Nossa querida PAOLA RIBEIRO, arquiteta e decoradora que bomba e arrasa no bom gosto, sabe que adoramos ver um “antes e depois” aqui no blog, então nos mandou um lindo trabalho que fez em Siena, declarada patrimônio da humanidade pela UNESCO, e que ficou simplesmente deslumbrante!
A reforma do apartamento desta familia durou quase um ano, motivo mais do que justo para cinco viagens dedicadas ao acompanhamento da obra.
Paola já fez outras tres casas da familia, que tem dupla cidadania, e que escolheu Siena porque tem parentes morando lá.
Além de linda e provinciana, a cidade é alegre e repleta de jovens, porque ali estão localizadas duas das mais prestigiadas universidades da Itália. O apartamento fica localizado no bairro de San Prospero, fora dos muros da cidade histórica, com uma vista privilegiada para o Duomo, a catedral do século XII.
Ela derrubou as paredes para fazer um único ambiente na sala. Os 160m² de área foram completamente modificados e todos os revestimentos foram trocados: o piso agora é de tábuas corridas de madeira envelhecida em tom de mel e as paredes do fundo da sala de jantar, que se integra com a cozinha, foram forradas de tijolinhos rústicos, bem típicos da região.
Os móveis foram comprados em Milão. Para a estante, Paola optou por modulados, já prontos criando nichos para os vinhos. Na sala, um dos pilares não pôde ser removido. A solução que ela deu foi forrá-lo de espelhos, o que ampliou o espaço.
Ficou um show! Não é fácil tocar uma obra, uma reforma total em outro país, e Paola mostrou mais uma vez o quão competente que é!
AC
ANTES:
E agora se preparem para o DEPOIS! Ela simplesmente arrasou!
Sala
Sala de Jantar
Quarto do Casal
Quarto dos filhos
Quarto de Hóspedes
Quarto/ Escritório
Banheiro
Vista do apartamentoPaola Ribeiro, no apartamento, palmas para ela!!
Clique aqui, aqui e aqui para outros posts sobre o trabalho de Paola Ribeiro.
Anish Kapoor é um dos escultores mais influentes de sua geração. Nascido em Bombaim ou Mumbai, a maior e mais importante cidade da India, ele vive e trabalha em Londres desde o início dos anos 70.
Kapoor vê seu trabalho como sendo comprometido com profundas polaridades metafísicas: presença e ausência, ser e não-ser, lugar e não-lugar e o sólido e o intangível. Em todas as esculturas de Kapoor vemos sua fascinação com a escuridão e a luz, a qualidade translúcida das obras em resina, a absorção do pigmento, o brilho radiante do alabastro e o reflexo fluido de aço inoxidável e água. Através desta interação entre forma e luz, Kapoor aspira evocar experiências sublimes que se dirigem aos primitivos estados físicos e psicológicos.
Além de ser exibido em muitos museus importantes, aqui estão algumas imagens de instalações espetaculares ao redor do mundo:
AC
TEMENOS (2010), MIDDLESBOROUGH, UK
SKY MIRROR, RED (2010), KENSINGTON GARDENS, LONDON
LEVIATHIAN (2011), GRAND PALAIS, PARIS
TURNING THE WORLD UPSIDE DOWN (2010), ISRAEL MUSEUM, JERUSALEM
TALL TREE AND THE EYE (2009), ROYAL ACADEMY OF ARTS, LONDON
SKY MIRROR (1999), PLACE DU CASINO, MONACO
ASCENSION (2011), BASILICA DI SAN GIORGIO MAGGIORE, VENICE
DESEMBERMENT 1 (2009), KAIPARA, NEW ZEALAND
CLOUD GATE (2004) , MILLENIUM PARK, CHICAGO
ARCELORMITTAL ORBIT TOWER (2012) - A ULTIMA ESCULTURA DE KAPOOR VAI SER INAUGURADA MES QUE VEM PARA AS OLIMPIADAS DE LONDRES - VAI SER A MAIOR ESCULTURA DO MUNDO.
Conheci Antonio Henrique no Jóia Brasil ( clique aqui ) e fiquei encantada com seu trabalho! Sua peças são elaboradas à mão, com metais nobres e pedras – muitas delas raras – garimpadas em suas andanças pelo mundo. Amei uma super Opala de Fogo que vi lá! ( Clique aqui para post sobre Opalas!)
No ramo há 18 anos ele iniciou seu trabalho no período em que morou na Holanda, onde estudou design técnico para joalheria, e nos sete anos consecutivos de viagens à Índia.
De volta ao Brasil abriu o seu endereço exclusivo no Lago Sul de Brasília.
Pedras lindas como turquesas do Tibet e da Turquia; a indiana Rudraksha (lágrimas de Shiva); pirita, que era muito usada pelos índios norte-americanos como amuleto de sorte; âmbar; ágatas corais tibetanas esculpidas em formas de concha e Tanzanitas (encontradas somente na Tanzânia, na África), além das raríssimas ágatas negras tibetanas e as belas ágatas com formação de fungo, junto com brilhantes e pedras brutas como o rubi bruto (rubi mountain), uma de suas preferidas, fazem de suas jóias únicas realmente!
