Maria Pia Marcondes Ferraz

Imagem editorial da exposição de Alaïa em Paris

EXPOSIÇÃO DO ALAÏA EM PARIS

 

O Palais  Galliera, chamado também de museu da moda, é um dos meus prediletos da cidade luz. Este palácio foi construído em 1894, para expor a grande coleção da Duquesa de Galliera que depois doou para a cidade de Paris.

As exposições são sempre um colírio para os olhos, e esta do Azzedine Alaïa está especialmente linda. São 70 modelos excepcionais que traçam toda a trajetória de Alaïa, um dos últimos grandes costureiros de nossos tempos. Achei a exposição incrível, e como tudo que adoramos, gostamos de dividir com nossos sensacionais leitores. Vejam…

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Palais Galliera

Lindo este Palácio….

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Galeria Gloriosa!

 

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Adoro estas colunas!

 

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 A entrada do Palais Galliera mostra que a exposição vai até dia 26 de janeiro.

Clique AQUI e veja tudo sobre a exposição ao vivo! IMPERDÍVEL!

IMG_3906 Alguma das roupas do acervo Alaïa.

IMG_3907 Vestido de couro espetacular!

IMG_3908 Preto e branco forever…

IMG_3909Alaïa adora um couro preto!

IMG_3910 Lindo este de couro beige!

IMG_3911 O Plissé dele é UNICO!

IMG_3912 Visual da expo na nova sala que acabou de ser reformada!

IMG_3913 Vermelho básico…adoro!

IMG_3916 Visual da sala principal vista de outro angulo!

IMG_3917 Alaïa é antes de tudo um grande alfaiate!

IMG_3918 Modelito maravilhoso!

IMG_3920 Suas roupas são atemporais…tenho esta saia há anos…e ainda está na moda!

IMG_3921 Ele inventou estes vestidos com bandas, aliás Hervé Leger trabalhou com ele, e foi um de seus discípulos!

IMG_3922Reparem as costas do vestido cor de telha…

MP

Palais Galliera

10 Avenue Pierre 1er de Sebie

Paris 16 ème

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UM PERFUME DE MULHER COM CHEIRO DE MULHER CHANEL 5

Pedro Gordilho não só é um dos grandes advogados deste pais, como também um excelente escritor. Recentemente publicou um livro com suas experiências de viagem pelo mundo, se chama “Sementes do Destino” são crônicas divertidas e muito bem escritas de uma pessoa que sabe viver a vida “comme il faut “.

Abaixo uma crônica especialmente escrita para o 40 forever sobre um dos melhores perfumes deste mundo: Chanel n 5. MP

Chanel-No.-5

Foi Ernest Beaux, um perfumista francês que trabalhava para corte da Rússia, encontrado em Grasse no ano de 1920, que Gabrielle Chanel confiou a missão de imaginar seu primeiro perfume. Juntos eles criam um perfume de mulher com cheiro de mulher (un parfum de femme à odeur de femme), como ela se orgulhava de classificá-lo. Imaginado como um vestido de estilista, o nº 5 é a primeira fragrância que se ressalta como uma abstração: rompe com as fragrâncias em voga, que não invocavam senão um aroma figurativo e identificável (a rosa, o jasmim, o lilás)

O perfume criado pela dupla não propõe nenhuma nota dominante, pois nenhuma fragrância se desprende dos seus oitenta componentes. Ernest Beaux misturou as essências naturais, produtos de síntese, aldéhydes que exaltam todo o seu frescor. Este é um dos segredos dessa produção audaciosa e inovadora que evoca tanto a mulher como, por igual, uma flor misteriosa, não identificável.

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Arthur Capel e Coco Chanel

Tudo faz supor que a historia do Chanel nº 5 começa num momento em que Gabrielle Chanel perde seu amor, Boy Capel, em dezembro de 1919. Arthur Capel, dito Boy, ocupa um lugar central na historia de Gabrielle. Ele foi um grande amante, um grande amigo e um estimulador para a leitura. Foi ao lado de Boy Capel que ela se tornou uma leitora atenta da boa literatura e, mesmo sem ele, Gabrielle prosseguiu seu dialogo sentimental através dos livros por ele sugeridos enquanto durou a ligação.

