguém mais habilitado que sua divina autora, por isso sigamos com Paula! BN
A linda e talentosa paisagista Paula Bergamin!
HOMENAGEM À FRIDA KAHLO, por PAULA BERGAMIN
“Esse jardim é uma homenagem a Frida Kahlo uma das mais importantes pintoras do século XX, mulher icônica, apaixonada, sofrida e multo talentosa.
Uma de suas paixões era a jardinagem por isso criou, juntamente com Diego de Rivera seu marido, um lindo jardim em sua casa de Coyoacán,Cidade do México, chamada Casa Azul e que foi seu refúgio e fonte de inspiração para inúmeras de suas obras.
O jardim que projetei para a Casa Cor Rio 2015 não é uma cópia do original. Escolhi algumas referências que, através de releitura, deram o clima e identidade ao jardim.
Para tanto, fiz uma longa pesquisa e descobri que Frida tinha a jardinagem como hobby e adquiriu conhecimentos de botânica. Em sua biblioteca havia inúmeros livros sobre o assunto, com marcas de leitura: ela era apaixonada pela natureza, plantas e os animais.
Canteiro de cactácias, paixão de Frida e Paula… Vejam que lindo o detalhe do piso, em cimento e azulejo hidráulico!
Escolhi para compor o jardim, algumas de suas espécies preferidas: as cactácias (com as quais formou uma coleção), agaves, yucas e também algumas floríferas, como a Bouganvillea, os brinco-de-princesa e azaléias, que colhia em seu jardim para adornar os cabelos, como podemos constatar em muitos de seus auto-retratos.
Usei muita cor, inspirada em seus vestidos e na própria casa. Seu azul marcante, não poderia faltar eu até chamo de Azul Frida.
Detalhe do “elemento aquático”: charme só!
Criei um elemento aquático retangular que foi revestido com granito reciclado de antigos meio-fios, para dar mais frescor ao pátio. O mesmo granito foi usado como divisor de canteiros.
Teto verde: recurso prático e encantador!
Um teto verde sobre a “pérgola-atelier” é mais um item para aumentar o bem estar e baixar a temperatura.
Me preocupei com pequenos detalhes para completar o visual e o piso, sem duvida, é um grande destaque. Ele foi aplicado sobre o contra-piso de cimento e é um grafite em forma de ladrílio hidráulico, juntando as cores da fachada original ocre com o “Azul Frida”. O piso foi feito pela artista Dani Purper.
Móveis garimpados compõem o lindo ambiente!
Os móveis antigos de ferro e madeira, o cavalete, as palhetas e caixas de pintura foram garimpados em antiquários. Já os móveis de fibra achei na Dedon e na Collectania. Juntando com a louças, em estilo mexicano, do Empório Dona Xica, complementei o visual desejado e consegui o clima que imaginei.
Louças e serviço americano coordenados com o ambiente!
O maior desafio foi sair totalmente da minha linha de atuação, meus jardins são sempre densos, tropicais e ecogênicos. Mas este é um trabalho especial para o Casa Cor, temático, fruto de pesquisa e uma homenagem a grande Frida Kahlo, de quem sou grande admiradora. Também quis mostrar que pode-se ter um jardim aconchegante usando plantas desérticas.
Vale registrar que é um jardim sustentável, com plantas de baixa necessidade hídrica, pérgola de eucalipto de reflorestamento, telhado verde e uso de lâmpadas led.” PM
Antes de ir, um conselho: não deixem de visitar a Casa Cor 2015. O conjunto arquitetônico, onde ela está instalada, é deslumbrante, ambientes divinos e mil eventos acontecendo todos os dias nesta que é a melhor exibição de arquitetura e decoração da cidade, a gente super recomenda!!!
Fiquem com seu visual noturno… BN
A linda embaixatriz Thera Medeiros, que me encantou com seu almoço!
Thera e as amigas queridas de uma vida!
Adoro me deparar com o inusitado, as pequenas “desconstruções” de dogmas do dia-a-dia, que o tornam menos monótono e mais cri. Como aconteceu no almoço que fui no alinhado apartamento de minha querida amiga e grande pintora, Thera Medeiros, embaixatriz brasileira que sabe das coisas e as põe em prática, com louvor!
A sala de Thera, vista da porta de entrada… Detalhes de uma vida e a varanda ao fundo (que a gente chamava de jardim de inverno) que ela transformou em sala de jantar: amei!
Detalhe da decoração…
A sala de estar vista da varanda/ sala de jantar: charme só!
Depois de anos rodando o mundo, por conta da profissão do marido, a linda Thera voltou a morar no Brasil, num delicioso ap em Copacabana, decorado por ela mesma com todo talento. Compondo o ambiente, objetos dos mais diferentes lugares vão nos dando seu recado e enchendo nossos olhos com as belas lembranças de vida que o casal reuniu, como num mágico “personal puzzle”.
Vejam a varanda, ou jardim de inverno, lindamente arrumada como sala de jantar… Esta troca de papéis me deslumbrou: Thera conseguiu dispor de 2 mesas mais aparador e ainda sobrou espaço!
Close na mesa principal, muito bem arrumada!
Close na mesa redonda que foi posta para que todas comecem sentadas!
Detalhe de um dos lugares…
Close na deliciosa sopa de abóbora (e eu que ia tomando sem fotografar pra vocês)… Tudo era DOC (De Origem Caseira) como amo!
Mas também amei a maneira como trocou as funções dos cômodos, mudando sua arrumação tradicional e tornando útil uma varanda que nunca vi tão bem usada: normalmente seus pares são “volumes mortos” da arquitetura… Vejam, nas fotos, quanta criatividade! BN
PASSO A PASSO DO BUFFET:
Acomodado entre as duas mesas onde almoçamos, para dar conforto a ambas, eis a evolução do aparador de Thera… Enquanto as convidadas chegavam, ele dava a dica de qual seria a entrada: uma sopinha divina!
Preparado para servir… Chegou a sopa!
Agora com o prato principal, carne assada de comer rezando, e seus acompanhamentos…
Fechando, em grande estilo, as sobremesas: tudo combinava com tudo e podia ser comido junto ou separado!