Bebel

Bebel Niemeyer

FERNANDO CALAZANS CANTA NELSON RODRIGUES: IMPERDÍVEL!

 

O grande Nelson Rodrigues e uma de suas máximas futebolísticas

 

Quem me conheceu menina sabe como amei futebol e curtir todas as emoções, alegorias e adereços que ele proporciona. Como a maravilhosa mesa redonda da TV Globo, onde pontificavam as inteligências acachapantes de João Saldanha, Sandro Moreira, José maria Scassa, Armando Nogueira e Nelson Rodrigues: nossos intelectuais do esporte e também de outras praias.

 

Os craques da emblemática mesa redonda Facit, embrião da que eu vi, anos depois, na Globo!

 

Eu varava as noites de domingo sorvendo suas inteligências gritantes, seus pontos de vistas pitorescos e, sobretudo, rolando de rir com suas paixões incondicionais por seus clubes: cada um torcia, discaradamente e sem cerimônia, por um time da cidade e criava maravilhosas teorias para beneficia-lo. Longe de mim o saudosismo, mas as madrugadas dominicais jamais serão as mesmas!

 

O grande Nelson vociferando em pro de seu amado Fluminense: torcedor apaixonado!

 

E por falar em Nelson Rodrigues, este ano comemoramos o centenário de seu nascimento e achei que ele adoraria ler, no céu tricolor onde está, um de seus fãs incondicionais e também grande cronista do futebol, o querido Fernando Calazans, reverencia-lo por seu aniversário. Ou ele não é o mentor do “Sobrenatural de Almeida”?! BN

 

A simpatia do craque Fernando Calazans, nosso blogueiro de hoje!

 

FERNANDO CALAZANS: “O CRONISTA E SEU PAÍS”

“Conheci Nelson Rodrigues aqui mesmo, na redação do GLOBO, lá pelos anos 70. Eu era redator da seção de esportes, e ele era… Nelson Rodrigues.

 Na época, as editorias dos jornais tinham redatores, para que os textos fossem, digamos assim, mais bem cuidados. Hoje, não se liga tanto pra isso. Elas tinham também o Nelson Rodrigues escrevendo sobre esportes, sobre gênios do esporte, sobre a vida, sobre as famílias que, segundo ele, um dia iriam apodrecer, as estagiárias de pés sujos, o Sobrenatural de Almeida, o Príncipe Etíope (o grande Didi), as grã-finas com narinas de cadáver, os marginalizados e também aqueles que eram tratados “a pires de leite como se fossem gatas de luxo”. Sobre tudo, enfim.

Por isso e muito mais, eu não via e não vejo o Nelson como cronista esportivo. Muitos o veem como cronista do futebol (entre tantas outras classificações), e não há nenhum mal nisso naturalmente, mas eu não. Nelson Rodrigues não entendia tanto assim de esporte, nem precisava, mas entendia muito da vida, dos personagens da vida e sobretudo dos personagens dele próprio, Nelson Rodrigues. O campo de futebol para ele, dramaturgo, era o palco de onde extraía episódios, gestos e personagens para falar da… “Vida como ela é”, ou como ela era para ele, principalmente para ele. E, como em tudo que fazia, inclusive como, vá lá, “cronista esportivo”, era genial.

Nele, a análise do futebol ficava em segundo plano, o que era muito bom para mim, que queria ler algo mais do que futebol. Ficou famosa, entre outras centenas de frases famosas de Nelson, uma que ele costumava usar sempre que encontrava Armando Nogueira (este sim, cronista esportivo), já na saída do Maracanã: “E então, Armando, o que foi que nós achamos do jogo?” Muitos anos depois, o próprio Armando Nogueira me explicaria que não era, como se julgava, uma espécie de confissão do Nelson de que precisava do auxílio do amigo para “interpretar” o jogo. Era, pura e simples, uma saudação, um cumprimento informal, como quem diz: “E aí, Armando, como vai a vida?”.

