Os deslumbrantes arranjos de flores eram colírio para nossos olhos…
Dia destes, passei uma tarde inesquecível almoçando na casa de uma amiga chiquérrima e pra lá de delicada, que cobriu- nos, convidadas, de todas as gentilezas possíveis e imagináveis. Grupo adorável, só de “meninas”, casa deslumbrante, comida divina, difícil escolher o ponto alto até me deparar com um craque chamado Guilherme.
No começo, Guilherme estava no jardim, como todos… Parecia sonho: aquelas músicas lindas, o dia esplendoroso, papo rolando divino e solto!
Discreto num canto, acompanhado de um sax, piano elétrico, repertório impecável e uma voz deliciosa, ele fez a a maior diferença: eu recomendo muuuuiiittooo!!! BN
Quando subimos para almoçar, como num passe de mágica, Guilherme reapareceu, agora acompanhado por um exímio companheiro e pianista, que tirou o maior som do sublime e raro piano Stainway caramelo e de meia cauda da casa!
Maritza Orleans e Bragança é uma grande paisagista e está fazendo uma exposição com uma proposta que adorei, pois ela faz uma perfeita dobradinha de paisagista, escultora e poeta. A idéia é genial, nada mais in e chic que esculturas em jardim, e as suas, misturadas com metal e plantas são deslumbrantes. Elas podem ser espalhadas em um gramado gigantesco, assim como numa varanda de apartamento, se adaptando perfeitamente as diversas situações.
Vejam se não são lindas…
MP
Escultura cone
Escultura vagem
Escultura Frestas
Escultura Telúrica
Escultura Concêntrica
Escultura Respiração
Escultura Muralha
Escultura ovo
Abaixo vai o texto que Maritza escreveu explicando o conceito de seu trabalho, aqui ela demostra todo o seu lado poético e o de sua obra.
ESCULTURAS VIVAS
Uma nova proposta, esculturas com plantas: Formas geométricas e escultóricas da rigidez do metal com a leveza e singularidade das plantas. Formas, cores e texturas compondo um pequeno jardim ou um micro clima entre planos.
Essas esculturas sugerem a capacidade das plantas, de se adaptarem a aridez e rigidez do mundo civilizado. Adaptar-se ao meio ambiente degradado é o grande desafio da natureza. Darwin, com suas pesquisas incansáveis, desvendou a complexidade evolutiva das espécies, ocorrida ao longo de milhões de anos. Agora, estamos impondo a natureza um rompimento abrupto e irrecuperável.
Com o nosso olhar mais atento, podemos perceber que as plantas buscam se auto-solucionarem crescendo nas fendas das pedras, nos galhos de arvores. Quem já não se deparou com uma construção abandonada em que a natureza lentamente, no seu ritmo próprio, vai ‘’engolindo’’ aquela construção, brotando nas rachaduras das paredes, sobre os telhados como uma nova hóspede que chegou para ficar, e aos poucos toma posse das frestas, das fendas e dos cantos, numa maneira vigorosa e única de se adaptar.
Há uma tendência do desenvolvimento tecnológico, de criar construções cada vez mais orgânicas, com telhados e paredes verdes, buscando uma melhor qualidade de vida com o mix NATUREZA X HOMEM X VIDA MODERNA. Nas minhas esculturas busco essa harmonia que também é um contraste. O contraste do poder e vigor da natureza em busca da sua sobrevivência ao meio ambiente.
O homem caminha para um futuro altamente tecnológico, controlado e dinâmico, mas também poderá estar caminhando para a sua própria destruição. Somos totalmente ligados e dependentes da natureza é nela que buscamos serenidade e encontramos harmonia e paz. Cada vez mais, estamos conscientes da sua importância, mas paradoxalmente fazemos o caminho oposto, quando destruímos o meio ambiente, obrigando-nos a criar um mundo mais artificial. Nós, seres humanos de carne e osso originais, dificilmente estaremos preparados para esse mundo novo.
A tendência do desenvolvimento tecnológico segue um caminho de hibridação dos objetos e até mesmo dos seres humanos. Podemos ver homens que utilizam em seus corpos chips e outros artefatos que controlam seu estilo e qualidade de vida, transformando sua capacidade de viver, e praticar esporte, por exemplo. Já é possível utilizarmos em nossos corpos válvulas, marca-passo, próteses, chips, órgãos reproduzidos. Fazemos parte de um mundo tão cheio de poluições e radiações no mar, ar, subsolos e ingerimos alimentos altamente químicos e transgênicos. Como reagirá o nosso corpo? Nossa pele tão sensível, frágil, vulnerável ao sol e a radiação? Criaremos peles artificiais, digitais para suportar tantos desacertos? Seremos no futuro, homens de ligas metálicas e carbônicas? Seremos homens híbridos? Ou teremos o vigor da natureza para nos adaptarmos a esse meio?
Mas essa troca de pele quer dizer muito mais… Trocamos o relacionamento humano pelo digital. Nossas paixões, e encantos se voltam para celulares e lap tops metalizados, capazes de falar o que queremos ouvir, dispõem para nós, de imagens perfeitas da natureza, essa sim; nós amamos e a carregamos, para aonde formos, para olharmos a cada manhã ou a cada momento de ansiedade. Mas essa visão digital não nos proporciona a emoção do ao vivo, do tocar, do olhar, da presença, da pele que nos faz sentir o vento, a brisa, o calor, o frescor,… E nos emociona… Uma emoção que nos toca na pele e na alma.
