Bebel Bittencourt Niemeyer

HOTEL FLUTUANTE: UMA IDÉIA ROMÂNTICA E ECOLÓGICA!

 

Encantada com esta idéia maravilhosa de hotel flutuante: vejam que visual!
Encantada com esta idéia maravilhosa de hotel flutuante: vejam que visual!

 

Esta maravilha de projeto me foi soprado pela querida amiga Martina Davila, que sempre sabe e divide as dicas mais criativas e elegantes. Como a que conto agora pra vocês…

 

O conjunto hoteleiro maravilhoso e totamente integrado ao meio ambiente...
O conjunto hoteleiro maravilhoso e totamente integrado ao meio ambiente…

 

Pelo menos pra mim, é uma super novidade, beirando o famoso “ovo de Colombo”, o projeto desenvolvido pela empresa de arquitetura sérvia “Salt & Walther Architecture and Yatch Design Studio”. Pensando em promover o turismo ecológico, sem violar a harmonia natural de estuários aquáticos nos continentes, eles bolaram hotéis inteiramente flutuantes.

 

Outro ângulo...
De outro ângulo… Vejam o detalhe do, digamos, “embarque” no hotel.

 

Compostos por uma parte central que abriga recepção, sala para “eventos”, restaurante, escritórios e serviços em geral, mais quartos instalados em catamarãs, a idéia é que o hóspede aproveite a estada, navegando suavemente. Estando sempre em movimento, o turista conhece a região de uma maneira criativa e tem sempre uma nova paisagem a seu dispor. Programa mais que legal! BN

CLIQUE AQUI PARA O SITE!”

 

Perfil quase tão lindo quanto o de Nefertiti!
Quanta elegância e criatividade!

 

 

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UM CADERNO DE RECEITAS MUITO ESPECIAL!

 

Presente mágico em forma de fichário... As lembranças de vida de minha mãe (um pouco das minhas também), que se disfarçam em forma de receitas que encheram meu coração: varei a noite em sua cia!
As lembranças de vida de minha mãe, disfarçadas em receitas, que com certeza encherá os corações dos que fizeram parte deste mundo contido num fichário: I Love Proust!

 

Nos meus “20 Forever”, fui morar em Brasília, terra desconhecida até então, nenhuma amiga, nada de parentes, “se virar” era a senha. Distante a hora e meia de avião, mesmo país, língua, costumes, cultura, não entendi até hoje o porquê de tanto alarde: foi, literalmente, um acontecimento a minha ida, sabem como é família mineira pra desgarrar… Me senti partindo pra sempre, dramalhão mexicano, parentes despedindo como se fosse a “derradeira vez”. O lado bom foi que ganhei presentes incríveis, numa procissão inesquecível de afeto: um a um, cada um levou-me seu melhor quinhão.

Eram acessórios para casa, livros preciosos para me fazerem aquela companhia, santos protetores e por aí vai. Mas nada foi mais carinhoso, sui generis e até providencial que uma coletânea de cadernos , sobre assuntos domésticos, escritos à mão por minha hilária mãe, contendo os “segredinhos das Gonçalves” e dividido em 3 volumes.

 

O primeiro volume continha conselhos sábios para organizar uma casa. Tipo esta nota de "roda-teto" me explicando como comprar dobradinha... Sensa!!!!!!
O primeiro volume continha conselhos sábios para organizar a casa, tipo esta nota de “roda-teto” me explicando como escolher dobradinha… Pode??!! Sensaaaa!!!!!!

 

No primeiro, ela passeava pelo assunto “casa” e sua organização, tecendo os comentários mais pertinentes, dando conselhos que iam dos variados modos de arrumar uma mesa, organizar cardápios, orientar funcionários e por aí vai… Mas a minúcia dos detalhes era tanta que acabou virando leitura obrigatória por ser cômica, para divertir familiares quando vinham me visitar. Infelizmente, o vento levou-o numa de minhas muitas mudanças.

 

Página 1 do caderno de receitas de minha mãe, para mim um embarque no túnel do tempo...
Eis a página 1 do caderno de receitas de minha mãe, porta de entrada para o túnel do tempo…

 

Vejam que delícia de instrução: calor do forno!
Vejam que delícia de “nomenklatura” para esquentar o forno nosso de todo dia… Vem junto o aconchego de uma vida!

