Segundo Lavoisier, “Na natureza nada se cria, tudo se transforma”;
Pra NYC, “Tudo o que foi criado pode ser reinventado”;
E pro piadista brasileiro, “Na natureza nada se cria, tudo se copia”.
Minha companheira de viagem e amiga adorada Elza Pereira, posando comigo na HighLine!Em alguns trechos, os trilhos cortam o jardim suspenso!
Se juntarmos as duas primeiras premissas, damos no maravilhoso “High Line”, um divino parque linear suspenso, na West Down Town de NYC, com 2.3 Km de comprimento, numa área que vai de Meatpacking à Chelsea, com uma vista privilegiada do Rio Hudson: melhor lugar pra passear impossível.
Podemos tomar um café ou drinks curtindo este visual!Também podemos ter a vista das ruas de Manhattan!
E onde entra a piada da terceira frase? pensei em lugares igualmente “obsoletos” de nossas lindas cidades, como era a antiga “New York Railroad”, uma ex estrada de ferro suspensa, no lado oeste de Manhattan, que virou este divino parque que contei acima, fruto da criatividade aliada à boa vontade da administração pública e ajuda privada.
Uma das estações aonde passava o trem…A High Line vista de baixo…Os trilhos misturados ao jardim suspenso…Nesta imagem da pra imaginar o percurso da estrada de ferro!
Trata-se de uma das atração que mais gosto, em Nova York, em dia de tempo bom. O percurso vai ligando, com seus nove acessos, o circuito das galerias de arte à parte mais descolada da cidade. Inaugurada em 2008 o sucesso foi tal que também provocou, ao longo de sua extensão, o renascimento urbano de um pedaço decadente da ilha. Bom pra se inspirar…
Os prédios ao longo do percurso viram anteparo para obras de arte, como é o caso deste linda escultura chamada “Broken Bridge”, do artista plástico de Ghana, El Anatsui, que ficará exposta até o final do verão 2013 . Eu, sortuda, tenho o privilegio de receber explicações sobre o artista, do grande jornalista e crítico de arte, nas horas vagas, Merval Pereira!Ou este inspirado anúncio, também usando o auxílio de prédio!Tem até um simpatícíssimo anfiteatro, suspenso bien sûre, onde as pessoas sentam pra bater papo, comer e ver a vista abaixo…. Resumindo, “all is entertaiment”!Vista que se contempla do anfiteatro…
Tudo isso pra contar sobre o dia delicioso que passei por lá, entrando e saindo de galerias, flanando por esta parte mais boêmia da cidade e descobrindo mares nunca dante navegados.
Quanto ao parque, que delícia passear por este jardim suspenso acoplado à uma visão surreal do River Side. Fiquem com fotos do mobiliário de High Line que também são uma atração.
Esta é Nova York, sempre nos surpreendendo! BN
Amei o design deste banco!Bancos que mais parecem esculturas…Generoso bancão…A criatividade dos canteiros móveis!Amei esta chaise long que se locomove por trilho…Detalhe…
A galeria Luciana Caravello Arte Contemporânea vai começar o ano com a exposição “Trançando o real…” dos irmãos Fernando e Humberto Campana. A exposição abriu na quarta-feira dia 23 de Janeiro, com curadoria do WaldickJatobá e cenografia do arquiteto croata Marko Brajovic.
Estão expostas cadeiras, móveis e objetos em vime (natural e sintético), todos em edições limitadas, handmade e inéditos no Rio.
O vime remete ao início da carreira dos consagrados irmãos Campana e, foram as peças feitas com esse mesmo material que os rendeu o título de designers do ano na Design Miami de 2008.
“Nas mãos criativas de Humberto e Fernando, o vime – trançado, resistente e de origem vegetal, ganha novas formas, torna-se real. Aparecem relevos que dão origem a cadeiras, bancos, luminárias”.
Waldick Jatobá.
A exposição está sensacional e vale a pena dar uma passadinha…é um belo programa para esta semana.
Fernando CampanaHumberto campana, Luciana Caravello, José Wilker e Claudia Montenegro
Humberto Campana e Ana Buarque de Holanda.
