Pensaram que falei das mais lindas abóboras do pedaço porque estava sem assunto? Qual nada, era pra poder recheá-las com um camarão divino, que é primo irmão do bobó porém um pouco mais leve e menos complicado e que dou a receita, a seguir, pra vocês bombarem, no almoço de sábado…
Vamos, então, ao quase bobó:
INGREDIENTES:
-1 abóbora moranga grande e deslumbrante.
PARA O ENSOPADO DE CAMARÃO: – 2 1/2 Kg de camarão VG limpo;
– 1 dente de alho picado ou socado;4 colheres de sopa de coentro picado e socado;
– 4 tomates maduros e firmes picados;
– 3 cebolas bem picadas;
– 1/2 xícara de azeite extra virgem;
– 1 litro de leite de coco;
– 3 colheres de sopa de azeite de dendê;
– Pimenta malagueta a gosto.
PARA O CREME DE AIPIM:
– 1 vidro de molho de abacaxi com capim limão, marca “World Foods” ou 1 vidro de Mango Chutney;
– 3 cebolas médias muito bem picadas;
– 1 kg de tomates maduros, sem casca e passados no liquidificador com 1 colher de coloral;
– 1 xícara de chá de coentro picado;
– 2 Kg de aipim cozidos e espremidos como purê;
– 1 xícara de chá de azeite extra virgem;
– 1 litro de leite de coco;
– pimenta do reino e sal, a gosto.
PREPARO:
… DO CREME DE CAMARÃO:
– Em uma panela grande e funda coloque o alho, o azeite, a cebola e deixe murchar;
– Acrescente os tomates e deixe ferver por cinco minutos;
– Depois acrescente os camarões, o leite de coco, o sal (a gosto) e a pimenta malagueta (a gosto);
– Quando abrir fervura, desligue o fogo e coloque o coentro e mexa;
– Acrescente o molho de abacaxi com capim limão e reserve.
… DO CREME DE AIPIM:
– Em outra panela, coloque o azeite, a cebola e deixe murchar;
– Acrescente o tomate e deixe ferver por 10 minutos;
– Passado este tempo, coloque, coloque o leite de coco e o purê de aipim;
– Mexa, com bastante rapidez, para o aipim formar um creme;
… DO QUASE BOBÓ:
– Junte o creme de camarão ao creme de aipim, ajustando a pimente e o sal:
– Só acenda o fogo, para abrir fervura, na hora de servir. Nesta hora coloque o dendê e mexa;
– Quando o quase bobó estiver no ponto, despeje no “bowl”que você fará com a moranga, segundo as instruções abaixo.
Voílà, todo mundo pronto pra entrar em campo e fazer você brilhar. A foto ajuda a explicação do preparo da abóbora
… DA ABÓBORA MORANGA:
– Prepare a abóbora lavando-a muito bem, pelo lado de fora, com água e sabão;
– Abra uma tampa, na parte superior da abóbora desenhando a circunferência do orifício com a ajuda de um prato de sobremesa e uma caneta;
– Aberta, retire os caroços e lave bem o seu interior;
– Se a abóbora estiver muito rasa, cave-a por dentro, com auxílio de uma faca, por exemplo.
A abóbora é dos frutos que mais fazem a minha cabeça, pois além de resultar em grandes pratos na cozinha, bate também um bolão enfeitando as nossas mesas, serve de inspiração a artistas, é a “madrinha da bateria” do “carnaval americano”, isto é, o Halloween e mais um monte de funções que a fértil imaginação humana lhe atribui.
Assim, mostro neste post algumas das mil e uma utilidades desta maravilha da natureza e dou, também, o caminho das pedras: o melhor lugar para comprá-las, aqui no Rio.
Se você não for carioca, nenhum problema, procure abóbora no mercado municipal da sua cidade, como procurei na Cadeg, aí encontra-se variedade e preço.
COMPRANDO A ABÓBORA:
Vejam quanta fartura para eu escolher, na Casa Iguatemi!Estou fora da foto orientando este gentil senhor a pegar a abóbora dos meus sonhos…Ei-la! Sabe onde encontra-se esta loja maravilhosa? Na Cadeg. CONTATO: Rua Capitão Félix, 110- Rua 13- Lojas 9, 10 e 11. Tel: (21) 3890 2224 ou (21) 3890 3790 ou (21) 9631 0414
VAMOS DAR BELOS RUMOS A LINDA ABÓBORA QUE ESCOLHEMOS:
NA COZINHA:
Para canapé, este escondidinho de abóbora com carne seca é dos deuses…O super star camarão na abóbora!Que boa idéia: abóbora recheada com musse de queijo minas!