Era o jeito de Nelson, de falar, de escrever. Jeito único, inconfundível, inimitável, impossível de ser plagiado. Assim como as suas crônicas sobre jogos, personagens dos jogos, acontecimentos grandiosos ou grotescos dos jogos. Certa vez, em sua coluna “Personagem da Semana”, o eleito foi o grande craque Zizinho, Mestre Ziza como era chamado em louvor à magia de seu futebol que inspirou até o Pelé. A última frase era incrível, pois Nelson afirmava, nada mais, nada menos, que Zizinho, se quisesse, “podia ganhar o jogo pelo telefone”. Mais incrível ainda é que essa metáfora, o exagero intrínseco que foi uma das marcas do escritor, era absolutamente condizente com o raciocínio e o argumento desenvolvidos no texto.

Esse era o Nelson Rodrigues. Outra vez, num dos meus troca-trocas entre Jornal do Brasil e GLOBO, antes de me estabelecer em definitivo aqui nesta redação, há 24 anos, fui à casa do nosso maior autor de teatro fazer uma entrevista (ou perfil, ou conversa, sei lá) para a capa do Caderno B do extinto JB. Um dos tantos temas da conversa foi a absoluta indiferença do entrevistado em relação a viagens, conhecimento de outros países, outros continentes, outras cidades. Não por caso, o título em grandes letras da matéria foi, lógico, uma frase típica de Nelson: “Quero ser amado no meu país!” Nelson jamais tinha feito, nem faria depois, uma viagem à Europa, à África, aos Estados Unidos, nem aqui perto, à América do Sul. Sua explicação ou desculpa era o medo invencível de avião. Não podia sequer ouvir falar de avião, de jeito nenhum. E se vangloriava mesmo, com orgulho brasileiro, de não ter interesse em conhecer o “resto do mundo”. Encerrado o papo, quando tomávamos o cafezinho de despedida, a caneta e o bloco já recolhidos ao meu bolso, perguntei a ele, em sincero tom de provocação e desafio:

-Mas Nelson, me diz uma coisa. Se você ganhasse o Prêmio Nobel, nem assim viajaria à Europa para recebê-lo?

Ele fez um silêncio profundo, sem pressa, olhos fixos num ponto indefinido do espaço, pensou bastante, consultou sua indisfarçável vaidade, e, com a fisionomia mais séria do mundo, virou-se pra mim e enfim se entregou:

-Bem, nesse caso eu ia de navio…

Nelson Rodrigues não ganhou o Nobel. O reconhecimento à sua obra é feito aqui, como ele queria, no seu país.” FC

 

“Eu vos digo que o melhor time é o Fluminense. E podem me dizer que os fatos provam o contrário, que eu vos respondo: pior para os fatos.” Nelson Rodrigues

 

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LOOKS CARIOCAS DO DIA!

 

LOOK 1: A lua de domingo passado…. (Esta não é uma montagem fotográfica, foto do jornal Folha de São Paulo)

 

When the moon is in the Seventh House
And Jupiter alignes with Mars
The peace will guide the planets
And love will steer the stars…

Quando os maravilhosos “Mamas And The Papas” profetizaram este lindo verso acima, em sua “Age of Aquarius”, não podiam imaginar que, numa noite de dezembro, em uma terra bem distante, seu desejo abençoaria uma pequena multidão. Pelo menos no meu coração, esta lindíssima música esteve presente quando olhei para o céu estrelado de domingo passado e vi aquela lua sinistra, alinhada a Júpiter e todos cantando em paz… Foi mágico!

Como também pareciam encantadas as pessoas que curtiam a vida, num show em Copacabana, sob aquele luar fantástico. Escolhi um casal que resumia todos os outros, com um “look carioca” mega apropriado para a divina ocasião: a encantadora Cristine e o Prefeito Eduardo  Paes. De camiseta e bermuda estavam chiquérrimos e super apropriados, por isso é deles o LOOK DO DIA! BN

 

LOOK 2: Cristine e o Prefeito Eduardo Paes posam “as suas elegâncias” para o nosso BLOG... Detalhe funcional: todo mundo que foi calçado, como eu, teve que dispensar seus sapatinhos pois a festa era na AREIA DA PRAIA…

 

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STEVIE WONDER E GILBERTO GIL ARRASAM EM COPACABANA!

