Maria Pia Marcondes Ferraz

ENTREVISTA COM O GRANDE PIANISTA MARCELO BRATKE!

 

 

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Sigo a carreira de Marcelo Bratke há mais de 25 anos, um dos maiores pianistas brasileiros do nosso século, e pedi uma entrevista exclusiva para o 40 FOREVER, onde ele nos conta um pouco de sua vida.

Marcelo foi aclamado pelo jornal New York Times por sua interpretação de Villa Lobos no Carnegie Hall e tem se apresentado nas mais prestigiadas salas de concerto do mundo, como a Queen Elizabeth, em Londres, a Konzerthaus, em Berlim, no festival de Salzburg ou no Suntory Hall, em Tóquio.

Seu CD dedicado ao “Le Groupe des Six”, de Jean Cocteau, foi considerado pela revista britânica Gramophone como uma das melhores gravações eruditas de todos os tempos.

Marcelo é um grande motivo de orgulho para o nosso país. Dia 1 de Dezembro ele fará uma apresentação única em São Paulo, no Espaço Pronon, com o espetáculo : “O Convite à Viagem ” ( L’Invitation au Voyage ), inspirado no poema de Charles Baudelaire. Aproveitei este momento para entrevistá-lo.

 

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Trechos de Marcelo tocando.

 

 

Aqui com tocando com a cantora Sandy

 

MP – Como se sente tocando no Brasil?
MB-Adoro tocar no Brasil! Não somente no circuito das grandes salas de concerto, como a Sala São Paulo e o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, onde toco freqüentemente, mas também em cidades que nunca recebem projetos culturais. Tenho ido muito à região amazônica. Estados do Amazonas e Pará. Além dos dois grandes teatros, como o Teatro Amazonas, em Manaus, e o Teatro da Paz, em Belém, tenho realizado concertos em lugares isolados, como Canaã dos Carajás, Parauapebas e Marabá. Em 2016 farei uma grande turnê por pequenas cidades do Estado de São Paulo, onde o público delira com os concertos.
MP- Qual a sala de concerto que você mais gosta de tocar? Porque?
MB-O Carnegie Hall, em Nova York. Quando eu estudava na Julliard School of Music me lembro que passava em frente ao Carnegie Hall e pensava (inseguro) comigo mesmo: acho que neste palco nunca vou tocar ! O Carnegie Hall foi inaugurado por Tchaikovsky! Rubinstein, Horowitz, Toscanini, Karajan, Frank Sinatra, Villa-Lobos, Tom Jobim e João Gilberto passaram por lá. Há uma energia incrível, como em nenhuma outra sala de concerto. Uma acústica perfeita. Toquei diversas vezes no Carnegie Hall, mas a minha estreia foi em 2004. Foi o primeiro concerto que fiz logo após eu ter realizado, em Boston, uma cirurgia oftalmológica que fez com que eu enxergasse o mundo como ele é pela primeira vez, pois nasci com um problema grave de visão. Foi uma profunda emoção entrar naquele palco e conseguir, pela primeira vez, ver os rostos das pessoas que estavam na plateia naquela noite. Nunca me esquecerei!

MP- Me conte um pouco de sua vida artística neste momento…Onde está morando? Com quem você está estudando?
MB-Criei há alguns anos a Camerata Brasil, uma orquestra que profissionaliza jovens que vieram de áreas desprivilegiada da sociedade brasileira. É uma orquestra bem brasileira onde há uma fusão entre músicos eruditos e populares. Realizamos juntos nos últimos 7 anos mais de 300 concertos em 11 países. É um projeto que cresceu muito e que tem sido endossado por importantes instituições nacionais e internacionais como o The New York Times, a BBC de Londres, O Ministério das Relações Exteriores e o British Arts Council, entre outras. Vivo entre Londres e São Paulo desde 1994 com minha esposa que é a artista plástica Mariannita Luzzati.

MP- Foi importante para você sair do Brasil? Porque?
MB-Eu sempre fui meio nômade e desde os 22 anos de idade vivi em vários países. Aprender com outras culturas foi essencial para mim. Sair de um “porto seguro” e ter que articular novos modos de pensar. Não somente pensar a música, mas a vida em geral. Estou sempre aprendendo algo novo e o fato de eu viver em dois lugares tão antagônicos, me faz vivenciar o mundo em sua diversidade.

MP_ Quem foram seus grandes professores?
MB-Minha primeira professora, Zélia Deri, que foi quem colocou literalmente minhas mãos no piano. E o grande mestre: o compositor, maestro e filósofo musical alemão Hans Joaquim Koellreutter.

MP- Quem o artista que vc mais gosta de interpretar?
MB-Heitor Villa-Lobos!

MP- Como se sente sendo considerado um dos maiores pianistas do mundo?
MB-Para mim o importante é poder realizar os meus projetos e ter a liberdade de me colocar novos desafios, sempre! Vejo a música como um instrumento que aproxima as pessoas e as culturas distantes.