COMO VASO:
ENFEITANDO O SEU JANTAR:
Este peixe exótico esculpido na abóbora, fica lindo espalhado enfeitando a mesa: tão chic quanto uma “chinoiserie”…Que tal esta deslumbrante travessa live: esculpida numa abóbora…Tudoooooooo!!!!!!Como marcador de lugar à mesa…
FAZENDO O SEU JARDIM:
O mais deslumbrante jardim/horta, o do Château de Villandry, e seu canteiro de abóboras!Amei esta “alameda” de abóboras!
COMO INSPIRAÇÃO:
Para Claude Monet…Para Ray Villafane…Para Giuseppe Arcimboldo, o Rei dos legumes…
COMO “RAINHA DA BATERIA” DO HALLOWEEN, QUE ALIÁS É DAQUI A UM MÊS:
Ajudando na “mis en scene” da noite das bruxassssss!!!!! Ai que medo…
FINAL LAP: AS UTILIDADES INUSITADAS…
Como conserva: esta eu não conhecia…Nos contos de fada: viram carruagens. numa boa…Como cabo eleitoral bi partidária, na campanha eleitoral americana de Obama X Mc Caine!
UBUD, cidade nas colinas da ilha indonésia de Bali e também inspiração para a loja carioca!
Conheci a Ubud quando a marca engatinhava, no Shopping Cittá América, por conta de sua idealizadora, a lindíssima Bianca Dubugras.
Com uma roupa alegre, colorida, sofisticada, priorizando vestidos e batas cujos modelos são, praticamente únicos, seu visual fica entre Bali e Índia, o que resulta num look “hippie chic” perfeito pro Rio, sem deixar de atender a todas brasileiras que curtirem uma moda- praia sofisticada e diferente.
Por isso Bianca bombou, associou-se à Valéria Magalhães e abriram outra loja, em Ipanema, que visito sempre que estou na área.
Detalhe, as meninas representam o maravilhoso designer indonésio Paul Ropp, garimpam tecidos na Ilha e também no paraíso deles, a Índia, e mandam fazer sua própria linha, sempre com o mesmo ar “oriento-tropical-chic” que amo: agora que o verão está chegando, eles caem como uma luva!
Mostro pra vocês, a seguir, o que vi de lindo no meu último pitstop por lá. Tomara que gostem! BN
A LOJA:
AS BATAS:
ESTES SÃO FRONTEIRIÇOS: ENTRE O VESTIDO E A BATA!
VESTIDOS:
Detalhe do lindo bordado…
Detalhe do bordado.
CONTATO:
BARRA DA TIJUCA: Av. das Américas, 700 Loja 115 P/Q
Shopping Cittá América
Tel: 21 2493 7254
Dois musos, Richard Serra e Vanda Klabin, tendo o MAC de Niterói como lindo pano de fundo, se encontram no Rio na ocasião da exposição do artista no Centro de Arte Helio Oiticica, em 1997, com curadoria da nossa blogueira de hoje: competência! BN
Volta ao BLOG, pra nossa alegria, uma colaboradora muito especial, sempre com um assunto interessantíssimo como o de hoje: Richard Serra e sua Seven, a escultura, não o jeans…
Vejam a magnifica “Seven” flutuante engrandecendo a costa de Doha, no Catar: mais tarde voltaremos à ela. BN
E ninguém melhor pra falar sobre um dos meus escultores preferidos do que sua amiga de longas datas e parceira de trabalho, Vanda Klabin, nossa blogueira chiquérrima! BN
Uma das belezas expostas no MOMA, na monumental retrospectiva do artista em 1997! BN
VANDA KLABIN: “Richard Serra é um dos artistas atuantes no cenário da cultura contemporânea. Sua obra tem aspectos e escala industrial: são esculturas de grande porte e tonelagem, produzidas em aço-corten oxidado , sempre com aparência de total instabilidade.
Escultura “Torqued Elipses”, do MOMA: … “sempre aparência de total instabilidade”. BN
.A trama urbana é o seu principal campo de experiência. O seu processo de trabalho é distanciado da situação de confinamento de um ateliê e expandiu-se para a área pública, realizando obras de grande dimensões, inseridas no contexto do cotidiano urbano ou dentro de recintos arquitetônicos.
