Bebel Bittencourt Niemeyer

A LINDA E VELHA SICÍLIA: Parte 2!

 

A Sicília e seus encantos...
A Sicília e seus encantos…

 

Depois da minha declaração de amor incondicional à Sicilia, no post “A Linda e Velha Sicília, Parte 1″, e como lá prometi, deixo uma sugestão de roteiro para a encantadora ilha, o mesmo que fez a minha cabeça e encheu meus olhos de beleza pura!

Como contei, a viagem foi dividida em três partes e seguimos do oeste para o leste, com um pit stop no meio:

Base Oeste – Palermo,
Pit Stop – Agrigento,
Base Leste- Taormina.

EM PALERMO:

 

Visual do centro antigo de Palermo e seus palacetes onde habitavam os Leopardos...
Visual do centro antigo de Palermo e seus palacetes onde habitavam os Leopardos…

 

Chegamos à Palermo, de avião, e pousamos na cidade por cinco dias, hospedados no Villa Igiea, um palacete Art Nouveau do início do século XX, mega délabré, comme il faut, no reino das duas Sicilias.

Emblemático, o hotel guardou o mobiliário da época, fotos de reis, rainhas e hóspedes ilustres que por lá passaram, e uma vibe de tudo isso, repleta de orgulhosa decadência, nos lembrando que aquele tempo de esplendor já era, e que ninguém mais fará parte dele. Porque é assim na terra dos Leopardos: ela, como eles, é sinuosa, silenciosa, suntuosa e, sobretudo, snobérrima! Nada de novo é bem vindo! Máxima assimilada ou viagem perdida…

 

Nosso hotel em Palermo, O Villa Igiea, era uma atração à parte. Um palacete deslumbrante debruçado sobre a baia de Palermo, com salas pintadas com painéis Art
Nosso hotel, em Palermo,  o Villa Igiea, foi uma atração à parte. Instalado num palacete deslumbrante, do final do sec XIX e debruçado sobre a baia de Palermo, tinha os jardins mais lindos e afrescos art nouveau de Ettore de Maria Von Bergler enfeitando suas salas. Como a da foto!

 

Sigam nossos passos:
Dia 1- Chegada e aclimatação à Palermo. Fizemos um sightseeig pelo hotel, que tem dimensão de villa e roteiro próprio. Jantamos por lá, pois nada é mais bonito do que a varanda do seu restaurante, que tem vista acachapante pra famosa baia local.

Dia 2- Visita à cidade de Palermo, capital da ilha-estado, manhã e tarde. Jantamos na estrebaria do palacio onde Luchino Visconti filmou o último baile de seu Gattopardo, um must go!

 

Prédios lindos esperam por nós na capital Siciliana, como o do Teatro de Palermo, cujas escadarias foram palco da morte de Mary Corleone, ao som de Cavallaria Rusticana, no maravilhoso Chefão III
Prédios lindos esperam por nós na capital Siciliana, como o do Teatro de Palermo, cujas escadarias foram palco da morte de Mary Corleone, ao som de Cavallaria Rusticana, no maravilhoso Chefão III

 

Dia 3- Visita à translumbrante catedral de Monreale, mais importante legado da passagem dos normandos à Sicilia!

 

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O lindo Cristo Pantocrator do teto da Catedral de Monreale!

 

Dia 4- Visita às ruinas gregas de Selenunte, à beira do mar, bonito!
Depois, seguimos para Segesta, onde visitamos seu lindo templo solitário e grego, no estilo dórico, que reina majestoso no alto de uma colina, tendo a seus pés o que restou da cidade grega que o concebeu e foi destruída pelos cartagineses!
Almoçamos em Erice, situada em cima de um penhasco, e da onde, em dia de céu claro, vê-se a até a Tunísia: um luxo!

 

A beleza e a solidão do templo de Segesta!
A beleza e a solidão do templo de Segesta!

 

Dia 5- Visita à Cefalú, charmosérrima cidade derramada sobre um penhasco, com o Mediterrâneo a banha-la, mais ruínas gregas, catedral Normanda, com mosaicos deslumbrantes, montes de barzinhos e pequenos restaurantes pra te deleitar, e que são umas verdadeiras graças. Almoçamos num, debruçado sobre a vedete local “La Rocca”, onde comi os melhores calamares fritos, ever!

 

Vista da charmosa Cefalú!
Vista da charmosa Cefalú!