Luciana Caravello, Waldick Jatobá e Katia D Avilez.
Ronaldo Simões e America Cavallieri.
Fernando Campana, Maria Jõao Bustorff, Humberto Campana, Katia d Avilez
Cristóvão Colombo quando chegou a América, onde hoje é Cuba, encontrou índios fumando folhas de tabaco entrelaçadas. Alguns estudiosos acreditam ser esta a origem dos charutos, o tabaco já fazia parte da vida destes índios nos rituais, magia e festividades. Estes charutos eram chamados pelos índios de COHIBA, hoje nome de uma das marcas mais caras e respeitadas do mundo assim como Monte Cristo, Romeo e Julieta e Partagas.
Cuba é o lugar ideal para o cultivo das folhas de tabaco e a região Pinar Del Rio está para a fabricação de charutos assim como a região de Bordeaux está para a produção de vinhos na França.
Personagens célebres da história são frequentemente associados ao hábito de fumar charuto. O mais famoso fumante de charutos que já houve foi sem dúvida Sir WinstonChurchill que inclusive teve seu nome dado ao tipo de charuto que fumava habitualmente. O primeiro ministro britânico iniciou este habito quando, como jornalista, foi fazer uma reportagem sobre a independência de Cuba da Espanha e se apaixonou pelo fumo.
Sir Winston Churchill
Outros famosos que adoravam fumar charuto eram John Kennedy, Alfred Hitchcock eSigmundFreud que atribuía sua calma e concentração durante o trabalho aos charutos.
John Kennedy.
Sigmund Freud
As mulheres também aderiram ao hábito de fumar charutos, Greta Garbo, conhecida pela sua vida solitária, tinha os charutos como companhia. Linda Evangelista e a atriz Demi Moore são vistas constantemente fumando charutos assim como minha queridissima Gisela Amaral. Existem charutos recomendados ao público feminino como as cigarrilhas e os charutos de fumo claro , que são mais suaves.
Demi Moore
Hoje em dia, apesar da patrulha anti-tabagista é cada vez mais comum a degustação de charutos após as refeições. Aqui no Rio temos um lugar divino para fumar, uma verdadeira charutaria chamada Esch Café em pleno Leblon, ou também no centro da cidade é um lugar super agradável e divertido e onde se acha os melhores charutos do mundo. Aconselho, para os amantes de charuto, dar uma passadinha por lá! É imperdível!
Esch Café
Rua Dias Ferreira 78 A tel; + 55 21 2512 5651. Rio de Janeiro
Rua Do Rosario 107 tel: + 55 21 2507 5866. Rio de janeiro
Alameda Lorena 1899 Tel + 55 11 3062 2285. São Paulo
O Professor Deonísio da Silva nos presenteia com um artigo sublime! Você já parou para refletir sobre o acaso na sua vida?
Imperdível!
AC
“A Humanidade deve muito a ações planejadas, mas deve muito também ao acaso. Basta lembrar que a penicilina foi inventada por acaso.
Já a talidomida não vitimou ninguém nos EUA porque estava no lugar certo a pessoa certa: a farmacologista Frances Kathleen Oldham Kelsey trabalhava na poderosa FDA (Food and Drug Administration) e sustentou, quase sozinha, que havia dúvidas sobre a segurança de uso do medicamento.
Quando as anomalias apareceram (bebês sem braço, sem mão etc., enfim com graves deformações), sua heroica atuação foi reconhecida: ela recebeu a condecoração President’s Award for Distinguished Federal Civilian Service das mãos do presidente John F. Kennedy, em 1962.
Estamos no começo de mais um ano e proponho a seguinte reflexão: quantas vezes o acaso deu certo em sua vida? Você presta atenção ao acaso? Ele tem suas leis, que desconhecemos.
Vamos a sete acasos famosos.
1. Em 1977, um engenheiro da 3M foi encarregado de produzir um novo adesivo, bem resistente. Foi um fracasso. Resultou num aderente muito fraco. Mas tornou-se um êxito comercial em outra função. O engenheiro viu que um colega de trabalho na Mineração e Manufatura de Minnesota (a famosa 3M), estava usando pedaços do adesivo que não dera certo: marcava as páginas dos cantos do dia no coro da igreja que ambos frequentavam. Para aquela função o poder de cola era suficiente. E surgiu o post-it.