 

O segundo volume, que é tema deste post, estava esquecido mas a salvo: o livro das receitas que Sonia Gonçalves Bittencourt reuniu ao longo da vida, selecionando-as entre as de sua mãe, irmãs e irmãos, primas, amigas, parente da conhecida, cunhada da desconhecida, todas D.O.C (De Origem Caseira), até juntar mais de 500 páginas manuscritas.

 

Mais de 500 páginas de sonhos... Suflê, pudins, empadinhas e por aí vai!
Mais de 500 páginas de sonhos… Suflê, pudins, empadinhas e por aí vai! E o que é esta anotação fundamental: curso de Hero?! (Sua queridíssima irmã e minha adorada madrinha)

 

Todo mundo participa: a cunhada da prima...
Como contei, todo mundo participa: a cunhada da prima amada…

 

Minha divina avó, ícone na cozinha e na vida!
Minha divina avó, ícone na cozinha e na vida!

 

Receita de Ovídio, chef divino da casa da minha maravilhosa tia Elisinha e sua irmã preciosa!!!
Receita de Ovídio, grande chef da casa da sua mais que amada irmã, Elisinha!

 

Bosco... É meu tio amado que gostava de ser chamado de João, segundo pai de todos a família: São José da vida real!
Bosco… É meu tio queridíssimo, que gostava de ser chamado de João e não de Bosco: era o segundo pai de todos a família, espécie de São José da vida real!

 

Assim, contém os mais variados pratos, das mais diversas procedências, TODOS testados por ela previamente, formando um exemplar, bem completo, do “receituário gastronômico” da cozinha trivial brasileira do século XX. Posso dizer que é quase uma crônica dos hábitos alimentares da gerações pré Adria, quando conceitos como “espuma”, “leito” ou “crosta” eram normalmente assossiados a “sabão”, “local de dormir” e “superfície terrestre”, na sequência. No entanto e apesar da pouca técnica, as receitas são deliciosas pois têm um temperinho caseiro que até eu havia esquecido. Assim, para não desmerecer o presente e sua louvável tecnologia, exaltemos a singeleza do passado descrito neste caderno, dando lhe o título vintage, com louvor!

 

Suas receitas vão desta misteriosa "Vagem bem feitinha...."
Suas receitas vão desta misteriosa “Vagem bem feitinha”???!!!…

 

... Omelete suflê, que provavelmente frequentou o "Jardim das Delícias"...
… Passando por este divino omelete suflê, que provavelmente frequentou o “Jardim das Delícias”…

 

E receitas que tornaram-se uma "metonímia gastrô" da família, como este suflê da querida amiga Glorinha Sued, base para todossssss
… Desembocando em receitas que tornaram-se uma “metonímia gastrô” da família, como este suflê da querida amiga Glorinha Sued, base para todossssss os outros que saíram de nossos fornos!

 

O terceiro volume era cria do segundo e a ele estava atrelado, até seu último suspiro: também perdeu-se, uma pena. Pois reunia mais de 500 “menus” baseados nas receitas do caderno, combinando-as segundo a ocasião proposta por ela no título. Assim, sugeria: “Almoço para muitos”, “Jantar de cerimônia para poucos”, “Coctail souper”, “Brunch no jardim” e lá vinha sugestão de salgadinho seguido de entrada, segundo prato, sobremesa, na quantidade que o prenúncio exigia, misturando pratos com muita sapiência e bom gosto, enumerando a página onde encontrar, no livro… Era abrir e colar, simples assim.

 

Mas tem também receitas que o vento levou mas que vou tentar o reviver...
Algumas receitas como esta, que o vento e a praticidade levaram, estão em desuso, mas vou tentar o reviver…

 

Receitas de Santa Luzia, terra de minha mãe, são um must!
As receitas de Santa Luzia, terra de minha mãe, são um must!

 

Enfim, muitas lembranças, que espero não tenham cansado os que chegaram até aqui. Mas, depois de varar a noite me reencontrando com o guia e salvador da minha pátria, nas minhas épocas no cerrado, resolvi começar a fazer as receitas do caderno de minha mãe, junto com minha querida Irene “bien sûre, e quando aprovadas pelo povo aqui de casa, pensei em reproduzí-las para vocês, caso se interessem… O que acham? E, talvez num futuro, tentar misturar, sem o mesmo talento, alhos e bugalhos pra ajudar nos cardápios do nosso dia a dia. BN

 

Fecho com duas gratas lembranças, das receitas e, principalmente, suas ": Zilda Novis, minha  "tia" tão querida...
Fecho com duas gratas lembranças das receitas e, principalmente, suas “: Zilda Novis, minha “tia” tão querida…

 

Tia Dadá, uma pérola de nossa família, brilhou em seus saraus memoráveis em Copacabana e hoje vive reclusa em São Lourenço, cuidando de seus gatos que a fazem igualmente feliz!
Tia Dadá, uma pérola de nossa família, brilhou em seus saraus memoráveis em Copacabana e hoje vive reclusa em São Lourenço, cuidando de seus gatos que a fazem igualmente feliz: que São Francisco a abençoe!