Antonio Henrique cresceu em meio a ouro, pérolas e pedras – a mãe é a joalheira goiana Mirian Paiva. Ele tem ainda, formação em yoga. “Minha pratica física sustenta meu processo criativo e reflete no meu trabalho, explica meu fascínio pelas formas orgânicas”.
As peças de Antonio Henrique refletem a sua trajetória de vida. Movimento e simplicidade são traços essenciais no seu trabalho. Entre as suas jóias há sempre várias peças cuja beleza dá-se somente pelas formas. Não há brilhantes ou pedras, apenas o desenho, puro e original.
AC
Antonio Henrique Joias Únicas
Centro Comercial Gilberto Salomão, QI 05 Lago Sul – Brasília – DF
61- 3248 0774 www.antoniohenrique.com
Convidei ANTONIA PRADO, que resolveu ir morar em NY, mais precisamente para desbravar os bastidores da BROADWAY e seus shows, onde trabalha, pra nos contar as novidades de lá!
AC
BROADWAY, POR ANTONIA PRADO
Broadway… sinônimo de grandes shows, mega produções, astros e divas. Hoje, também sinônimo de dinheiro e uma indústria bem forte. Passou pela crise americana quase sem problemas; apenas uma marolinha, como diria nosso querido político. Só no ano passado, movimentou US$ 1.081 bilhões de dólares para a economia de NYC e atraiu 12.13 milhões de turistas.
Mas se tudo parecem flores numa visão macro, o mais curioso e divertido da Broadway são justamente suas nuances e peculiaridades. Essa máquina americana funciona como um país próprio, um Vaticano do entretenimento no meio da grande Manhattan. Possui muitas regras, leis próprias e até um “governo”, a chamada Times Square Alliance que é responsável pela organização de tudo que acontece entre as ruas 40th e 53rd.
É não pense que isso é pouco. Além da Broadway, ali acontece o Reveillon da cidade, sem contar que é a casa do maior jornal da cidade, NY Times (que deu nome para praça, Times Square), de diversos hotéis e restaurantes, e ainda set de gravação para milhares de filmes hollywoodianos. Até quem nunca foi a NYC, se sente familiarizado com essa área.
Mas, voltando ao assunto principal, queria contar um pouco do funcionamento dessa mega estrutura que conhecemos como Broadway. Convido vocês para um backstage tour num dos maiores pólos culturais do mundo.
O primeiro passo para tudo acontecer são os próprios teatros. O Theater District é formado por 40 teatros Broadway, que têm entre 600 e 2000 lugares (números aproximados). O maior de todos em capacidade é o Gershwin Theater, há quase 8 anos com “Wicked” em cartaz. Para ser considerado Broadway, portanto, o espetáculo precisa estar em algum desses palcos.
Theater District- Mapa dos Teatros Broadway
Explicado isso, passamos para a próxima categoria: os musicais/peças, em si. Por ano, algumas dezenas de espetáculos ficam à disposição do público. Desse número, muitos são velhos conhecidos dos fanáticos por Broadway, como “O Fantasma da Ópera” em cartaz há 24 anos; enquanto, outros ainda buscam seu lugar ao sol. Na última temporada 2010-11, foram 42 novas produções.
Para proteger o mercado em ascensão existe uma regra que limita a quantidade de revivals, que são musicais já feitos anteriormente. Normalmente sucesso no passado, esses musicais viram alvo de desejo de produtores, que buscam minimizar o risco do fracasso total.
E esse risco é grande. Cerca de 75% dos espetáculos na Broadway não recuperam totalmente seus investimentos. Isso significa dizer que o dinheiro captado pelos produtores não é recuperado. Um musical da Broadway custa, em geral, de 6 a 13 milhões de dólares só para estrear. Nesse orçamento só entram os custos para levantar o musical, desde a compra de direitos até a Opening Night.
Depois da estréia, a vida do show depende exclusivamente da bilheteria, que precisa dar conta dos custos semanais do espetáculo. Qualquer lucro é enviado diretamente para os investidores do espetáculo, até que seja feita a total recuperação de todo aquele primeiro valor captado. Uma vez recuperado, o lucro agora passa a ser dividido entre investidores e produtores.
Já deu para perceber que o caminho para o Olimpo teatral é longo. Muitos desistem no caminho ou acabam desviando seus trajetos para projetos regionais ou menores. Para o público brasileiro, um alívio. Temos agora nossa própria Broadway, no eixo Rio-SP. Com muitos espetáculos em cartaz, o Brasil já alcançou o status de terceiro mercado mundial, logo atrás da Broadway e West End (equivalente pólo em Londres).
Alguns musicais em cartaz no eixo RJ-SP:
E ainda queremos mais. Somos o público mais fiel na Broadway e o mercado internacional que mais consome musicais em NYC. Para você, que gosta e pretende conferir algum espetáculo, seja no Brasil ou no mundo, se anime! Sua função é a mais fácil e importante de todas: se divertir!
Antonia Prado tem um blog que conta tudo da Broadway, vale a pena visitar!