 

EM AGRIGENTO:

Dia 6- Partimos para Agrigento, onde visitamos o Vale dos Templos, cuja acrópole, com seus templos imponentes de pedra friável, está praticamente intacta e nos deixou boquiabertos. À noite, é mais surpreendente ainda, principalmente se vista de cima, já que fica em uma planície. A iluminação feérica deixa a impressão do conjunto ser de terracota: é, simplesmente, surreal! O restaurante Caprice é um lugar maravilhoso para se jantar e curtir este fantástico show da vida!
Dormimos num hotel, bem mediano, na entrada da cidade.

 

Vista de um dos templos da acrópole de Agrigento: vejam como o efeito de luz, à noite, é de tirar o fôlego!
Vista de um dos templos da acrópole de Agrigento: vejam como o efeito de luz, à noite, é de tirar o fôlego!

 

Dia 8- Visita à Villa Romana del Casale, do século I, em Piazza Armerina. Das coisas mais lindas que já vi nesta vida!!! Conta a lenda, que foi uma casa de verão, do imperador romano Maximiano, e seu conjunto de mosaicos é capotante, revestindo os pisos desta jóia siciliana. Em cada ambiente, o desenho é temático, fazendo alusão ao uso que se dava a ele. Requinte é isto… o resto é brincadeira!
Fica no caminho entre Agrigento e Taormina.

 

Detalhe de um dos mais famosos mosaico: o do piso da sala de ginástica, com as mulheres retratadas de biquini! Sim, eles já tinham "fitness club", por conta do maravilhoso hábito de se exercitar, herdado dos sábios gregos (reparem no par de alteres, nas mãos de uma das moças), e também usavam nossa famosa tenue de praia, o que prova que, na natureza, tudo se copia...
Detalhe de um dos mais famosos mosaico: o do piso da sala de ginástica, com as mulheres retratadas de biquini! Sim, eles já tinham “fitness club”, por conta do maravilhoso hábito de se exercitar, herdado dos sábios gregos (reparem no par de alteres, nas mãos de uma das moças), e também usavam nossa famosa tenue de praia, o que prova que, na natureza, tudo se copia…

 

Bem perto daí, e também on our way to Taormina, tem a cidade que produz as cerâmicas típicas sicilianas. Chama-se Caltagirone e é obrigatória a sua visita pra quem, como eu, ama levar, quando possível, algo lindo e típico, dos lugares por onde passa.

Estas cerâmicas, além de deslumbrantes, são acessíveis, pois os preços são mara e as lojas locais se encarregam de despacha-las pra sua casa, aonde quer que você more. Fazer o seguro que eles te propõe, vale super a pena, apesar de ser a parte mais cara da história, pois se acontecer algo, como foi o meu caso, eles repõem, sem stress, a peça avariada, bastando mostrar uma foto.

 

As famosas testas sicilianas, de Caltagirone! Imaginem uma mesa com as testas no centro e esta louça a enfeita-la! Capotante!
As famosas testas sicilianas, de Caltagirone!
Imaginem uma mesa com as testas no centro e esta louça a enfeita-la! Capotante!

 

EM TAORMINA:

Além de ser uma das lindas cidades da chamada Magna Grécia. na costa oeste da Sicilia, com praias deliciosas e muito pra ver, Taormina também é famosa pelo charme do seu centro histórico, repleto de ruelas cheias de lojinhas, bares, restaurantes e vida, muita vida, que a faz inesquecível: é uma espécie de Capri, há trinta anos atrás, antes da sua fratella isola se empiriquitar e virar uma “Daslu à beira-mar”, como definiu um amigo meu.

 

Numa praça de Taormina com uma de suas famosas charretes!
Numa praça de Taormina com uma de suas lindas charretes!

 

Ficamos hospedados no Hotel San Domenico, um deslumbrante mosteiro do século XV, que foi inteiramente restaurado e decorado com móveis e objetos da época, noves fora seus deslumbrantes jardins e a vista estonteante para o mar Jônico, com o Etna à direita, fazendo pano de fundo!

 

Pelo pátio interno de San Domenico, seu antigo claustro, dá pra imaginar a beleza...
Pelo pátio interno de San Domenico, seu antigo claustro, dá pra imaginar a beleza, né?!

 

Dia 9- Visita à Taormina, dia inteiro, se perdendo e se achando, por seu labirinto de ruas, uma verdadeira delícia!

Dia 10- Visita à melancólica Catania, cidade que abriga o mais bonito do barroco Siciliano: de uma majestade perdida inesquecível, como uma cidade fantasma/habitada, se é que isto é possível! Um must go!

 

A linda catedral de Catania!
A linda catedral de Catania!