MP- Qual suas próximas metas?
MB-Seguir com o projeto Camerata Brasil e o projeto Villa-Lobos Worldwide, um projeto que criei para divulgar a obra de Villa-Lobos no mundo e que inclui várias ações: a gravação de sua obra para piano em 8 CDs com distribuição em 30 países pela gravadora britânica Quartz e pela brasileira Biscoito Fino, concertos no Brasil, Europa, Estados Unidos e Ásia, concertos especiais para crianças de várias partes do mundo, concertos em penitenciárias brasileiras e um programa de rádio que apresento semanalmente na Cultura FM de São Paulo chamado Alma Brasileira.

 

 

Pra terminar, sessão PING PONG:

MP- Quem é seu idolo? Um ou mais?
MB- Woody Allen e Ingmar Bergman.

MP- Qual seu hobby?
MB- Desenhar.

MP- Livro de cabeceira?
MB- As partituras de Villa-Lobos

MP- Cidade preferida?
MB- Istambul (que ainda não conheço!)

MP- Tem planos de tocar no Rio? Quando?
MB- Sempre tenho planos para estar no Rio. No segundo semestre de 2016 farei uma turnê nacional enfocando Villa-Lobos e Tom Jobim que passará por 20 cidades e que incluirá o Rio de Janeiro.

Marcelo, te desejo sempre muito sucesso e obrigada por representar o Brasil de forma tão nobre, mundo afora! MP

 

 

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DICAS DE NEW YORK POR MARTHA CASTILHO

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Mara Fainziliber e Martha Castilho no Guggenheim de New York

 

Minha querida amiga Martha Castilho, uma expert de New York, pois vai lá há anos e ama, fez para nosso blog, uma listinha de coisas imperdíveis, para uma semana em New York, nesta época do ano.

ARTE E CULTURA .

 

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Árvore de Natal do Rockefeller center! 
  • Programão imperdível clássico: ballet Quebra nozes no Lincoln Center é um clássico de Natal de lá, tem que  ir. Superprodução, e é a árvore mais linda que já vi na vida!
  • Outros natalinos: ver a árvore do Rockefeller Center  é cheio de turistas, mas não pode deixar de ir, é em frente ao Saks, tem 12 andares de altura. Tem que visitar e depois ir para o Saks comprar jeans pois é a melhor seleção de NY.
  • Patinação no Central Park – dar uma caminhada pelo parque e passar por lá, é muito romântico!

 Maravilhosos e contemporâneos:

  • Exposição do Frank Stella no Whitney Museum – imperdível!

Minha sugestão é fazer uma reserva para almoçar ou jantar no Standard Grill que fica ao lado .O Standard Hotel é o Fasano de New York, hotel jovem e trendy, mas a comida é ótima e descomplicada.
Este museu é novo, acaba de ser inaugurado. Fica ao lado da Highline, que é um viaduto que virou jardim, a nova atração da cidade. É legal juntar os programas, fiz isso e adorei, pois museu cansa um pouco, depois sentar e comer é uma delicia!

 

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Escultura do Picasso no Moma.

 

  • Exposição das esculturas do Picasso no Moma, vale muito à pena!

DICA: Os  tickets de museu devem ser comprados antes na internet, para evitar filas. 

Restaurantes bons e descomplicados:

Marea ( Central Park South) – perto do Per Se. Italiano de frutos do mar, maravilhoso e casual, não tem q ir arrumado.  E é um 2 estrelas Michelin!

Casa Lever ( Park esq com 52th) – Italiano , é aquele que tem 27 Warhols na parede ( contei!) . Delicia total!  No almoço cheio de executivos, no jantar mais social.

 

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Casa lever com seus Andy Warhol.

 

Cipriani ( 5a com 59th) – igual aos outros, mas o de lá é super animado

Zuma- Um japonês contemporâneo de Londres que abriu em NY. Delicia total!

Milo’s – grego de peixes ótimo.

Le Bernardin– mais formal, é dos poderosos, mas é uma maravilha, vale a pena

Ilily- 5a ente 28th e 29th – o melhor libanês que comi na vida, mas ao contrário de todos, é trendy, enorme e cheio de jovens. No almoço é mais tranquilo e é imperdível!

Gramercy Tavern – Americano delicia total!

Para almoços FOREVER.

Bilboquet – 60th entre Madison e Park – bistrot francês super animado.
Amaranth – 62th entre Madison e 5a – adoro, italiano, informal, rápido e gostoso!

Nello– Italiano e nesta época tem trufas divinas no almoço.

Restaurante novo do Ralph Lauren  ( 55 th 212) .

 

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Restaurante do Ralph Lauren.

 

O turkish room do Hotel Carlyle, para um steak tartare ou blinis com caviar, tipo 5 da tarde, parece que você está na Europa, é um deleite total!
Os Kennedy só se hospedavam lá, é tradicional NYC. O bar é tido como o melhor de NY, junto com o do The Mark, que fica do outro lado da rua.

