Olhem que linda a cor desta batata! Como Jassica Rabit “it was drawn like that!”.
Depois que AC nos deu uma maravilhosa aula sobre Yves Klein e seu azul, conto uma receita deliciosa, pra combinar…
Porque nada mais antenada que a própria natureza, que já surfa esta onda “hace mucho”. Você não sabia? nem eu, até que uma querida amiga voltou de Miami e me contou sobre a “Salada Niçoise” que comeu por lá, feitacom batatas azul Klein: sim, elas existem de fato e de direito, naturalmente.
As batatas Blu peruanas vendidas numa banca de legumes em Roma…
Da família das inglesas, por isto não são doces nem sequer adocicadas, estas batatas Blu, originárias do Peru, são vendias mundo afora, como em Roma e Oslo, cidades em que minha amiga morou e se fartou de comê-las. Nossa atualizada gastronomia anda comendo mosca ou eu estou desatualizada, já que nunca as vi por aqui 🙁
Vamos à receita de Salada Niçoise, com ou sem as Blu!
Uauuuu quelle beauté!
1- SALADA NIÇOISE:
INGREDIENTES: (para 6 pessoas)
– 5 ovos;
– 1 alface;
– 1 manjericão de folhas gigantes e verdes;
– 1 alface americana pequena;
– 1 rúcula selvagem;
– 1 caixa de flor para salada;
– 8 tomates;
– 6 batatas Blu ou inglesa fatiadas;
– 6 filés de anchova;
– 1 talo de cebolinha;
– 4 fundos de alcachofra;
– 1 limão;
– 1 lata de atum em óleo ou ao natural;
– 1/2 copo de vinagrete (darei a receita no final), com azeite.
PREPARO:
– Prepare os ovos cozidos;
– Laves as folhas e os tomates, cortando-os em rodelas;
– Escorra o óleo das anchovas (e dessalgue-as em água corrente) e do atum;
– Esprema o suco de limão sobre os fundos de alcachofra e corte-os em fatias;
– Descasque os ovos cozidos e corte-os também em rodelas.
– Em uma saladeira, disponha em camadas as folhas, as batatas, os tomates, os fundos de alcachofra, os ovos fatiados, o atum, o talo da cebolinha picado, a anchova e cubra com o vinagrete. Continue a montar as camadas até terminar os ingredientes e vai regando com o molho.
– Decore com flor para salada.
2- VINAGRETE:
INGREDIENTES:
– 3 colheres de sopa de vinagre do bom ou suco de limão;
– 2 pitadas de sal;
– 9 colheres de azeite extra virgem muito bom;
– Pimenta do reino com moedor.
PREPARO:
– Em uma vasilha, misture o vinagre (ou limão) e o sal, até que este se dissolva. Adicione o azeite e moa a pimenta do reino, na hora e a gosto.
– Obs1: Pode-se substituir o vinagrete ou limão por suco de laranja pera e o azeite por creme de leite;
– Obs 2: Vinagrete com mostarda: misture ao vinagre ou ao suco de limão 1 colher rasa de mostarda Dijon. Depois, proceda como na receita do vinagrete.
DICA: Pra quem as tem em casa, elas também são chiquérrimas, em forma de purê, vejam na foto! BN
Imagina este lindo purê acompanhando o salmon grelhado: é “color block” gastronômico!
Principais pontos turísticos estão no mapa da cidade, na parte européia!
“Pensei, diante da inesquecível visão da antiga Constantinopla, majestosa e exibindo-se, sem pudor, diante de todos os forasteiros que chegam: só ela ficará para sempre, suntuosa e serena, languidamente pousada, juntando e separando dois mundos”. Assim descrevi minha entrada navegante, em Istambul… Vejam!BN
A visão da cidade, na entrada do Bósforo!
Chegamos, finalmente, ao umbigo do mundo, à grande encruzilhada da face da terra ou qualquer outra metáfora que signifique o maior dos encontros: sim, Istambul simboliza convergência como ninguém!
Ela é múltipla da ponta da cabeça aos dedos do pé, indescritível e indefinível. É Europa e Ásia, começo e fim, chegada e partida, velha e moderna mas, sobretudo, é ação: tudo lá está em movimento, exalando uma energia contagiante.
Um cruzamento da cidade que não pára!
Dito isto, comecemos a desvendá-la: as minhas duas estadas foram por cinco dias, procurei que os passeios tivessem uma certa cronologia e que um guia nos ajudasse, ele faz a maior diferença. Tive o privilégio de ser conduzida pelo senhor Silvyo Benbassat, um homem cultíssimo e cultivado, que ama a sua terra e sabe mostrá-la como ninguém.
