Arte e Cultura

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SP ARTE 2013: PROGRAMAÇO!

Começando minha divina peregrinação

 

Sexta passada fiz um semi “bate volta” pra Sampa, por conta de um compromisso. Sortuda, consegui encaixar, na correria que foi, uma ida relâmpago à maravilhosa SP Arte 2013. Infelizmente, não deu pra visitar todas as galerias, a vida é quase perfeita…

 

Ibirapuera em dia de festa: translumbrante!

 

Mas considerei um privilégio ter passado por lá, uma tarde linda, Ibirapuera em festa e sempre de uma beleza retumbante. Totalmente tomado pelo tamanho da mostra, este ano foi a maior de todas, adorei meu pitstop.

 

By Anish Kapoor: sempre um must!

 

E como não podia deixar de ser, fiz pra vocês uma pequena seleção de algumas das muitas preciosidades que vi por lá. Quero frisar que meu olhar é totalmente leigo e despreocupado, por isso escolheu estas peças, aleatoriamente.  BN

 

TELAS, DESENHOS E CIA:

Marc Chagall: se fose grande era peça de museu!

 

Pablo Picasso: a assinatura do mestre!

 

O grande Antônio Dias!

 

De Paulo Climachauska: visual!

 

De Delson Uchôa: Explosão de cor!

 

De Rafael Carneiro, este quadro é óleo sobre tela! Curti.

 

Colagem de Francesco Vezzoli: Retrato de Sophia Loren, feito em cima de um trabalho do mestre De Chirico!

 

Do gênio fun Roy Lichtenstein!

 

Um estudo do meu muso de Kooning!

 

FOTOS E CIA:

Esta Ione de Freitas é fotografia e vintage: de 1974. Estava no stand da Bolsa de Arte

 

Da Claudia Jaguaribe: bonito!

 

Esta fotografia é linda é da Marina Abramovic e tem uma veersão life que é viciante!

 

Esta fotografia de Marco Maggi me lembrou o clima de Magritte!

ESCULTURAS:

Jesus Soto, nos recebia na entrada, no stand da Galeria Ipanema!

 

Lasar Segall que é uma “tetéia”: “Duas amigas”.

 

Micro Sérgio Camargo que é uma grandeza!

 

De Marçal Athayde

 

De Ascanio MMM: lindas para um jardim!

 

Mestre Calder!

 

Gamei neste escultor: Marc Quinn

 

Adorei este arvore/escultura do romântico jardineiro André Feliciano!

 

Barrão, sempre arrebentando, na galeria Silvia Cintra!

 

Linda esta escultura de Monica Piloni, que pra mim lembrou a famosa cabeça de Nefertiti.. Mas a melhor definição veio de minha amiga querida Fernanda Basto: “Mulher sundae”. Faz todo sentido, como diria o Ancelmo…

 

Adorei esta escultura toda feita em material cirúrgico, por Nazareth Pacheco: Atração fatal! Galeria Luciana Caravello.

 

Achei que dá um lindo centro de mesa de jantar: Comer com arte é tudo!!! De Nelson Lerner, na Silvia Cintra!

 

De Florian Raiss: bárbaro!

 

Sou louca por Jorge Mayet!

 

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PASSEANDO PELO PAÍS DAS MARAVILHAS…

 

Lily e Isabel: anfitriã impecável e “hóspede” encantada pela noite “in wonderland”! BN

 

Hoje quem assume este teclado é minha filha, Isabel, pra nos contar as maravilhas do reino de Alice e seu país… Sigam com ela! BN

 

Inspiração forever!

 

ISABEL:
“Dedico este post a uma amiga muito querida…

Nos conhecemos desde pequenas, ela é uma das memórias que tenho da minha infância carioca… Como cada uma morava num canto, acabamos perdendo o contato… Mas por sorte do destino, tivemos a grande chance de nos reencontrarmos esse ano… E mal sabia eu que este seria um dia tão incrível!
Lily, muito obrigada pelo convite, words can’t express…

 

Alice’s Adventures in Wonderland 

Amo um bom filme da Disney… Nada mais mágico do que ficar viajando por ali e fingir que tudo aquilo existe… Afinal de contas, quem não gostaria de um lindo tapete voador para dar uma voltinha, de vez enquando, ao lado do seu “true love”… Ou de uma fada madrinha aparecendo, na hora certa, para um “extreme make over” e te levar, linda-maravilhosa, para conhecer o príncipe dos seus sonhos…. Ou quem sabe até fugir, para Neverland, sem ter que preocupar-se com o medo de avião, porque com um simples pó mágico você vai voando para lá, é claaaro!