O luto vai fazer nascer algo novo. Gabrielle conseguirá esquecê-lo através da criação de seu primeiro perfume. Portanto, o nº 5 nascerá, da falta e da ausência, estreitamente ligado ao destino de Gabrielle, reminiscência de um amor interrompido brutalmente mas que ela continuará amando durante toda a sua vida. Sublimando o luto na criação, Gabrielle Chanel se oferece e apresenta ao mundo um perfume da eternidade.

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Paris, começo do ano de 1921. Gabrielle Chanel conhece o Grand Duc Dimitri Pavlovitch. O Duc tem trinta anos, Gabrielle tem oito anos mais: ela o fascina, ele a seduz. A ligação entre os dois vai durar cerca de um ano, mas sua imensa amizade se prolonga até a morte de Dimitri, em 1942. Gabrielle mergulha fundamente e se deixa levar, sob a influência russa, naquilo que exprime através de sua criação.

Foi graças ao dialogo permanente com seus amigos artistas, poetas, escritores e músicos que Gabrielle Chanel cria sua própria lenda. À imagem de muitos de seus amigos, entre os quais Pablo Picasso, Mademoiselle Chanel cria, inventa uma linguagem que vai rapidamente se impor como sendo a linguagem da modernidade, do atual, do contemporâneo. Se Picasso desconstrói com o cubismo o espaço pictural herdado da renascença, Chanel, de seu turno, redesenha a silhueta feminina, libera o corpo daquilo que o entrava, desperta o movimento, precisa a linha. E, sobretudo, cria a conduta, o comportamento feminino.

Em 18 de maio de 1917 tem lugar no Théâtre du Châtelet, em Paris, a premiére de Parade. Este balé em um ato surpreende o público por seu tom deliberadamente vanguardista. Serge Diaghilev, fundador da famosa troupe dos ballets russes, confiou a coreografia ao bailarino Leonide Massine e encomenda o libreto a Jean Cocteau, a quem dá carta branca para constituir sua equipe. Cocteau escolhe Erik Satie para a música e Pablo Picasso para a cortina de cena, a decoração e os figurinos. No prefacio do programa, Guillaume Apollinaire evoca “a aliança da pintura e da dança, da plástica e da mímica, que é o inicio do surgimento de uma arte mais completa”.

Muito próxima dos vanguardista, Gabrielle tem sempre ao seu lado os principais protagonistas do movimento Dada em Paris, Tristan Tzara e Francis Picabia. Rompendo com as convenções e dinamitando o espírito pequeno burguês, Dada é o verdadeiro laboratório do qual irão surgir as formas novas tanto em matéria de produção poética como nas artes plásticas. Dada prefigura, desenha o surrealismo.

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Colagem cubista de Picasso

O começo do século XX assiste o triunfo da abstração, o cubismo propõe uma visão renovada do espaço. As colagens cubistas de Picasso e a técnica dos placards, organização em colunas para facilitar a correção, usada por Marcel Proust na mesma ocasião para corrigir seus manuscritos, apresentam grandes semelhanças plásticas. A primeira embalagem do frasco no nº 5 é, por igual, uma colagem. É um estojo de papel, colado e sublinhado de negro, no qual o rigor trai uma audácia incomum no registro da indústria da perfumaria.

Desse perfume, tão inovador, Gabrielle faz um manifesto, assinalando aquilo que existe então de mais moderno: uma colagem no espírito cubista.

O nº 5. Esse algarismo, que Gabrielle Chanel se atribui como um fétiche, resvala de um elemento a outro em seu universo. Mas no ano de 1920 / 1921, o algarismo 5 toca também um bom número de artistas celebrados, alguns próximos de Gabrielle. Igor Stravinsky, que ela alberga a partir do outono de 1920 e durante cerca de dois anos, com toda sua família, em Bel Respiro, sua Villa de Garches, compõe nesse período pequenas peças para crianças intituladas “Os Cinco Dedos”. O festejado filme Coco & Igor retrata essa ligação afetiva. Seria como que uma espécie de osmose criativa. Essa partitura é datada de 1921, exatamente o ano de lançamento do perfume Chanel nº 5.

