Eis o “Kit Maravilhas Gastrô” que fiz na Delly Gil: Irresistível!
Toda vez que passo pelo templo gastrô da Cobal do Leblon, deixo um fusca novinho, tais as maravilhas que achamos por lá: Não é à toa que gula é um dos 7!
Pois na minha última incursão, como sempre, encontrei várias novidades que posto pra vocês… Tomara que curtam! BN
Vocês não sabem o que é esta farinha: Serve pra empanar e, melhor ainda, para uma farofa dígna do Olimpo… Basta dizer que é a que o grande Claude Troisgros usa…
Divinos e práticos: “Pastéis de nata e bacalhau” que com uma saladinha faz o teu filme ser digno do Oscar!
Divino: Carpaccio de atum defumado. Entrada chiquérrima e zero cal!
Sabe aquele espaguete de pupunha que, quando fazemos em casa, demora uma tarde para que o palmito seja devidamente cortado?! Pois na Delly Gil já vem prontinho para cozinhar! Amooo o século XXI!
Gente este é vício no Jardim dos Pirilampos: Pãozinho de minuto feito de fubá… Não ouço falar deles desde a casa de minha adorada a avó Elisa Gonçalves!
Sua carne assada vai passar da turista pra primeira se acompanhada deste nhoque de fubá: Tuuuuddooo de mara!
Adaptei o gaspacho que a querida Zazá ensinou ao que fazíamos em casa: ficou divino! Vejam no detalhe da mesa: servi dentro da mini melancia, com colher e garfo….
Batento um papinho delicioso, literalmente, sobre receitas e afins, com minha querida Zaza Piereck (do Zaza Bistrô), ela me contou sobre um gaspacho que serve em seu charmosérrimo restaurante.
Peguei a dica, contei pra super Irene Lopes, nossa fada aqui de casa, e eis no que deu: um gaspacho tropical delicioso e levíssimo que ensino pra vocês, a seguir.
vejam na colher os pedacinhos que fazem a diferença!
INGREDIENTES: (Para 6 pessoas)
– 3 Melancias pequenas;
– 12 Tomates bem maduros;
– 4 Fatias de pãp integral;
– 1 Pepino cortado em cubinhos;
– 1 Cenoura cortada em cubinhos;
– 100 g Queijo de cabra cortado em cubinhos;
– Corte ao meio as 3 melancias, reserve os “bowls” que surgem daí e com as polpas faça o indicado nos dois ítens abaixo;
– Fazer bolinhas com a polpa de 1 das melancias e reserve;
– Bater a polpa das outras duas melancias no liqüidificador;
– 50 ml Azeite;
– Sal, a gosto;
– Pimenta do reino a gosto;
– 4 Colheres de molho inglês.
PREPARO:
– Descasque os tomates, retire os caroços, lave-os e escorra-os;
– Bata no liqüidificador os tomates, o pão, o azeite, o sal, a pimenta;
– Coloque a polpa batida das melancias em uma tigela junte a mistura acima e reajuste o sal, a pimenta do reino e o molho inglês;
– Leve a sopa pra geladeira, 1 hora antes de servir.
MONTAGEM:
– Na hora de srvir, coloque em cada um dos “bowls” de melancia (ou em taça de consomê): 1 colher de sopa da cenoura picada, 1 colher de sopa do pepino picado, 1 colher de sopa do queijo de cabra, 1 colher de sopa da melancia em bolinhas. Misture tudo e ponha a sopa gelada por cima.
É divino e light! Super recomendo para este e todos os verões! BN
Cartão de embarque para horas de puro prazer: “Os Banquetes do Imperador” é um livro imperdível!
Esta dica eu vi no Instagram do chiquérrimo Ricardo Stambowsky, grande cerimonialista que entende, como poucos, do riscado que bordo a seguir.
Dom Pedro II colecionou muitos dos cardápios de banquetes cerimoniais de Estado, como chamava as recepções a que comparecia.
Trata-se do livro “OsBanquetes Do Imperador”, de Francisco Lellis e André Boccato, Editora Senac. No caso, o imperador é Dom Pedro II, que colecionou 1050 cardápios ao longo da vida, seguindo um hábito elegante e muito útil do século XIX.