“Promenade”, expô no Grand Palais, Paris 2008. BN
A escala de monumentalidade, elaborada em cooperação com uma equipe de engenheiros, nos canteiros navais ou siderúrgicos, reinvindica, pelo peso e força do seu impacto físico, um espaço exclusivo e condições próprias de observação.
Eis nosso herói: Richard Serra! BN
Richard Serra nasceu em São Francisco e, após ter passado alguns anos na Europa, se estabelece em Nova York, em1966. Sua obra tem origem nas discussões dos artistas minimalistas e realiza os seus primeiros trabalhos utilizando ainda materiais flexíveis, como borracha e chumbo líquido, um conjunto de questões que já apontam para a dissolução do objeto escultórico. Seu percurso vai incluir construções instáveis, elementos combinados de modo a criar estruturas de equilíbrio precário, que alteram a experiência perceptiva do espectador.
Vejam um “Look” da maravilhosa exposição de Richard Serra, “Rio Rounds”, realizada no Centro Cultural Hélio Oiticica, RJ, em 1997/98, com super curadoria da nossa musa Vanda Klabin! BNVejam este flagra, do escultor com a mão na massa, ajudando na montagem da Rio Rounds! BN
Em novembro de 1997, na qualidade de diretora do Centro de Arte Hélio Oiticica, fiz o convite ao artista para ocupar as galerias da instituição, no Rio de Janeiro. Richard Serra instalou seus desenhos negros monocromáticos com “paintstick”, concebidos exclusivamente para aquele espaço arquitetônico, intitulado RioRounds. A instalação dessas superfícies negras requer uma complexa tomada de decisões que deriva de um experiência direta do espaço, ao mesmo tempo ativando-o e alterando a nossa experiência perceptiva.
A belíssima e monumental “Seven”, vista bem de pertinho: inspiração nos minaretes islâmicos… Foto tirada da escultura 7 e cedida para VK/40F pelo Catar Museum. BN
A sua primeira escultura pública, no Oriente Médio, foi instalada no MIA PARK, em Doha, no Catar, em janeiro de 2012 . Seven é uma escultura monumental, composta de 7 placas de aço, pesando 670 toneladas, com 24,40m de altura x 2,4m de largura x 10 cm de espessura. A construção levou um ano e consumiu um milhão de homens/hora.
A escultura foi colocada num ponto da esplanada de Doha, antigo porto de embarque de containers . Ela parece flutuar no mar e fica próxima ao Museu de Arte Islâmica, projetado pelo arquiteto IM Pei. As superfícies assimétricas de aço se sobrepõem, criando abstrações de texturas e sombras
“As superfícies assimétricas de aço se sobrepõem, criando abstrações de texturas e sombras”… como explica o autor! BN“Ela parece flutuar no mar e fica próxima ao Museu de Arte Islâmica, projetado pelo arquiteto IM Pei”. Como nos explica Vanda Klabin.. BN
Serra explica o processo criativo atrás da escultura 7: A minha fonte principal de inspiração foi o minarete Ghanzi, no Afeganistão. Fiquei muito interessado nos minaretes islâmicos. Eu os estudei, da Espanha até o Iemêm. Os minaretes têm formas redondas. O minarete de Ghanzi é o único que se desenvolve de maneira planar. Eu pensei que isso poderia combinar com a minha ideia para uma escultura. No meu entender, há muitas referencias no Corão ao número 7. O número 7 também tem relevância para uma importante descoberta feita pelo grande matemático e astrônomo persa, Abu Sahl al-Quhi. Arquimedes introduziu o conceito do heptágono regular na geometria, que ficou inexplorada durante séculos. Também foi Abu Sahl que provou que um heptágono regular pode ser construído como forma geométrica.
“Seven” por outro lindo ângulo. BN
Quem tiver a oportunidade de visitar o Catar, não deixe de incluir esse belíssimo complexo cultural e apreciar a gigantesca escultura 7.” VK
Visão aérea da “Seven”, foto cedida pelo Museu do Catar. BNA “Seven” pontificando na noite de Doha. Foto cedida pelo Museu do Catar. BN
Vanda Klabin
Historiadora de arte e curadora
Setembro de 2012