 

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“LUKEY BAGS”: AS BOLSAS DA SORTE E MUITO MAIS!

 

Surtei quando vi esta lindeza passeando pelo Leblon e fui atrás de sua origem...
Surtei quando vi esta lindeza passeando pelo Leblon e fui atrás de sua origem… Lukey tamanho M, a que a lateral é de crochê.

 

Este post começou na porta do Sushi Leblon, enquanto esperava meu carro e deparei-me com a bolsa mais charmosa do pedaço…

 

Vejam que lindas as “pulseiritchax” que agora ganharam uma divina cia: as “Lucky Bags”.

 

… Era da minha queridíssima Alessandra Curvelo, a linda Lelê, que criou há tempos uma “label” de pulseiras super transadas, as “Pulseiritchax”, e bombou; não há quem não tenha a sua, complementando os “looks” mais descolados da cidade!

 

A dupla maravilhosa que concebeu as "Lucky Bags": Alessandra Curvelo e Kátia Ammon, lindas e competentes!
A dupla que concebeu as “Lucky Bags”: Alessandra Curvelo e Kátia Ammon, lindas e competentes!

 

Projeto concretizado, Lelê partiu pra conquistar novos horizontes, agora em outra seara, igualmente sedutora para o público feminino: as “sacrossantas” bolsas, sem as quais não somos ninguém! Para tanto, associou-se à amiga igualmente talentosa, Kátia Ammon e conceberam a “Luckey Bags”: Luck (sorte) + Key (chave), ou a bolsa da sorte, aquela que “abre todos os caminhos”… Inxalá!

 

Variações no mesmo tema: a "Big" na cor preta...
Variações no mesmo tema: a “Bigi” na cor preta…

 

A cor de rosa mara...
A cor de rosa é mara…

 

Esta gelo, no verão, vai arrebentar!
Esta gelo, no verão, vai arrebentar!

 

Cem por cento artesanais, por enquanto seguem três modelos, “Mini”, “Midi” e “Bigi” e, além da beleza natural, têm um plus que faz muita diferença: vestem-se, como suas donas, com os mais diversos acessórios, que vão de pingentes à alças, para estarem sempre em mutação: xoxô tédio, vai pra bem longe daqui!

 

Vejam que fofas as "minis"!
Vejam que fofas as “minis”!

 

Com certezas essas lindezas vieram pra ficar e eu estou digitando o ponto final pra ir atrás  da minha. BN

 

Vejam como enfeitam o visual!
Vejam como enfeitam o visual!

 

CONTATO: ATELIER DANIELLA MARTINS
Rua Dias Ferreira, 64 Sl 204, Leblon RJ
Tel: +55 21 2511 0887 

CLIQUE AQUI para o site Daniella Martins! 

 

 

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O ESTRELADO CÉSAR RAMIREZ E SEU RESTAURANTE “CHEF’S TABLE”, NO BROOKLYN: ELES VALEM QUANTO PESAM!

 

Eis o mix de cozinha e restaurante que a "Chef's Table" oferece a seu clientes: das panelas de estanho ao balcão de aço, tudo é o maior visual!
Eis o mix de cozinha e restaurante que a “Chef’s Table” oferece a seu clientes: das panelas de estanho ao balcão de aço, tudo é o maior visual!

 

Quando soube, no começo deste ano, da odisséia que dois amigos aficcionados pela boa mesa tinham passado até provar o tempero do chef mexicano César Ramirez, depois de meses em lista de espera para sentar no primeiro 3 estrelas Michelin novaiorquino, fora de Manhattan, convoquei minha “personal concierge”, Solange Marchesini, ou melhor, Maria TM transmutada, e desafiei: duvido que você consiga reservar para julho…

 

Perdi minha aposta na confirmação da reserva feita online por minha "beloved" "personal concierge"/ filha, Maria TM!
Perdi minha aposta na confirmação da reserva, feita online, por minha “beloved” “personal concierge”/ filha, Maria TM… Reparem que tem “dress code”: paletó obrigatório para os homens, jeans nem pensar, bermuda é sacrilégio e por aí vai, apesar do ambiente não ter pretensão. Concordo plenamente, faz parte da liturgia do lugar!