 

Stevie Wonder e Gilberto Gil in Rio: cantando na deslumbrante Copacabana…

 

Sob uma lua prateada deslumbrante e diante de uma platéia de mais de 500 mil pessoas, que dançavam como se não houvesse amanhã, dois ícones da música pop presentearam o Rio com um show de natal mágico, nas areias de Copacabana: os maiorais Stevie Wonder e Gilberto Gil.

 

O público começando a chegar pro show!

 

Conta a lenda que Napoleão, extasiado diante da apoteótica praça de São Marco, em Veneza, concluiu: eis o maior salão de baile do mundo…
Acho que se ele tivesse ido ao show de ontem, teria mudado seu comentário….

Vejam nas fotos! BN

 

Gil abriu a noite abafando: a praia inteira dançou sob sua batuta…

 

A talentosa Preta Gil deu canja no show do pai: foi recebida ao som do clássico baiano  “Preta, Preta, Pretinha”: A-MEI!

 

Stevie Wonder não deixou por menos: chegou, para sua super apresentação, também muito bem acompanhado pelos três filhos foférrimos!

 

Stevie bateu um bolão com o vozeirão que o consagrou, músicas consagradas de seu repertório, temas de natal e presentes como  as brasileirérrimas “Garota de Ipanema” e “Samba de Uma Nota Só”.

 

No final da noite feliz, dueto de Stevie e Gil: entre outras, “Só Chamei Porque Te Amo” e/ou “I Just Call”: sensacional!

 

BN entre as filhas adoradas Isabel e Maria Teixeira de Mello, chegando para o show: farra em família…

 

Martha Castilho posando, linda, com o maravilhoso Jackson, um dos tecladistas da banda de Stevie!

 

Isabel, Marta e BN esquentando os tamborins nas areias da Copa!

 

O craque Luiz Oscar Niemeyer, produtor responsável pela noite maravilhosa!

 

Na platéia: Cristine Paes, BN, Silvia Fendi Venturini (responsável, entre outras proezas, pelo revival, nos 90ties, da bolsa Baguette, by Fendi bien sûre), Martha Castilho e MP!

 

Stevie entre Luiz Oscar e seu braço direito Luiz Guilherme Niemeyer: confraternizando depois do sucesso da noite!

 

BN, mega bem acompanhada pelos reis da noite, Stevie Wonder e Gilberto Gil: Papai Noel existe e chama-se Lulu Niemeyer!!!!!

 

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É NATAL!

 

A linda Sagrada Família de Lucca della Robbia: Que ela nos proteja o ano todo!

 

É natal…

Dia santo de guarda; de acordarmos mal dormidos, ainda excitados pela véspera; de ligarmos pros que não vieram ou morrermos de saudades dos que não estavam; de enterrarmos os ossos ou almoçarmos com a outra parte da família; de curtimos os eventuais presentes; de ficarmos em casa flanando num “dolce far niente”; de pegarmos um cineminha; de irmos ao maravilhoso show do Steve Wonder, nas areias de Copacabana ou vermos o glorioso Rei RC na TV…

E, depois da lista acima, que tal relaxarmos no 40FOREVER vendo as novidades… Como algumas das deslumbrantes fachadas enfeitadas das lojas de NYC: elas capricharam… Enjoy! BN

 

 CARTIER:

O prédio da Cartier embalado pra presente…

 

A pantera que ajudou a fazer a fama da label….

 

Outra pantera, deslizando loja acima…

 

 BULGARI:

A maxi pulseira de cobra, um dos sonhos de consumo que a grife criou, em tamanho família, enfeitando a fachada: amei!

 

Detalhe…

 

O efeito, à noite, é multiplicado…

 

 FENDI: 

O lindo efeito de luzes sugerem cintos derretendo…

 

À noite, ganha horrores…

 

Close up!

 

SAKS FIFTH AVENUE:

Sempre uma grande expectativa a produção de natal de Sacks!

 

A tradicional fila que forma-se em frente à loja pra ver suas vitrines

 

HARRY WINSTON:

 

 

Sempre o efeito noturno é surpreendente…

 

BARNEYS

Fecho com a mais criativa: a fachada da Barneys que além de sonora, encantava aos passantes com os eternos personagens da Disney… Look moderno e eterno, tudo junto, um sonho!

 

 

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