 

Dia 10- Visita à famosa Siracusa, que foi a metrópole mais bonita e poderosa da magna grécia e sua cidade mais badalada, entre os séculos quinto a terceiro a.c.. Suas ruínas, deste tempo de glória, estão por toda parte e muitas vezes se misturam à construções mais modernas, que as incorporou. Como no Duomo de Siracusa, de 1700 e blau, como diz minha Maria, e que abriga o Templo de Atena, do século quinto a.c., linda simbiose!

Muito mais acontece por lá, noves fora a animação contemporânea em seus milhares de bares e restaurantes, de uma alegria contagiante!

 

O incrível teatro grego de Siracusa, dos maiores da Magna Grécia!
O incrível teatro grego de Siracusa, dos maiores da Magna Grécia!

 

Dia 11- Visita à Regia Calábria, para conhecermos os famosos “Bronzes de Riace”, do século V a.c., contemporâneos das esculturas de Fídias e da mesma escola. São dois guerreiros que parecem vivos e suas presenças, de tão imponentes, chegam a dar medo. Estão expostos no museu arqueológico local e são tão famosos pros italianos que basta perguntar pelos “bronzes”, que já está entendido!

Além do mais, a travessia do estreito de Messina, que separa nossa ilha-heroína do continente foi, no mínimo, uma emoção geográfica e um sonho de infância. Via ferry boat, que sai a cada hora, carregando carros, você e quem mais aparecer!

 

Dava pra Michelangelo repetir para os dois: PARLA! Não acham?!
Dava pra Michelangelo repetir para os dois: PARLA! Não acham?!

 

Dia 12- Afivelamos nossas malas e voltamos para casa, certos de que fizemos uma viagem de sonhos! BN

 

Na : Vejam a beleza dos famosos mosaicos do piso estonteante da
Fiquem com a beleza dos famosos mosaicos do piso estonteante da Villa del Casale. Os visitantes vão andando por galerias suspensas que percorrem todo o palacete, super engenhoso!

 

 

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A LINDA E VELHA SICÍLIA… Parte 1

 

Eis o mapa da mina...
Eis o mapa da mina…

 

A Sicília é dos lugares mais incríveis e genuínos que conheci.

Como nas páginas de Lampedusa, que é “a sua mais perfeita tradução”, a melancolia domina aquela velha, distinta e linda senhora, veramente italiana! Morna e ensolarada, arrastada e totalmente imprecisa, sua essência vai entranhando, vagarosa, em nossas almas, até nos intoxicar. Apesar de uma estagnação, sem cura, a Sicília é tudo de bom e muito mais!

 

A deslumbrante baia de Palermo, capital da terra dos Leopardos!
A deslumbrante baia de Palermo, capital da terra dos “Leopardos”!

 

Encravada no meio do Mediterrâneo, e a maior ilha deste mar, a Sicília foi o umbigo do mundo náutico, desde a antigüidade até o homem começar a voar. E todos os que navegaram por suas bandas deixaram incauculáveis tesouros, que denunciam este passado de glória e fazem a festa dos turistas de hoje.

Existem duas formas de conhece-la, por barco ou carro, e uma distância de milhares de euros, entre uma e outra. Mas nada que mude, fundamentalmente, o prazer de descobri-la, porque ela é imperdível! A diferença é, sobretudo, uma questão de edição: pra quem vai por mar, a viagem é mais romântica e o ângulo mais generoso. Os que vão por terra, deparam-se com as suas entranhas contemporâneas. Mas há quem assim prefira, como os neo-realistas, os easy going e eu…

 

Templo da espetacular acrópole se Agrigento... Parece terracota.
Templo da espetacular acrópole se Agrigento… Parece terracota.

 

A minha viagem à Sicília foi mágica e por terra, isto é, chegamos de avião e depois, carro o tempo todo. Éramos um grupo de quatro casais, sendo que três dos maridos, brilhantes embaixadores brasileiros. Com este time, calculem a competência do nosso roteiro: impecável tanto em logística quanto em conteúdo.

A estratégia foi dividir a ilha em três partes e hospedarmos em cada uma delas, até esgota-la, antes de seguir viagem. Fomos do ocidente para o oriente, isto é, de Palermo (“base do oeste”) pra Taormina (“base do leste”), fazendo um pitstop em Agrigento (“base do centro”). Idéia simples e engenhosa, pois é a melhor forma de se cobrir a vastidão siciliana. Resumindo:
No leste, hospedamos em Palermo, por cinco noites;
No centro, hospedamos em Agrigento, por uma noite;
E no oeste, em Taormina, por quatro noites.