Coco Chanel era exclusiva, calorosa, atraente, independente e dona de seu destino. Ao ser acusada de colaboracionista, por ter sido amante de oficial nazista na Paris ocupada, respondeu: — “A mulher de meia idade, que sente o interesse de um homem, não pede para ver seu passaporte”.

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Virou, o nº 5, uma lenda cultivada pelas pessoas de gostos refinados. O pensador Froment disse que o Chanel nº 5 não é um perfume, é um objeto de cultura. Ele é apoiado numa aventura profundamente interior, que é o apanágio dos grandes criadores. É uma criação moderna. Está caminhando para o seu centenário e se apoia totalmente sobre a aventura artística da Historia. E a atriz, Marilyn Monroe, inesquecível, aquela deusa, colocou o Chanel nº 5 no mundo do consumo sofisticado eternizando seu uso, ao declarar que “dormia vestida com apenas duas gotas do Chanel nº 5”.

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OS DOCES QUE PARECEM REAIS DE LIA JORDÃO

A primeira vez que ví este bolo de mala, de Lia Jordão, fiquei encantada e louca para dividir com vocês esta dica maravilhosa. Lia é um talento, e seu ateliê é em São Paulo apesar de já ter uma grande clientela no Rio, onde tudo chega perfeitamente embalado direto na casa das cariocas.

Cada docinho ou bolo é personalizado, e Lia não faz nada sem antes conversar longamente com seu cliente, para poder entender e realizar exatamente seu sonho, transformando o em doce!

Aqu vão algumas fotos para ilustrar estes sonhos…vejam…

mala de viagem - bolo

 

bolsa louis vuitton - bolo

 

bolsas chanel - cupcakes.JPG

 

bailarina - cupcakes

 

batizado - pirulitos de chocolate Branca de neve - close bolo candies - bolinhos candies - popcakes Candy Crush - pirulitos de chocolate casamento - cupcakes cha da tarde - cupcake cha da tarde - cupcakes cha da tarde - popcakes Chapeuzinho vermelho - cupcakes Circo - bolo Circo - pães de mel disney - cupcakes.JPG disney - popcakes jardim - cupcakes livros de contos de fadas - cupcakes Nemo - cupcakes New York - bolachinhas sapatos - docinhos tintas - cupcakes toy story - cupcakes toy story - popcakes ursinhas - cupcakes

 

ursinho pooh - cupcakes

site: www.liajordao.com.br

telefone: (11) 3791-5987

 

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O GIGANTE LIVRO DE SEBASTIÃO SALGADO

Estive no “Paris Photo”que é uma grande exposição internacional feita em Paris no Grand Palais . São 136 galerias do mundo inteiro com uma seleção excepcional de fotos lindas, é um colírio para os olhos e para a alma.

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Tudo se passa no Grand Palais que é um dos meus lugares prediletos para exposições pois é ao lado do Champs Élysées e um verdadeiro palácio para as artes!

foto do interior do Grand Palais
Foto do interior do Grand Palais

Só o visual deste lugar me fascina!

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Mariano Marcondes Ferraz e Carlos Augusto Montenegro com o livro gigante!

Achei incrível este livro do Sebastião Salgado “Genesis” tamanho gigante. Estava passeando pela exposição ” Paris Photo ” no Grand Palais em Paris, quando me deparei com este espetacular livro com as fotos mais incríveis dos nossos tempos. É uma edição limitada de 2000 exemplares assinados pelo artista e “embrulhado” nesta caixa de madeira ( foto abaixo ) é espetacular!

photoVejam que visual a caixa que vem o livro, é um super presente não?

Vale a pena parar um pouco e ver este extraordinário video…. absolutamente imperdível!

Clique AQUI para entender um pouco o espirito de um dos grandes humanistas e artistas do nosso tempo!

“O doutor em economia Sebastião Salgado somente assumiu a fotografia quando tinha uns 30 anos, mas a atividade tornou-se uma obsessão. Seus projetos de anos de duração capturam lindamente o lado humano de uma história global que muitas vezes envolve morte, destruição e ruína. Aqui, ele conta uma história profundamente pessoal da arte que quase o matou, e apresenta imagens espetaculares de seu trabalho mais recente, Genesis, que documenta um mundo de pessoas e lugares esquecidos.”

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Fotos do livro de Sebastião Salgado.

MP

 

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