 

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O animadissimo bar do Carlyle onde Woody Allen costuma tocar nas segundas feiras! 

 

O restaurante do The Mark tb é otimo, quem cuida da cozinha é um tal de Jean Georges, famoso por lá.

O thanksgiving, que é quase um Natal para eles, todos ceiam peru.
Um bom lugar é o Café Boulud, que é sempre super in!

Nem discuto com as dicas da minha querida amiga pois sempre são as melhores ! Esta lista está um espetáculo é para imprimir já! !

MP

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LENÇOS DE SANDRA SMITH

Echarpe Azul e Branco

 

Sandra Smith acabou de lançar sua nova coleção de lenços e echarpes em cetim de seda pura. As estampas são bem coloridas e intrinsecamente desenhadas, com influências que passeiam do Japão e Nova York até os florais vintage.

Sua paixão por lenços começou ainda pequena quando via sua mãe e tias usando elegantes peças do Hermès ou do moderníssimo Pucci. E nós, claro, também amamos os lenços, peças atemporais, imprescindíveis em qualquer guarda roupa!

Sua inspiração para essa coleção de peças super exclusivas, apenas seis de cada, percorre os azuis e brancos do tradicional Japão em sua echarpe dupla face (1,90 x 0,30) até o desenvolvimento de suas recentes mandalas no lenço Wallpaper Verde, apresentadas aqui no 40forever em março de 2015. MP

 

Floral abLenço Multi

tribla eUrbanoVermelho - enroladoWallpaper verde - a mais

Para seguir seus trabalhos, veja também: sandrasmithstudio no Instagram

Sandra Smith Studio no Facebook e Pinterest

contato: [email protected] e http://sandrasmithstudio.blogspot.com.br

tel : + 55 21 3627.0832

 

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SHOW ESPETACULAR EM BENEFICIO AO INSTITUTO MÃES SEMNOME

Fiquei totalmente maravilhada ao conhecer este instituto, e resolvi fazer este post para mostrar as mães que perderam seus filhos, um apoio incrível para ajuda-las na sua luta de vida. 

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Evento das Mães Semnome no Parque Lage.

Em 2015, Mães SemNome deixou de ser só um grupo de apoio, tornando-se um Instituto. Com o suporte jurídico da Clínica Lajes – Laboratório de Assessoria Jurídica a Organizações Sociais da Fundação Getúlio Vargas, no Rio – foi elaborado seu estatuto social. Na ocasião, a novelista Glória Perez, mãe da atriz Daniela Perez, assassinada há quase 23 anos, se tornou a primeira associada entidade civil sem fins lucrativos.

O Instituto Mães SemNome nasceu da necessidade da troca de experiências com outras mães que vivenciaram a dor da perda de um filho. Sem qualquer ligação com doutrinas religiosas e partidos políticos, tem funcionado como um grupo de ajuda, reunindo milhares de mães de todo o Brasil e do exterior.

 Para atender a tantas mães, o Instituto Mães SemNome conta com uma página no Facebook, com mais de 18 mil seguidores e um alcance 36.000 pessoas. Por meio desta rede social, 24 horas por dia, elas compartilham suas histórias e são apoiadas por outras mães que entendem profundamente o que enfrentam. Assim, muitas têm buscado ressignificação de suas vidas e novas formas de viver.

O Instituto disponibiliza, gratuitamente, o Grupo de Apoio Mútuo Mães SemNome (GAM) para o atendimento de mães que desejam falar de seus filhos, suas dores, como estão lidando com a sua nova realidade e compartilhar informações. Este grupo funciona semanalmente, às terças-feiras, em dois horários: 13h30 e 15h, em Botafogo (próximo ao Metrô), no Rio de Janeiro.

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Amanhã quarta-feira  dia 18, Sob direção musical de Roger Henri (arranjador e compositor de trilhas sonoras e produtor musical da TV Globo), Bulldog Classic Rock, George Israel (Kid Abelha), Duo Santoro, Guto Goffi (Barão Vermelho), Bruno Gouveia e Carlos Coelho, Ana Kucera, Dan Torres, Taryn Szpilman, Leoni, Morana Silveira, Matheus De Luca e Grupo de violoncelos e Contrabaixos da Ação Social pela Musica se reúnem para o show beneficente “LOVE is all we need”, só com músicas dos Beatles.

Realizado pelo Instituto Mães SemNome, o espetáculo pretende angariar fundos para a manutenção do instituto criado por Márcia Noleto, que desde 2011 oferece apoio a mães que perderam seus filhos.

O show”Love is all we need” é em benefício do Instituto Mães SemNome, grupo de apoio a mães que perderam seus filhos.

  DATA E HORÁRIO: dia 18 de novembro, às 19h30

LOCAL: Teatro Maison de France – Av. Pres. Antonio Carlos, 58, Centro / RJ

INGRESSOS: R$100,00 e R$50,00 (meia entrada), vendas pelo site www.ingresso.com   

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Entre neste site para saber mais…www.maessemnome.com.br

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