Ao aposentar as sapatilhas, a bailarina do Grupo Corpo,Paula Bonomi, decidiu abrir, em Belo Horizonte, uma padaria diferente de tudo que havia na cidade.
Durante sua última turnê, ainda dançando com o Grupo Corpo, Paula conheceu a Le PainQuotidien, em Bruxelas, e se encantou. A idéia amadureceu, mas até os pães chegarem ao nível de exigência de Paula, foi um árduo trabalho, já que em 1981, quando começou sua empreitada, havia somente um tipo de farinha de trigo disponível, no Brasil.
O lindo projeto da Casa Bonomi, onde a padaria foi instalada, é da arquiteta e figurinista Freusa Zechmeister . Numa casa tombada de 1902, na zona central de BH, elas conseguiram trazer o mesmo clima intimista da casa de Bruxelas.
A música clássica, flores frescas, jornais do dia e uma grande mesa comunitária fazem da Bonomi um lugar único e delicioso, onde o mundo parece parar para degustarmos suas saladas, sopas, sanduiches e pães maravilhosos.
Esta dica me foi dada pela minha amada amiga mineira, Tereza Vargas Penna. Ainda não fui, mas estou louca para dar um pulinho e me deleitar neste lugar!
O IBOPE , Instituto Brasileiro de Pesquisa inaugura nesta quarta-feira dia 19 de setembro, para a imprensa e dia 25 ao público, a exposição ” Opinião: o que o Brasil acha do Brasil”, no Museu do Catavento em São Paulo em comemoração aos seus 70 anos.
Marcelo Dantas criador do Museu da Lingua Portuguesa utiliza com expertise o riquíssimo acervo do Ibope, resultado das pesquisas de opinião do Brasileiro e seus padrões de consumo nos últimos 70 anos. A exposição interativa é repleta de dinâmicas de jogo, evidências de mídia, depoimentos audiovisuais e trechos de programas de televisão e rádio , além de produtos e grandes campanhas de mídia.
A Christie’s da França tem a honra de apresentar uma linda exposição do dia 11 ao 26 de Setembro em Paris, com uma seleção super especial de esculturas em bronze da coleção de Hubert de Givenchy. A exposição ficará em Paris do dia 11 ao 26 de Setembro, num décor maravilhoso copiando a Galerie de Girardon que era o sensacional escultor do Rei Louis XIV. A exposição será apenas durante a Bienal dos Antiquários que é um grande acontecimento parisiense.
Hubert de Givenchy não só foi um grande costureiro, mas é também um apaixonado colecionador de arte, coleciona desde moveis a esculturas em bronze, passando por pinturas e objetos diversos tudo com o maior bom gosto e harmonia pois tem uma grande sensibilidade estética que vale para TODAS as artes.
Em 1993 a Christie’s fez uma grande venda que foi a maior de todos os tempos batendo recorde mundial para um único colecionador.
Esta semana no dia 13 de Setembro, Givenchy deu um jantar com os amigos mais intimos para mostrar a coleção e para todos poderem se deleitar com a maravilhosa exposição. Foi um show como tudo que ele faz e sempre uma perfeição absoluta.
O grande Givenchy e Sylvia de Waldner para o 40 forever com um dos bronzes excepcionais.
Baron e Baronne Gerard de Waldner para o 40 forever
Eric e Beatrice de Rothschild um dos donos do vinho Chateaux Lafite para o 40 forever.
Maryl e Bernard Lanvin eram os donos do Lanvin para o 40 foreverMelissa et Martin Bouygues. O grande empresário francês dono de toda a construção e telefônia da França! 40 forever
O grande leiloeiro da Christie’s com melissa Bouygues. para o 40 forever
O Principe Louis Albert de Breuil com sua mulher de rosa e com Sra de Cadaval para o 40 foreverLinda Pinto ( irmã de Alberto Pinto) Com um de seus queridos e poderosos clientes.
Cada mês o nosso sensacional professor Manoel Thomaz Carneiro se supera. Cada texto é melhor que o outro, e sempre fala de um tema atual de nossas vidas. Suas aulas são poços de sabedoria inesgotáveis, sempre acrescentando harmonia e felicidade para nossas almas e vidas cotidianas.
Labirinto da Cinelandia
Reflexões a Céu Aberto
A cidade do Rio de Janeiro está tomada pela OIR – Outras Ideias Para o Rio -, pelas instalações de arte que conversam ludicamente com as paisagens urbanas e naturais: Arpoador; Enseada de Botafogo (foto abaixo) ; Cinelândia; Arcos da Lapa; topos dos edifícios do Centro; Madureira e outros tantos locais.