RJ, Abril de 2013 Maritza de Orleans e Bragança
A exposição Ficará até dia 1 de junho na Galeria “Escritorio de Artes”
Convidei minha querida cunhada Manuela Sève de Waldner para escrever contando sobre o seu novo site de arte que acabou de lançar esta semana, “Geração Alpha” já promete ser um sucesso! É um site aberto a todo mundo que gosta de arte, basta se cadastrar para poder julgar, opinar e divuldar uma arte anônima que pode virar conhecida graças a você! E como dizia Andy Warhol: Todo mundo terá seus 15 minutos de fama neste site! Uma ideia genial que dará chance para vários artistas novos virarem sucesso! Se cadastrem já.. eu, MP, estou apostando no sucesso!
“Era quase inevitável uma volta ao mundo da arte. Antes de poder andar já era assídua em museus e galeria, as viagens infantis eram sempre intercaladas com visitas culturais, onde muitas vezes sequer entendia o que aquelas figuras na parede representavam. Porém, filha, sobrinha e prima de Galeristas e com uma mãe artista sempre senti algo especial ao entrar em um museu.
A ideia do site partiu muito do principio de, disseminar esse sentimento, tornar acessível e democrático um mundo que através dos anoscriou uma imagem de restrito,fechado e caro.
Nós somos o oposto. Uma comunidade virtual aberta a qualquer pessoa que se interesse em arte, cultura ou simplesmente veja algo que ache legal. Ao integrar esse mundo com objetos de dia a dia nos tornamos uma plataforma entre o novo, o consagrado, o conhecedor e o curioso.
Após quase 4 anos de mercado financeiro aprendi que os negócios de sucesso são feitos por pessoas que são apaixonadas pelo que fazem. Ao prover uma plataforma acessível a qualquer artista, julgada por qualquer pessoa eliminamos a arbitragem e o poder de mercado pulverizando as decisões. Algo similar ocorre todos os dias na bolsa de valores.
Manuela Sève de Waldner
Leonardo Dawadji
O site nessa fase inicial está captando novos artistas, se cadastre em www.geracaoalpha.com para receber a nossa newsletter que trará frequentemente novidades.
Tudo isso nasceu com uma troca de emails despretensiosa entre três amigos de mercado financeiro, uma semana depois começaram as conversas e com isso nosso time cresceu contando com uma publicitária/designer responsável por diversas campanhas de sucesso. E um mês depois…já estamos online. Acreditamos muito nesse projeto e vemos muito espaço para crescimento em um país como o nosso.”
Ai Paris… Paris é sempre um deleite total, e é das cidades que mais amo no mundo, talvez por ter morado durante 15 anos da minha vida lá… Falar desta cidade é sempre um prazer para mim, e hoje resolvi falar de um dos pequenos museus que adoro, que é o Museu Baccarat.
Baccarat sempre foi sinônimo de estilo e luxo, bom gosto e elegância e é a mais tradicional marca de cristais franceses e a mais prestigiosa do mundo.
OS CLIENTES
Seus clientes sempre foram os mais poderosos do planeta, desde reis como Louis XVIII, o Czar Nicolau II, os marajás do Rajastão, a casa Imperial do Japão, o presidente Roosevelt dos Estados Unidos , a família Rothschild, o Principe Charles, a família de Mônaco, a família Niarchos, e dai vai…
OS PRODUTOS
Que tal decantar um chateau Lafitte numa garrafa de cristal Baccarat? Nada mal, né?
O vidro Harcourt foi criado em 1841 e é um” best seller” absolutamente atemporal. Os design vão dos mais clássicos ao mais clean como a linha Vega, que é a única que tem taças coloridas. SÓ NÃO SE USA TAÇAS COLORIDAS PARA VINHO TINTO, APENAS TAÇAS BRANCAS! Na Baccarat você pode até criar sua própria linha!
Maravilhosas garrafas de cristal!
copos de vinho de vidro Harcout
Os lustres de cristal são espetaculares e foram os primeiros a serem feitos eletrificados no mundo! As jóias, acessórios e relógios são um sucesso e sempre desenhados por grandes artistas como Salvador Dalí, André Putman, Cristian Tortu, César…todos inspirados na grande magia do cristal.
Um dos deslumbrante lustre de cristal Baccarat no Palacio DALMABAHGE em Istambul.
O MUSEU
O museu foi criado em 2004 na lendária casa da Viscondessa de Noailles, ( primeira foto),Marie Laure de Noailles, que foi sem dúvida um dos maiores ícones de Paris do ponto de vista mundano e social. Deu as festas mais deslumbrantes e extravagantes da cidade, misturando sabiamente diplomatas, princesas, atores, artistas e políticos que o mundo inteiro sonhara em conhecer. Foi também uma grande colecionadora de artes com seu marido Charles de Noailles. Foi a primeira a colecionar Mondrian, a lançar Salvador Dali, assim como Man Ray, Mallet e outros, e se seu “Hotel Particulier” falasse, teria mil e uma histórias para contar…
Sala de baile Marie Laure de Noailles
Baccarat contratou o excêntrico Phillippe Starck para um audaciosa reforma e realmente ele soube harmonizar a arquitetura do seculo XVIII com a contemporânea e ficou um espetáculo! Sou louca pela sala de baile “Marie Laure de Noailles“, pois seu decor parece ter saido do filme “O Leopardo” de Luchino Visconti. Lugar de sonhos para se dar uma festa…aliás saibam que se pode alugar.
Realmente é um programa imperdível e cada vez que vou a Paris dou um pulinho lá só para lembrar que a vida é bela…