 

O lindo teatro de Taormina (quem viu Mighty Afrodite? É ele!) com o Etna ao fundo!
O lindo teatro de Taormina (quem viu Mighty Afrodite? É ele!) com o Etna ao fundo!

 

Se consegui despertar em você alguma curiosidade sobre a terra dos Leopardos leia, mais adiante, “Velha Sicília parte 2″, pois nele especifico o roteiro que seguimos, com nosso passo-a-passo e conto sobre os hotéis em que ficamos.

Queria registrar que todos os meus sonhos de viagem viram realidade, nas mãos amigas e competentes do Lord Bob Medici e sua mulher, minha amiga querida, Alice! BN

CONTATO ALICE E BOB MEDICIS:
+55 21 99763 8535

 

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O INESGOTÁVEL PICASSO…

 

Apesar de passados quase dois anos, quis postar de novo esta exposição pois acho que ela fala, também, de um assunto que é caro a quem tem filhos: Vocação e realização profissional. Espero que gostem…

 

A linda Expô “Picasso Black & White” provou até aonde vai o talendo de um grande mestre…
A linda Expô “Picasso Black & White” provou até aonde vai o talendo de um grande mestre…

 

Vi, em dezembro de 2012, uma deslumbrante e monumental exposição do mestre Pablo Picasso, no Guggenheim de NYC.

 

Entre tantas preciosidades, algumas nunca expostas por serem de coleções particulares, este foi o meu preferido; do Museu Picasso de Barcelona, que é um must, ” Las meninas, after Velazquez” é um estouro!
Entre tantas preciosidades, algumas nunca expostas por serem de coleções particulares, este foi o meu preferido; do Museu Picasso de Barcelona, que é um must, ” Las meninas, after Velazquez” é um estouro!

 

Museu abaixo, por suas paredes em caracol, a mostra contou a história da arte do maravilhoso espanhol, passeando por suas diversas fases, com um porém: só valeram as obras monocromáticas. Era “Picasso Black and White”. De tão incrível, achei que por um bom tempo, o botão “pausa em Picasso” estava acionado.

 

 

Qual nada, a imaginação humana é infinita e os louváveis curadores não param de arrancar nossos suspiros… Assim, em maio de 2013, fiz um sério trato comigo mesma: nada está visto por antecipação. Porque titubeei em priorizar a exposição “Becoming Picasso: Paris 1901″, na intensa programação em uma viagem à Londres, pois achei que era chover no molhado… Fui salva pela insistência de minhas amigas e, de tudo que vi, foi a mais surpreendente!

 

 Auto-retrato de Picasso, aos 19 anos, exposto na Mostra de Vollard: Fase de auto confiança, rumo indefinido e pinceladas a Van Gogh!

Auto-retrato de Picasso, aos 19 anos, exposto na Mostra de Vollard: Fase de auto confiança, rumo indefinido e pinceladas a Van Gogh!

 

Um século depois, “Becoming Picasso” teve o dom de me colocar diante de um menino de 19 anos, que engatinhava suas pinceladas na efervescente Paris da Belle Époque, “cidade Butantã”, repleta de cobras no pedaço, com seus talentos e desejo de vencer. Confesso que, por instantes, tive piedade de Pablo Picasso, no topo do mundo e sem rumo, copiando ídolos como Degas, Van Gogh e Toulouse Lautrec. Me lembrei do “espermatozoide manco”, de Woody Allen, e em todos os que sucumbiram…

 

“No Moulin Rouge” : Quadro em que Picasso e Toulouse Lautrec se confundem e Picasso começa a assinar suas
“No Moulin Rouge” : Quadro em que Picasso e Toulouse Lautrec se confundem e Picasso começa a assinar suas

 

Mas voltando aos vencedores, esta mostra teve o dom de fazer a síntese do deslanche da inspiração “picassiana”, que se deu em 1901, resumido-a em duas salas:

 

Agora é a vez de Degas ser a fonte d inspiração, na figura da mulher, tema central deste quadro: “O Quarto Azul”…
Agora é a vez de Degas ser a fonte d inspiração, na figura da mulher, tema central deste quadro: “O Quarto Azul”…

 

“A Anã Dançarina”: Um blend entre Van Gogh, Velazquez e suas “Niñas” ou Degas e suas bailarinas ….
“A Anã Dançarina”: Um blend entre Van Gogh, Velazquez e suas “Niñas” ou Degas e suas bailarinas ….