 

Nunca ganho estas apostas pois lá veio ela, dias depois, com a confirmação: tudo certo para minha experiência na “Chef’s Table at Brooklyn Fare” (e no caminho tive que procurar uma sandália muito mais difícil que a reserva; este era o trato), no dia 30 de julho, às 9:30 pm. Nem ousei murmurar um aí sobre o horário, estava feliz com meu passaporte carimbado rumo ao Olimpo gastronômico do Brooklyn.

 

Tivemos uma certa dificuldade para encontrar o endereço... Dica do dia!
Tivemos uma certa dificuldade para encontrar o endereço… Dica do dia!

 

Mais de perto...
Mais de perto…

 

Chegamos com uma certa dificuldade, tantas as portas com o mesmo número 200 na Schermerhorn St, mas isto ficou esquecido depois que entramos na sala que abriga a moderna cozinha de Ramirez, lindamente circundada por um bar de aço escovado, em forma de D, acompanhado de 18 cadeiras, que fazem as honras da casa e atuam como uma “tavolona”: eis o ambiente que resume o restaurante e que por si só é um luxo!

 

De outro ângulo!
De outro ângulo!

 

Sentamos, meio acanhados, pois terminava o primeiro turno de clientes e ficamos com a nítida sensação de termos invadido a praia alheia. Mas, num piscar de olhos, a pátria é salva pelo gentilíssimo chef que vem nos dar as boas vindas e nos oferece um copo de água. Ufaaa, à partir daí o gelo foi derretendo até, no final da noite, estarmos todos os 18 felizardos à mesa de César Ramirez inteiramente entrosados, recitando uníssonos odes à grande arte do chef: ele realmente as merece.

 

Ramirez fica o tempo todo presente, como um chef japonês ou um condutor do espetáculo!
Ramirez fica o tempo todo presente, como um chef japonês ou um condutor do espetáculo!

 

Mais de perto...
Mais de perto… Ramirez parece um iluminista na minúcia e delicadeza dos detalhes de sua comida!

 

Como um diretor de espetáculo, Ramirez está o tempo todo presente na cozinha/restaurante, conduzindo seus atores/cozinheiros que preparam a base de cada um dos 20 pratos que compõem seu cardápio, para ele finalizar com seu toque de star. É uma experiência única este show na frente dos clientes. Me senti, pela primeira vez, fazendo parte de um maravilhoso enredo gastronômico, onde todos são importantes mas a grande reverência é dada, finalmente, pra quem a merece: comida do chef… Bravo!!!
Ah, detalhe preocupante: César contou-nos que em breve estará de mudança pra Manhattan, tomara que tudo que descrevi acima vá junto.

 

Primeiro e divino bocado: parece uma "tartelete" de ova e salmon... Só que está longe das que conhecemos. Quando pus na boca, metade era quente e a outra parte fria, fora o resto que nem sei descrever de tão bom.
Primeiro e divino bocado: parece uma “tartelete” de ova e salmon… Só que está longe das que conhecemos. Quando pus na boca, metade era quente e a outra parte fria, fora o resto esfarelante  que nem sei descrever de tão bom.

 

Este crocante era inenarrável...
Este crocante era inenarrável…

 

As entradas eram todas pra comer com hashi: estilo japonês na veia!
As entradas eram todas pra comer com hashi: estilo japonês na veia!

 

Na “Chef’s Table” o que se serve é aos bocados, com nítida influência japonesa (na comida e também no ambiente, tipo sushi bar) e toques da cozinha francesa, acomodados em pratos que parecem terem sido feitos exclusivamente para a ocasião, ingredientes fresquíssimos tratados com muita técnica e requinte apesar da aparência simples, evocando Van der Rohe e seu menos que é mais. E por lá, é muuuiitooo mais! BN

 

Dica final: caso se animem nesta maravilhosa empreitada, na hora do vinho siga a "harmonização" proposta por eles: é bom, bonito e mais barato!
Dica final: caso se animem nesta maravilhosa empreitada, na hora do vinho siga a “harmonização” proposta por eles: é bom, bonito e mais barato!

 

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O ESTRELADO CÉSAR RAMIREZ E SEU RESTAURANTE “CHEF’S TABLE”, NO BROOKLYN: ELES VALEM QUANTO PESAM! Read More »