Seguimos um roteiro básico, que conto pra vocês:
– Primeiro dia:
Antes de qualquer providência, faça um cruzeiro de reconhecimento, pelo Bósforo num dos “bateau mouche” que saem sem parar.
Eu sei que é mega turística esta dica, mas afinal o que somos por lá?! Pode-se alugar um barco, pro mais chics!
Acabada a função aguática, almoce na beira do mar, em um daqueles restaurantezinhos do mercado de peixes: é divino.
Lugar delicioso pra se comer, num mercado de peixe!
Depois, trate de fazer um “sightseeing” minucioso, de preferência com o guia e de carro. É fundamental entendermos a planta e o jeito da cidade, suas grandezas e mazelas, sua cadência e decadência, para entrarmos no clima. Rode, mas rode mesmo. O plano B pode ser um daqueles simpaticíssimos ônibus especializados em mostrar as cidades.
Estes ônibus batem um bolão…
Finalizando o dia, não deixe de subir na torre de Gálata: lá de cima, você vê Istambul, “at a glance” e entende o emblemático “Chifre de Ouro” e sua complicada geografia.
A torre de Gálata, ao entardecer: vista linda lá de cima!
– Segundo dia: Concentre-se na parte bizantina da cidade, visitando o bairro de Sultanahmet a pé. Ele certamente encherá os seus olhos, pois aí só tem cacique. Então, vejamos:
A Basílica de Santa Sofia, bonita mas não me impactou como imaginei. Sobrou muito pouco do seu antigo esplendor.
Eis a basílica mais famosa do mundo: Santa Sofia!
Em compensação, a Cisterna é deslumbrante e tira, literalmente, o nosso fôlego. Especialmente, pra quem não conhece a Catedral de Córdoba, que é da mesma família arquitetônica.
Sua majestade a cisterna de Istambul e seu coqueiral de colunas: outra mais linda não há!
É obrigatório passar pelo que restou do hipódromo (os lindos cavalos da Catedral estonteante de Veneza vieram daí), no seu caminho para a Mesquita Azul.
É seu interior azul que dá nome à mesquita: ela é posterior à era bizantina.
Acabado o tour, perca-se pelas redondezas e finalise sua andança com um drink no Hotel Four Seasons do bairro, que é lindamente instalado numa antiga cadeia.
Olhem que romântico o bar do Four Seasons, de cara pro gol!
– Terceirodia:
Visite o bairro Ponto Serralho, também a pé, e se deslumbre com o maravilhoso Palácio Topkapi, disparado o que mais gostei, da era otomana. Seu harém e as dependências de cozinha, com requintes impensáveis pra época, surpreendem. Sem falar na estonteante sala do tesouro: cada pedregulho que deixa boquiaberto até quem não gosta de jóia.
O Palácio Topkapi, cheio de histórias pra te contar!
Depois, vá conhecer uma das casas mais tradicionais para o famoso “banho turco”, o emblemático “Banho de Cagaloglu”, um dos mais suntuosos da cidade: fica nas cercanias do palácio. Se quiser, poderá receber uma completa aula sobre o assunto e, quem sabe, você não se anima e deixa uma seção agendada…
A porta para um dos paraísos turcos: O Haman de Cagaloglu!
Acabe o seu dia tomando um suntuoso chá, no deslumbrante Hotel Ciragan: é um must!
A beleza do palácio aonde está instalado o hotel Ciragan Palace.
– Quarto dia:
Hoje vamos às compras… pois é dia de conhecermos o bombado Grand Bazaar, o Bazar de Especiarias e a genuina Rua Pera. Nada pra recomendar, além do sábio conselho do Zeca Pagodinho: nos três lugares, deixe a vida te levar!
O animadíssimo Grand Bazaar de Istambul: templo do consumo local!Detalhe de uma banca de especiarias no Bazaar epecializado: show!A rua Pera: a mais genuína e animada da cidade!
– Quinto dia: Reserve a manhãpra visitar outros dois bonitos palácios da época otomana: o Dolmabahçe e o Beylerbeyi, quecorrespondem plenamente ao que imaginamos ser a estética dos sultões.
Palácio Dolmabahçe substituiu o Topkapi, como sede administrativa do sultanato de Istambul: visual nababesco e gosto duvidoso…Beylerbeyi é o palácio de verão do sultanato, à partir da segunda metade do século XIX: opulência à toda prova!
E, como ninguém é de ferro, feche sua maravilhosa estada, nesta cidade de sonho, com o maior relaxante local: vá a um haman ou banho turco, um “procedimento” que mistura massagem com purificação corporal e da alma, por consequência.