São vários “happy endings”, príncipes, princesas, fadas… Mas de todas estas lindas histórias, tem uma particularmente especial… Nela, tudo não passa de um sonho, por isso é a única que, de fato, pode acontecer…

Em 1951, Walt Disney estréia “Alice in Wonderland”, baseada na obra do inglês Lewis Caroll… O enredo, como sabemos, retrata o sonho de Alice e transporta o leitor/espectador para um mundo sem nexo, aonde a imaginação tem todo o espaço e liberdade… Os personagens são muitos, a história fantástica e os cenários inovadores… Tudo que o Royal Ballet precisava para montar um grande espetáculo! E foi para vê-lo, no Royal Opera House, que a Lily nos convidou.

 

 

Cada detalhe, extremamente criativo, me dava arrepio… Seja a coreografia do fera Christopher Wheeldon, o cenário de Nicholas Wright, o figurino de Bob Crowley ou a música de Joby Talbot… Tudo era perfeito e, confesso, me emocionei em alguns momentos… O primeiro deles foi quando as bailarinas “Flores”, do mundo de Alice, entraram pela platéia, enquanto pétalas caiam do teto do teatro!

 

 

Me perguntava como eles iriam representar algumas cenas, tipo a parte em que Alice espicha ou quando ela diminui! E a cada mistério revelado, eu ficava boquiaberta… Um telão foi a chave para as cenas complicadas, tudo muito bem pensado, simplesmente genial!

 

 

O ballet conta com três atos que passam voaaaando! Durante a apresentação, risos e aplausos tomavam conta da sala ocupada por pessoas de qualquer idade! Sucesso total!

 

 

De vermelho da cabeça à sapatilha, a Rainha de Copas ganhou o público com a sua atuação cômica e sua presença de palco! 

 

 

Para o chapeleiro maluco, a dança escolhida foi o sapateado… Tudo a ver! 

 

 

O Gato chega majestoso e em grande estilo, todo fragmentado em listras, carregadas por bailarinos!

 

 

Um toque indiano: quando o lagarto entra em cena, do figurino a música, o are baba impera… Visual! 

 

E voltando ao começo, quando eu disse que gostava de acreditar em histórias da Disney, aonde o “impossível” acontece… Bingo!

Somos levadas, pela nossa querida Lily, para aplaudir os bailarinos no “backstage”,  com direito a um tour pelo encantador cenário de Alice!

 

 

Maria provando o chá da Rainha… No caso a de copas! BN

 

O bule mais famoso da face da terra…BN

 

 

 

 

Lily, Mary e eu com o adorável Richard !

 

Pensando bem, será que tudo não passou de um sonho?!” ISABEL

 

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A LINDA OBRA POÉTICA DE LÉLIA COELHO FROTA!

 

Meu atual livro de cabeceira!

 

Passei grande parte da vida complexada por não conseguir ler poesia, eu que amo ter um livro por perto pois considero este o melhor companheiro, depois dos humanos.

 

Por muito tempo tive dificuldades em ler poesia que hoje é um dos meus relaxantes mais eficientes!

 

De anta pra baixo, os auto-adjetivos eram diversos até o dia em que, me deliciando com o maravilhoso “Uma Vida Entre Livros”, do grande José Mindlin, onde ele conta a Odisséia de sua memorável biblioteca, descobri que Guita Mindlin, sua divina companheira e braço direito, sofria do mesmo mal que me assolava até então. Adotei o seu engenhoso método, ler em voz alta, que me caiu como uma luva, e hoje a poesia funciona como elixir para inebriar minha alma, em dia de esgotamento.

 

Aprendi um truque infalível para ler poesia, num liro de José Mindlin: recitá-la em voz alta, muda tudo!

 

Por isso, vibrei com o maravilhoso “Poesia Reunida, 1956 – 2006”, de Lélia Coelho Frota, lançamento da editora que o BLOG louva, a Bem-Te-Vi, coletânea divina de uma das maiores poetizas brasileiras do século XX. O texto é de uma tal riqueza, que passo a palavra aos mais habilitados, para comentá-lo.