2. John Pemberton vendeu por 2.300 dólares os direitos de um xarope que inventara para a dor de cabeça. O remédio não funcionou, foi um fracasso para a enxaqueca, mas sua fabricação resultou num outro produto, de consumo de massa, um dos mais vendidos em todos os tempos: a Coca-Cola.
3. Fred Smith tirou nota baixa em sua dissertação de mestrado. A banca avaliou que não era boa idéia usar aviões exclusivamente para transportar correspondências, sem levar nenhum passageiro. Em 1973, o ex-aluno demonstrou na prática que estava certo. Fundou a Federal Express (FedEx), a primeira companhia a fazer nos EUA o que o correio brasileiro também já faz há alguns anos, com o nome de Sedex: entregar a correspondência ao destinatário no dia seguinte ao que foi despachada. A empresa do ex-aluno hoje faz entregas em 220 países.
4. Em 1946, Perry Spencer, engenheiro da Raytheon, testava um gerador de alta freqüência. Gostava de comer chocolate e trazia uma barra no bolso. Percebeu que a guloseima derreteu-se em determinado momento. Nascia o forno microondas, que no início era de tamanho descomunal, como ocorreu com os computadores, mas em 1967 os fornos já eram vendidos para uso doméstico nos EUA e hoje são vendidos por menos de um salário mínimo no Brasil.
5. No mesmo ano de 1946, Louis Réard tinha inventado o maiô de duas peças e precisava de um nome para lançar o novo traje de banho. Estavam sendo testadas armas atômicas no atol de Bikini e ele resolveu aproveitar a palavra que estava na mídia para denominar a nova peça do vestuário feminino. Nascia o biquíni.
Ursula Andress, inesquecível, num dos filmes de James Bond!
6. Depois de um passeio pelo campo, George de Mestral trouxe um carrapicho para casa e resolveu estudar a razão de o capim grudar-se daquele modo. Nascia o velcro.
6. Ruth Handler observava sua filha brincar de boneca e propôs a seu esposo uma idéia que ele considerou maluca: fazer uma boneca diferente, não mais uma criança, mas uma representação de mulher adulta. Anos depois, viajando pela Alemanha, Ruth viu que uma boneca chamada Lili, destinada ao público adulto, era comprada também para as crianças, que se divertiam trocando a roupa de Lili.
Ruth comprou os direitos da boneca alemã, fez algumas modificações e assim, em 1959, nascia a Barbie, apelido de Bárbara, filha de Ruth. Comercializada em mais de 140 países, a boneca já vendeu mais de 800 milhões de unidades.
A primeira Barbie, 1959
7. O primeiro computador de uso doméstico foi projetado para vender 200 mil unidades em cinco anos. Vendeu 241.683 unidades no mês do lançamento. E hoje não vivemos mais sem ele. Nele escrevi este texto, nele enviei para a redação, nele foi editado e nele você o está lendo.
O poeta latino Ovídio escreveu o seguinte sobre o tema: “O acaso é sempre poderoso. Mantenha o anzol sempre pronto. No instante mais inesperado, você encontrará o peixe”.
Ovídio
PS. Dica de livro: “Ideias Vip”, ainda sem tradução no Brasil. Uma das orelhas informa que seu autor, German Castaños, é colunista de Emprendedores News, um dos portais da internet, em espanhol, mais visitados. Seu tema preferido é a criatividade empresarial. O pequeno volume, de apenas 116 páginas, traz como subtítulo: Casos extraordinários de criatividade e inovação. Nele vêm narrados casos de ideias que, dando errado, acabaram dando certo por outros caminhos. Triunfou o acaso.
*Deonísio da Silva, escritor e professor, Doutor em Letras pela USP, é Vice-reitor de Extensão da Universidade Estácio de Sá, no Rio. Faz coluna semanal de Etimologia na revista CARAS.