Dos endereços ocidentalizados, o do Hotel Four Seasons, do Bósforo, é o mais recomendado. Mas existem outros, muito mais divertidos, pelas ruas da cidade. Informe-se e vá sem susto, são maravilhosos e genuínos!
O haman do Four Seasons: só tem no hotel do Bósforo!O Haman Çemberitas, construído no século XVI bomba com competência até hoje!
Quanto ao quesito hotel, nas duas vezes que estive por lá, me hospedei na cadeia Four Seasons. Com as amigas, fiquei no de Sultanahmet, bem instaladíssimo numa antiga cadeia. Prédio lindo, vista do meu quarto pra Santa Sofia, tudo sensacional.
O pátio interno do deslumbrante hotel Four Seasons de Sultanahmet!O palácio que abriga o Four Seasons do Bósforo!
Mas aqui entre nós, nada se compara à visão do Bósforo que o meu segundo quarto exibia: virei uma Carolina turca, pendurada na janela vendo, de camarote, a vida navegar na mais famosa avenida aquática da face da terra. Se puder, não titubeie, hospede-se à beira do mar!
A animada orla de Istambul, onde tudo acontece!
Termino com uma grande notícia, é facílimo andar, a pé, em Istambul e uma delícia. Sua via costeira segue alinhando os bairros, cada um com uma referência que praticamente exclui erro de rota. Alem do mais o engarrafamento na cidade é tal, que você acaba ganhando em tempo, beleza e saúde nas suas caminhadas. BN
Deixo vocês com a mágica Ponte do Bósforo, a única que une dois continentes em uma noite de lua cheia…
Continuando nosso périplo turco, chegamos à terra de São Jorge.
Lugar de topografia única, visual avassalador e história instigante, a Capadócia é sempre o pomo da discórdia, quando monta-se um roteiro para a Turquia. Pois queres o meu conselho, finque pé, esperneie mas não deixe de visitá-la. Na volta, você vai ter certeza que sua viagem não seria a mesma, se a tivesse pulado.
São Jorge, salve, salve: um de seus mais ilustres habitantes!
Capádocia era a “terra dos cavalos bonitos”, para os persas que lhe deram este nome, mas a nossa primeira exclamação vai mesmo para a paisagem indescritível, que nos acompanhará por toda a nossa estada e em cada palmo do seu chão.
A visão lunar, de alguns ângulos da Capadócia, podem ter confundido São Jorge. Mas e o dragão?…
De formação vulcânica, magicamente esculpidas pela erosão, as rochas de lá parecem de livro de contos de fada, tipo “João e o pé de feijão”. E, não por acaso, as mais exóticas chamam-se “Chaminés de Fadas”. Ficam quase que amontoadas, compondo um espetáculo estranhamente lúdico de tirar o seu fôlego.
As “Chaminés das Fadas” são corpos Cônicos”, cobertos por um chapéu, produzidos pela erosão à sua formação vulcânica. Alguns são ainda habitados.
Para conhecer, razoavelmente, a região, são necessários dois dias e meio dedicados, integralmente, à missão: a primeira vez que estive por lá, voamos de Istambul (saímos às 7 da matina) para Kayseri (onde pousamos 8 e tal). No aeroporto, já nos esperavam van+guia que passaram o dia conosco e nos depositaram no hotel, no final da tarde. Mais todo o segundo dia e a manhã do terceiro, quando aconteceu o obrigatório vôo de balão: ao meio dia embarcamos de volta para Istambul. Na segunda vez, chegamos à noite e fomos direto para o hotel. Dia sequinte, às 10 hs, já estávamos no carro para nosso tour que durou dois dias inteiros e conhecemos o basicão da Capadócia. No terceiro dia, balão e avião ao meio dia.
O que é o basicão?
– A topografia maravilhosa, que vemos enquanto nos locomovemos de um lugar pro outro. Indispensável passar por Ürgrüp, a central das “Chaminés de Fadas”.
Outro ângulo da linda topografia local: rochas coloridas…
– As igrejas esculpidas nas rochas. Como são centenas, tendo que escolher, priorize as de Göreme e as do Vale deSoganli. Todas elas foram esculpidas e eximiamente pintadas pelos cristãos que foram pra região, à partir do século IX DC. Os afrescos são deslumbrantes e é impossível não se pensar no maravilhoso “Quatrocento” italiano conectado à Capadócia!
Afrescos da Igreja da Escuridão, em Göreme!
