Luiz teve a idéia de aproveitar as casquinhas dos brownies que comercializava, enlata-las e viciar a gente: vejam que delícia…
“Em uma época não muito distante, casquinha de brownie e latas não eram aproveitadas. Aí veio o Luiz e juntou os dois. Nascia assim, o “Veneno da Lata”, diz o rótulo da embalagem desta “ambrosia” versão chocolate: achei quase poético…
O famoso “Brownie do Luiz”, com seu sabor divino, “crocância” perfeita e ar super caseiro, abastece as casas e alguns restaurantes dos antenados da cidade, virando sobremesas incríveis… Mas o Luiz, moderníssimo, quis mais e resolveu comercializar, também, as cascas que sobravam dos maravilhosos brownies que vende, em pequenos ou grandes pedaços, Brasil a fora.
Esta lata super, bem lacrada, preserva os maravilhosos brownies por, no mínimo, 15 dias. Para comermos aos bocados…
Surgiu assim a oitava maravilha do mundo contemporâneo, na figura destas cascas de brownie super bem embaladas e lacradas em latas que lhe dão uma sobrevida de 15 a 120 dias, dependendo de como forem conservadas.
Experimente, é um dos vícios aqui de casa. Sou eternamente grata à minha querida amiguinha, Maria Fernanda Cortes, que me deu esta preciosa dica. BN
ONDE ACHAR: PARA OS CARIOCAS: CASA CARANDAÍ RUA LOPES QUINTAS, 165- JARDIM BOTÂNICO TEL: +55 21 3114 0179
Fui à abertura da imperdível exposição Um Outro Olhar, último segmento de uma trilogia que sucede duas outras mostras panorâmicas, do maravilhoso acervo do jornalista Roberto Marinho, reunido ao longo de quase sete décadas.
Stella Marinho, linda, num óleo de Portinari, abre a exposição: tema Figuras e Retratos!
“Lagoa de Abaeté” , de Pancetti, 1957, tema “Paisagens e Naturezas mortas”: amei!
“Santa Cecília”, pintado em 1954, é o Portinari mais colorido que já vi! Em “Religião”.
Amei este clima de “Piscina”, de Milton da Costa, 1942, encaixa-se no espaço “Trabalho, Infância e Esporte”.
Linda composição: “Garrafas”, de Iberê Camargo, 1957, que é mais um representante do tema “Naturezas Mortas”.
Instalada no lindo Paço Imperial, seu primeiro andar abriga obras primas do modernismo brasileiro que foram divididas por assuntos como figuras e retratos, paisagens e naturezas mortas, flores, fauna, religião, etc, cada um com seu espaço, formando conjuntos belíssimos, resultado do somatório de unidades preciosas, cuja cadência está no extremo bom gosto e qualidade das obras. “A coté”, um espaço com santos e talhas barrocas sacras deslumbrantes, reforçam a brasilidade do que está exposto.
Mestre Athayde está na sala de santos e entalhes do barroco brasileiro e português.
No segundo andar, o impacto do conjunto das obras do “abstracionismo informal”, da coleção Roberto Marinho, enchem nossos olhos e indicam que o futuro sempre esteve presente e norteou sua formação.
Tríptico deslumbrante de Bandeira: “Panorama”, 1964.
“Um Outro Olhar almeja promover o reencontro com os excelentes artistas que integram a coleção, alguns deles ausentes das nossas galerias há tempos, e encorajar a formação de novos olhares sobre um período tão rico da arte brasileira”, explica seu curador, Lauro Cavalcanti.
Tomie Ohtake poderosa e divinamente bem conservada, aliás como toda a coleção.
Fotografei a sala que mais me encantou, FLORES, para vocês irem entrando no clima… Programa mais que legal para este fim de semana! BN
Sala das flores, onde pontificava um bouquet capotante… Seu “recheio” vem a seguir!
A SALA DAS FLORES: ME ARREBATOU!
Bouquet de Vitório Gobbis, 1932.
Bouquet translumbrante de Guignard, 1957.
Outro Guignard mara!
“Flores com fundo azul”, de Portinari, 1950.
A vez do grande Di Cavalcanti e seu bouquet de 1938.
Outro bouquet e do mesmo Di, dez anos depois: 1948.
Super lindo este Roberto Burle Marx, de 1940.