 

DOS EDITORES:
“Até a data do cinquentenário da primeira publicação de Lélia CF, em 2006, quando ela própria reuniu os poemas, os livros já publicados e estabeleceu o que está neste livro como o códex da sua obra poética, como era próprio dela, a organização do pensamento e da criação, antes de tudo para uma apreciação mais perfeita”.

 

Heloísa Buarque de Holanda fala sobre “Poesia Reunida”, ouçamos:

DE HELOÍSA BUARQUE DE HOLANDA:
“O que mais asusta no conjunto da obra de Lélia CF, que a leitura deste volume agora nos permite, é a quantidade e diversidade de construções, falas, procedimentos, tonalidades, ritmos e universos semânticos, que a poeta habita e dispõe com displicente naturalidade. Hoje, os novos poetas de certa forma replicam esse procedimento, mas seguramente em outra direção””.

 

Lélia Coelho Frota, poeta divina e uma das fundadoras da Editora Bem -Te-Vi, que edita uma maravilhosa coletânea de sua poesia, com uma prévia seleção da autora: luxo só, como podemos constatar no texto abaixo.

 

UMA “PALHINHA” DE LÉLIA CF:

“RECÉM-CASADO”:
“É pelos corpos que nos perdemos
de nós mesmos, para nos ganharmos.
É pelo beijo que nos despedimos
para nos encontrarmos pelos olhos.
É pela pele que escaldamos
o que em nós havia de secreto:
e é o nosso corpo entregue um corpo estranho
pois pertence só a quem amamos
por quem morosamente devassamos
o alheamento da carne-
o barqueiro, o pastor que a atravessa
num profundo arremesso vagaroso
levantando ondas, ondas, ondas e ervas
a subir e descer vagas e montes
levando-me com ele à raia clara
onde água a quebrar-se eu me constele
na sua barca, conduzida à praia.”

 

Está deslumbrado? Pois a coletânea tem esta maravilha e muito, muito mais. Eu recomendo, pra ontem!!! BN

 

Não resisti à esta última informação: pra quem chegou agora, Lélia era “avó” dos ícones “Carminha e Tufão” e mãe de um dos maiores gênios da tele-dramaturgia brasileira: João Emanuel Carneiro. What a DNA!!!!!

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CRISTO É VIVO!

 

Bom dia!
“CRISTO É VIVO” diria eu para vocês se estivéssemos hoje, domingo de Páscoa, na Rússia Imperial. E a vossa resposta seria: “ELE É VIVO DE FATO!”

 

 

Aprendi esta saudação, e muito mais, no maravilhoso livro “Os Ovos de Fabergé”, de Toby Faber, Editora Record. A pretexto de contar a vida e obra da família de joalheiros Fabergé, ele acaba tecendo o fio da meada da revolução russa de uma maneira inusitada, até seu fatídico final, sem perder de vista a interessante história da casa de jóias mais importante do país e seus preciosos ovos.

 

Alguns dos 54 “Ovos Imperiais” que Fabergé fez para a família real russa. Sobreviveram 46, espalhados mundo afora.

 

Que não por acaso foram inventados pelo tzar Alexandre III, na Páscoa de 1885, quando encomendou o primeiro, o ovo “Galinha”, para presentear sua adorada Maria Feodorovna, transformando em jóia a tradição ancestral da troca de ovos de galinha enfeitados no dia da comemoração da Ressurreição de Cristo, símbolizando a vida renovada pela “esperança da passagem”, na festa religiosa mais importante da Igreja Ortodoxa russa.

 

O ovo “Galinha” : o primeiro dos ovos imperiais, encomendado por Alexandre III na Páscoa de 1885, inaugurando o último sinônimo de esplendor da Rússia tzarina. Aparentemente sem mais, a grande surpresa é que o ovo, copiando uma boneca “matrioshka”, continha esta gema acima, feita de ouro e dentro dela uma galinha, idem, idem.

 

O “Ovo Militar em aço”: o último a ser feito, na Páscoa de 1916, presente de Nicolau II a imperatriz Alexandra. A surpresa do ovo é esta miniatura de quadro sobre cavalete, que mostra uma cena de Nicolau II junto com seu filho e herdeiro Alexei, debruçados sobre mapas com oficiais de alta patente, já que estavam em plena Primeira Guerra.