– As cidades subterrâneas são outra atração única deste lugar surreal, literalmente. Desde os tempos pré históricos, os sucessivos povos que habitaram a região construíram ou ampliaram em torno de 150 cidades debaixo da terra. Cada uma delas é formada por câmaras conectadas por túneis que acabaram formando labirintos gigantescos e algumas chegam a ter oito camadas em direção ao centro da terra. Visitei a de Kaymakli e a de Özkonak. É um passeio sensacional que você deve fazer com a calça jeans mais surrada pois, pra descer pelas galerias e sentir-se um capadócio, vais ter que se arrastar pelo chão de terra, um bocado.
Visão da cidade subterrânea de drinkuyu: vejam a encruzilhada de galerias!
– A cidade hitita de Bogazkale é uma opção de passeio pra quem tem mais meio dia livre. Vale a ida!
A porta do leões, atração das ruínas da cidade hitita de Hattusa!
– Deixe seu medo de voar, em Istambul, e faça o passeio de balão. É simplesmente maravilhoso e fecha sua temporada, em grande estilo: só de cima você tem a visão do Paraíso de Dante e da Capadócia!
Pra quem não ainda não andou de balão, eis o passo a passo!
Já está cansado de tanto turismo? então chegou a hora do relax e dos hotéis deliciosos que nos esperam, cheios de atenção pra nos dar!
Anatolian Houses: construído nas cavernas vulcânicas!
Voltando àquela história das duas viagens, da primeira vez era verão e fiquei num “hotel butique” bacanérrimo, Anatolian Houses, que juntava um projeto arquitetônico arrojado e totalmente integrado à natureza. Sendo que meu quarto era, literalmente, dentro de uma das formações rochosas locais: me senti uma espécie de Wilma Flintstone! Detalhe: tinha dos melhores SPA ever e uma comida deliciosa.
Visão noturna! Para entrar no SPA, bastava seguir nadando pela piscina: show!
Este ano, em pleno inverno e a região estonteantemente linda e inteira nevada, fiquei no badalado The Museum, um hotel mínimo e chique de doer, onde todos te chamam pelo nome, os requintes são indisíveis e a comida é um must. Noves fora a vista deslumbrante, incluindo a dos quartos, para o vale de Göreme, aonde os balões decolam e pousam: levei um baita susto ao abri a janela, de manhã, e dar de cara com um céu azul de doer e coalhado de balões!
O Museum hotel maravilhoso, por fora…O restaurante…
Pra terminar, duas ponderações:
– Diferente de Istambul, a Capadócia é estarrecedora, de tão linda, no inverno e debaixo de neve. Não sei explicar científicamente mas, nesta época, ela fica “double face”: um lado todo branco de neve e o outro da cor da rocha que a compõe. Vento abençoado este… Não deixe o frio te espantar!
– Acho impossível, pra qualquer forasteiro, princialmente com o tempo contado, ficar por lá, um segundo sequer, sem a ajuda de um guia/ motorista. A paisagem, apesar de dinâmica, não tem referências e as atrações principais são debaixo da terra. Barato que sai caríssimo: vim com o guia, já no avião!
Cleo Pires, em plena Capadócia, esquentando os tamborins para… Salve Jorge!
No mais, daqui a alguns meses ficaremos realmente experts em Turquia: vem aí a minha musa Glória Peres e seu “Salve Jorge”. BN
Fique com este lindo vôo dos balões, quem sabe assim você não se anima!
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CLIQUE AQUI PARA TURQUIA PARTE 4: ISTAMBUL! CLIQUE AQUIPARA RESTAURANTES EM ISTAMBUL!
Dei um jantar, em casa, e duas queridíssimas amigas, com a fidalguia de presentear a hostess, me encheram os olhos, o paladar e, sobretudo, o coração com os mimos que me trouxeram.
Dois encantadores presentes, tipo primos irmãos. Por isso, resolvi postá-los separadamente, já que são propostas diferentes e assim todos brilham na sua hora.
Começo com o produzido pela “Sweet Company”, empresa de catering e encomendas, da minha adorada e prendadíssima “sobrinha do dia”, Bel Feith, que resolveu profissionalizar seu maravilhoso dom de grande quituteira, soprado por suas origens baianas.
A cestas que ganhei era composta por um sortimento de divinos sequilhos vintage, bien sûr: só vi parecido, na casa de minha idolatrada e mineira avó Elisa. Além deles, pontificavam também, deliciosos macarrons fashion week, de todas as cores.
Fiquei radiante com mais uma promissora carreira que vejo começar e nosso BLOG, que ama novos empreendedores, deseja todo sucesso! BN