PAÇO IMPERIAL: Praça XV de Novembro, 48 Centro Rio de Janeiro
De 14 de junho a 11 de agosto 2013 Terça a domingo 12h às 18h
A linda Istambul, terra de tantas histórias e extrema beleza!
Quando vejo, nos noticiários, os últimos acontecimentos na Turquia, meu coração fica muito apertado..
Estive lá, ano passado, com minha família. Nesta foto, estão as mulheres de minha casa: Maria rodeada pelas 3 “Isabéis”, Bel, BN e Isabelzinha, nas ruas de Istambul…
Sou perdidamente apaixonada por este país intransitivo (veja posts), encruzilhada do mundo, palco de episódios grandiosos da história da humanidade, por onde muitos passaram e passarão: torço, fervorosamente, para que a eterna Constantinopla volte a sorrir.
Que a pomba voe por cima deste país mágico que é a Turquia e que a paz volte a reinar por lá!
Mistura do antigo com o novo, do passado com o efervescente século XXI, as ruas de Istambul são um resumo desta ópera. Ao perambularmos pela cidade, que é mágica, somos confrontados o tempo todo, com uma doce realidade: ícones do mundo globalizado não sufocaram antigos hábitos urbanos, que seu povo gentil faz questão de preservar, ali e para sempre, conectando o passado com o presente, e não deixando ninguém esquecer que a TURQUIA É FOREVER! Vejam nas fotos… BN
DIFERENÇA NA VIZINHANÇA:
A tradicional Rua Pera: a mais representativa e animada da cidade!
Contraste: Nisantasi, o bairro mias chic da cidade, que poderia ser em qualquer grande cidade européia…
DIFERENÇA DE COMÉRCIO:
Amo vendedores ambulantes como este: “Kestames” quentinhas no inverno vão muito bem…
… Ou este, que nos ofereceu um mingau de baunilha quentinho e delicioso!
… E que tal estes dois vendedores, que rezamos pra encontrar todo dia, pois fornecem o chá mais charmoso da face da terra!
E que tal este engraxate chiquérrimo, que deu o maior trato na bota da Maria?!
Existe também o comércio ultra sofisticado de shopping como este: Instine Park, o mais bombado da cidade!
DIFERENÇA NA HORA DE COMER:
Sou viciada num suculento kebab, meu almoço, nos dias em Istambul…
… Mas não por falta de opção: lá é um celeiro de restaurantes alinhados!
CONTRASTE NOS “SHOPPINGS”:
O maravilhoso Gran Bazaar, “shopping center” mais tradicional e chic do mundo, e sua arquitetura inesquecível…
O interior do Instiye Park: não poderia ser também em Dubai?!
A obscura princesa alemã, Sofia Augusta Frederica de Anhalt-Zetbst- Dornburg, que foi levada pra Rússia com 14 anos para tornar-se Catarina, a Grande!
Quer uma maravilhosa dica de livro, para o próximo fim- de- semana? Eu tenho uma imperdível…
Eis meu atual livro de cabeceira: imperdível!
Trata-se de “Catarina a Grande, Retrato de uma Mulher”, Editora Rocco, do historiador americano, Robert K. Massie, especialista em história russa e ganhador de um Prêmio Pulitzer, pela biografia de “Pedro, o Grande”.
O Tsar Pedro III, marido de Catarina e trampolim para sua ascensão ao trono russo!
Além de um trabalho árduo de pesquisa e sua vasta cultura, Massie também apóia o livro em cartas pessoais e diários das pessoas envolvidas: eles dão ao seu texto uma particularidade e frescor indispensáveis ao ritmo da narrativa, sem perder de vista o estrito caminho da história, causando um efeito arrebatador: quando transcreve trechos em que as personagens falam na primeira pessoa, nos sentimos interlocutores, dentro de sua maravilhosa trama.
Palácio de verào de Catarina, que abriga a famosa sala de âmbar!
Estou acabando o livro, já saudosa de todos os que brilharam ou não em suas páginas. É que Massie capricha tanto na descrição “psico-histórica” de seus personagens e contextualização do universo em que vai trabalhar, que acabei me sentindo íntima de seus heróis: vou sentir saudades…
Especialmente de Catarina que, na média, passa de ano com louvor.
Só o Hermitage já lhe garantiu um lugar no Olimpo.
Eu recomendo “Catarina, A Grande”, com louvor! BN
Foi Catarina, a Grande, quem comprou o acervo inicial do maravilhoso museu Hermitage… Por este ato, teve seu lugar garantido no Olimpo!