Eis a foto do mais antigo cardápio do Brasil, de 1 de agosto de 1858: Amei o destaque para o número de participantes do jantar (Cent vingt couverts)
Me refiro ao “colecionismo”, mania mundial daquela época, que ocasionou coleções divinas capazes de preservar a história, algumas com objetos que eram verdadeiros exemplos culturais e que, quando em mãos reais, viraram até acervo de Museus Nacionais, fundados pelos monarcas de então. Assim, muito do cotidiano foi conservado e nos instrui e diverte ainda hoje, como estes menus que fazem parte da “Collecção D. Thereza Christina Maria” da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, pois foram deixados de herança para a imperatriz e por ela doados ao “Museu Biblioteca”.
Entre muitas pérolas, o livro conta também sobre receitas da época como esta “sopa camponesa”.
Dom Pedro II foi um homem extremamente curioso, cultivado e participativo: Foi o primeiro brasileiro a ter máquina fotográfica (suas fotos são famosas) e telefone, que instalou no Palácio de São Cristóvão para comunicar-se com seus ministros. Juntando o hábito de colecionar ao espírito aventureiro que o levou mundo afora, o imperador teve a simpática idéia de juntar cardápios dos “banquetes cerimoniais de Estado”, maneira como chamava os “eventos” gastronômicos a que comparecia.
Este cardápio é de um jantar dado pelo Príncipe de Gales, em Marlborough House, para Dom Pedro II, em 1887: O francês como a língua oficial das grandes mesas.
Este livro delicioso é fruto, como mencionei acima, de ação corriqueira que o tempo transformou em documento histórico e trata de 130 dos 780 cardápios que restaram à coleção (297 foram “sumiram”, pode?!) e foram selecionados por suas belezas gráficas, registros de viagens e importância dos pratos mencionados.
Menu de um almoço no navio Congo que era um “Paquebot”, ou melhor, inicialmente embarcação que faziam serviços postais e de passageiros mas que, no século XVIII, passou a ser navios regulares de passageiros!
Dividido em três partes, “Introdução”, “A Coleção de Cardápios” (subdividida em menus de navio, exterior e no Brasil) e “Historiografia da Gastronomia Brasileira do Século XIX”, “Banquete” conduz seu leitor à uma viagem gastronômica única, brindando os embarcados com imagens lindas, histórias pitorescas, informações úteis outras nem tanto, mas todas imperdíveis.
Uma pérola: Capa e introdução do menu do famoso “Baile da Ilha Fiscal”, em 9 de novembro de 1889 : Um dos estopins da proclamação da república!
Corram atrás pois o livro é divertimento puro e merece lugar de honra em nossa estante! BN
Fecho com a receita de nossa eterna “Feijoada”, versão século XIX!
Um dos meus gurús da elegância, “savoir faire” e, sobretudo, firmeza de caráter chama-se Raimundo Mendonça -dos profissionais mais perfeitos que já encontrei. Com ele não tem mau tempo: tudo sai divino, maravilhoso, como num passe de mágica.
Certa vez, num almoço chiquérrimo de mega empresários, pausando debate acirrado, um deles encantado com a competência de meu herói, lhe perguntou onde tinha nascido: “Na casa da embaixatriz Zazi Corrêa da Costa” respondeu Mendonça, no estilo muito chopp e pouco papo.
Talvez só eu tenha entendido a resposta pois somos amigos há longo tempo e conheço sua história… Ele referia-se à grande dama e sua mestra Zazi; coisa de lord que nunca esquece os seus.
Assim, quando preciso abafar, ou pelo menos tentar, convoco Raimundo Mendonça e sua sapiência para ajudar-me… O que inclui a confecção de salgadinhos requintados, como o de cominho que ensino a seguir: é delicioso! BN
Sorry pela bandeja mexida, mas quando lembrei de fotografar uma das delícias confeccionadas por Raimundo Mendonça, já era tarde…
INGREDIENTES:
– 200g Manteiga sem sal, em temperatura ambiente;
– 200g Farinha de trigo;
– 200g Queijo parmesão “Boa Nata” ralado previamente;
– Cominho em grão.
PREPARO:
– Junte a farinha trigo, o queijo parmesão e a manteiga;
– Amasse tudo, com as mãos, até formar uma bola homogênea;
– Coloque-a dentro de um saco plástico e leve-a à geladeira por 1 hora;
– A seguir, retire-a, trabalhe-a com as mãos fazendo bolinhas pequenas;
– Espalhe as bolinhas em um tabuleiro, “esparsadamente”;
– Depois, aperte as bolinhas levemente, com um garfo, no sentido vertical e horizontal, para achata-las ligeiramente;
– Polvilhe, uma a uma, com grãos de cominho;
– Leve ao forno, que já deve estar pré aquecido por 10 minutos, a 180 graus;
– Asse-as por 15 minutos.