 

O requintado presente acabou tornando-se obrigatório, na família real, até a abdicação de Nicolau II ao trono da águia bicéfala, em 1916. Um a um, somente os ovos imperiais vão sendo descritos no livro com minúcia de detalhes, uma leitura curiosa e rica. Adoro pontos de vista pitorescos para antigas histórias, têm sempre a acrescentar.

 

Este é Peter Carl Fabergé que comandava a joalheria russa mais emblemática, na época dos “Ovos Imperiais”!

 

Fabergé produziu, em tese, 69 ovos, sendo 54 os chamados imperiais, isto é, os encomendados pelos tzares Alexandre III, seu idealizador, e Nicolau II, que prosseguiu com o hábito paterno, até sua renúncia ao trono. Os temas, pra confecção dos ovos, giravam em torno de datas comemorativas do império, referências à vida pessoal da homenageada ou ainda tradições russas.

 

A linda tzarina Maria Feodorovna a inspiradora do luxo dos luxos, os ovos Fabergé!

 

A Imperatriz Alexandra Feodorovna, deslumbrante e também musa inspiradora.

 

As tzarinas Maria Feodorovna e Alexandra Feodorovna foram as únicas inspiradoras e “recebedoras” do presente pascal mais requintado da face da terra, os ovos imperiais de Fabergé, eles o último sinônimo de esplendor da Rússia czarista. BN

 

ALGUNS OVOS ENCOMENDADOS POR ALEXANDRE III:

O “Ovo Relógio da Serpente Azul”, de 1887, no qual a lingua de uma serpente indica a hora, é lindo em seu trabalho de esmalte espetacular. Este e o ovo “Galinha” foram os únicos que sobreviveram, da década de 80.

 

O lindo ovo “Memória de Azov”, presente da páscoa de 1891 de Alexandre para Maria… O grande barato é que eles sempre traziam uma surpresa em seus interiores.  Aqui, é o lindo navio em que viajavam os dois filhos do casal real, na época da Páscoa.

 

 

Ovo “Palácios Dinamarqueses” de 1890, de Alexandre para Maria, relembra a terra natal da tsarina e é feito de liga tonalizada de ouro, coberta por esmalte absolutamente polido: Hi tech!

 

Um lindo mini biombo com cenas da Dinamarca era a surpresa do ovo acima. Até hoje nossos ovos de chocolate copiam esta prática de presentes velados.

 

ALGUNS OVOS ENCOMENDADOS POR NICOLAU II:

O lindo ovo “Coroação” que Nicolau deu para a imperatriz Alexandra, em 1897, comemorando a deles, é considerado por muitos, a obra-prima de Fabergé.

 

O espetacular ovo de 1900, “Transiberiano”, que trazia como surpresa a réplica miniatura do trem, em ouro maciço: celebra o feito que permitiu à Rússia dominar os mercados da Ásia, “das praias do Pacífico aos pés do Himalaia”.

 

Em 1901, Nicolau presenteou a mãe Maria Feodorovna com o ovo “Palácio Gatchina”, baseado na sua casa de veraneio.

 

E no mesmo 1901, o ovo de Alexandra foi o “Flores Selvagens”. Flores para Alexandra, gravidérrima da sua quarta filha, Anastasia.

 

O deslumbrante ovo de 1903, “Pedro, o grande” quem ganhou foi Alexandra, comemorando os 200 anos a fundação de São Petersburgo pelo tsar Pedro, o grande.

 

O ovo “Kremlin”, de 1906, foi dos mais elaborados, representa a linda catedral Uspenski.

 

Ovo “Iate”, de 1909, que comemorava o novo barco do casal real.

 

Para Maria Feodorovna, em 1910, o ovo “Alexandre III Equestre” fez a sua Páscoa, pois relembrava seu adorado marido.

 

O “Ovo Inverno”, da Páscoa de 1913, foi concebido por Alma Pihl, das poucas mulheres que desenharam para a joalheria. Encomendado por Nicolau II para a mãe Maria Feodorovna: dos mais lindos!

 

Que vossa Páscoa seja muito especial e que nós todos, de alguma forma, renasçamos com ela.
Beijos das 40FOREVER AC, BN e MP

 

 

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