 

– A sala do meu surto de piedade continha a maioria dos quadros da primeira mostra do pintor espanhol, ocorrida em Paris, de 24 de junho a 14 de julho de 1901, e organizada pelo grande marchante, Ambroise Vollard. Para reunir material, Picasso fez uma espécie de imersão pictórica e produziu 64 obras, de uma tacada, em pouco mais de um mês. Típico de um jovem super confiante e de sua ego trip.

 

 Carlos Casagemas, que com sua morte inundou a vida de Picasso de tristeza, inspirando sua carreira rumo à maravilhosa “Fase Azul”…

Carlos Casagemas, que com sua morte inundou a vida de Picasso de tristeza, inspirando sua carreira rumo à maravilhosa “Fase Azul”…

 

No ” Enterro de Cartagemas”, em plena “Fase Azul”, outra homenagem ao amigo Carlos, Picasso vai atrás de El Greco e seu emblemático ” O Enterro do Conde de Orgaz”, para sua inspiração… Fiquei pasma diante dele por sua beleza, por nunca tê-lo visto, nem reproduzido e por ser “O Conde de Orgaz” meu El Greco favorito…
No ” Enterro de Cartagemas”, em plena “Fase Azul”, outra homenagem ao amigo Carlos, Picasso vai atrás de El Greco e seu emblemático ” O Enterro do Conde de Orgaz”, para sua inspiração… Fiquei pasma diante dele por sua beleza, por nunca tê-lo visto, nem reproduzido e por ser “O Conde de Orgaz” meu El Greco favorito…

 

– A segunda sala expôs a abrupta guinada, na vida e obra do pintor, após o suicídio do amigo de seu peito, Carlos Casagemas. Assolado pela melancolia que a dor lhe causou, inaugura a deslumbrante “Fase Azul” e com ela um estilo próprio. É quando Pablo vira Picasso para nunca mais deixar de sê-lo, em sua brilhante e prolixa carreira. BN

 

“O menino com a Pomba”é considerado o primeiro quadro da fase azul e, como todos acima, estava na preciosa “Becoming Picasso”.
“O menino com a Pomba”é considerado o primeiro quadro da fase azul e, como todos acima, estava na preciosa “Becoming Picasso”.

 

 

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BOLO DE FIGOS DIVINO E “DOUBLE FACE”!

 

Esta receita é quase uma obra prima da praticidade e facilidade de execução...
Esta receita com figos, que devem ser lindos como os deste quadro, é quase uma obra prima pela praticidade e facilidade de execução…

 

Mais uma maravilhosa sugestão de receita para o calorão deste verão 2015, que certamente entrará para história…

Esta receita é pra lá de “vintage” na minha família, pois eu era menina e ela já pontificava nas mesas das Gonçalves. Mesmo assim, acho que não envelheceu, continuando original e com a aparência saudável, que é pré requisito nos menus contemporâneos. Vamos à ela!

 

Quanto mais figos (bem madurinhos) melhor!
Quanto mais figos ( e bem madurinhos) melhor!

 

INGREDIENTES:
12 Caixas de figos maduros;
1 Lata de Leite Moça;
1 Forma de pudim.

PREPARO:
– Descasque todos os figos e depois corte-os ao meio, no sentido do comprimento;
– Vai preenchendo a forma de pudim com os figos, sobrepostos e a parte branca virada para cima (Para que na hora de desenformar a parte vermelha, de dentro dos figos, esteja aparente);
– Assim que a forma estiver repleta, tampe com algo que tenha um certo peso, para dar uma juntada nos figos;
– Ponha no freezer;
– Retire meia hora antes de servir; e deixe na temperatura ambiente;
– Desenforme-a num lindo prato para bolo e sirva de duas maneiras…

 

O pulo do gato... Este receita tem duas versões, dependendo da necessidade: Aqui ela é uma deliciosa entrada...
O pulo do gato… Este receita tem duas versões, dependendo da necessidade: Aqui ela é uma deliciosa entrada…

 

Agora vem a melhor informação:
A- O bolo de figos pode ser uma deliciosa entrada, caso você o enfeite com presunto de Parma, por exemplo…
B- Ou uma sobremesa divina se você, simplesmente, jogar por cima uma uma lata de “Leite Moça” (Para os menos práticos, a “sauce anglaise”substitui o Leite Moça com louvor).

 

Eis ela como sobremesa! E igualmente deliciosa...
Eis ela como sobremesa! E igualmente deliciosa…

 

É sucesso garantido, eu prometo… BN

 

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