Escultura na praia de Botafogo
Quando li as intenções e as bases de inspiração de alguns desses artistas e de outro que expõe no CCBB, me reportei aos meus conhecimentos que definem as dimensões das pessoas quanto às habilidades necessárias para viver.
Se realizarmos uma visita a algumas que estão a Céu Aberto, obedecendo a uma sequência definida por critérios psicológicos, podemos através destas obras pensar a vida humana desde a sua sensação de encurralamento até a emancipação e conquista de habilidade para se viver no mundo real.
Na Cinelândia, foi instalado um labirinto do artista americano Robert Morris e nele encontramos a metáfora de uma pessoa encurralada, acreditando-se sem saída (foto acima). Quantas vezes ouço ao longo de minha vida profissional a fala da dor que é sempre originária da sensação de aprisionamento e da falta de conhecimento possibilitador da visão de melhores perspectivas.
Toda vez que uma pessoa se sente de alguma forma pressionada e sem perspectivas de saída, ela está num labirinto, caminhando sem encontrar o fio de Ariadne: aquele que atua como condutor e que permite seguir de modo mais apaziguado os caminhos da vida.
Labirintos, é claro, não sinalizam saídas, a não ser que tenhamos encontrado o seu segredo e então desvendado suas encruzilhadas.
Quando estou diante de uma pessoa que se vê desorientada, sei, como psicanalista, que o labirinto dela, semelhante a da instalação na Cinelândia, é feito de vidro… mas ela não enxerga devido aos limites erguidos através de paradigmas redutores que balizam sua reflexão sobre si mesma.
Muitos se colocam num aprisionamento perpétuo, confinados em seus complexos, em suas dores, em suas mágoas… tudo tristemente mantido.
Quando ampliamos nossos conhecimentos, criamos um espectro maior de modos de reagir e viver… desenrolamos o fio de Ariadne e então os conteúdos do refletir são alterados. Quantas vezes ouvimos uma pessoa dizer – “É tão simples. Como não vi antes?”
Já na praia de Botafogo temos a escultura flutuante do espanhol Jaume Plensa. A obra de 12 metros, chamada Awilda, representa a cabeça de uma menina, que sai da água como se fosse o emergir de uma nova estrutura pensante.
Água em psicanálise representa desejo e ali temos a simbolização de desejos renascidos, que brotam pela ampliação de novos saberes que tornam uma pessoa mais sabida de si, da vida e dos outros.
Aquela enorme cabeça está ali no meio da cidade para nos lembrar que na nossa vida cotidiana temos que pensar grande, pensar com inteligência.
Pensar todo mundo pensa, mas quantos pensam corretamente?
Sem uma grande cabeça pensante nos tornamos reféns da força da gravidade e tombamos por não criar em nós a força de oposição. Como afirmou Freud, o sofrimento é uma questão quantitativa. Força dos acontecimentos deve ser vivida com força de resistência.
Uma lei da Natureza: A maior força vence.
Saindo desta segunda visita reflexiva, podemos conhecer o pensamento do artista plástico Antony Gormley. No livro sobre sua obra, ele nos fala que suas criações expostas no CCBB e no topo de alguns edifícios do Centro do Rio, têm como base inspiradora a sua ideia que o que promove dignidade ao ser humano é a tentativa de se manter na verticalidade diante da premente horizontalidade.
Para estas esculturas, Gormley moldou o seu corpo e instalou suas criações verticais nas beiras dos topos dos edifícios. Alguns estão caindo. Outros estão como os vencedores da vida: a beira do precipício, mas sem cair.
O que os segura?
Está invisível aos olhos do desatento, mas para aqueles que expandiram a compreensão, percebem que na vida humana as cordas parecem invisíveis, mas estão presentes segurando cada um de nós.
Boas certezas, metas, curiosidade no viver, capacidade de criar ilhas de prazer em meio às dificuldades são cordas mantenedoras de nossa verticalidade moral e psicológica. Uma de nossas mãos pode segurar a dor, mas a outra deve segurar nossos bons ideais.
Quando uma mão tiver ocupada segurando a magoa ou a tristeza, a outra, a sua mão direita, deve estar agarrada a alguma coisa que mantenha você de pé.
Quando estiver se sentindo num labirinto, sem saída, faça emergir seu novo destino através de uma enorme cabeça pensante e se mantenha erguida como as esculturas de Gormley.
Quando estiver sem saída, pense neste OIR, nestas reflexões a céu aberto. Pense que quando você estiver lendo a vida de um modo, mude, leia de outro, como de OIR o que você poderá ler? A leitura inversa sempre revela algo.