Vivendo e aprendendo, sinhá, diria Tia Nastácia, se estivesse em meu lugar quando vi um queijo… verde! Pensei logo em marcianos fazendo contato e “escambando”, em pleno Búzios, enquanto me aproximava da atração do buffet frio da mesa de minha queridíssima amiga, Solange Medina, dona de casa de mão repleta e que descobre mundos e fundos, onde eles estiverem!
Como fez com o “colega”aí de cima, que é simplesmente, delicioso! Chama-se “Queijo Basiron”, ao pesto, e é vendido no supermercado Pão de Açúcar. Bom pra canapé, cortadinhos em cubos, como Solange nos apresentou, e melhor ainda pra incrementar uma massinha ligeira. É divino e faz a maior diferença! BN
Sua majestade a mousse de choco branco, com calda de maracujá, pronta para ir pra mesa!
Esta sobremesa eu comi em algum lugar do passado e meu inconsciente adivinho arquivou, só para eu contar pra vocês…Tomara que já tenha caído em domínio público!
MOUSSE DE CHOCOLATE BRANCO COM CALDA DE MARACUJÁ!
INGREDIENTES:
10 maracujás
1 pacote de gelatina Royal
1 lata de leite condensado
1 lata de creme de leite
4 claras
2 barras de chocolate branco de 130 gramas cada
(a marca que você preferir. Uso Galak e fica ótimo)
1 copo de creme de leite fresco
2 colheres de açúcar light
PREPARO:
Bater ter no liquidificador o copo de creme de leite fresco com duas colheres de açúcar light, para fazer um chantilly. Contar até 10 e desligar. Reservar numa bacia.
Passar o maracujá na peneira e reservar as cascas, que serão usadas como bowl.
Ralar, na parte grossa do ralador, as duas barras do chocolate branco. Reservar.
Juntar o líquido do maracujá com o leite moça, o creme de leite de lata, o chocolate branco ralado e a gelatina, já dissolvida, e bater tudo, no liquidificador, por 4 minutos. Juntar o chantilly e reservar numa vasilha.
Bater as 4 claras, com 2 colheres de açúcar light, até formar um suspiro fofo e leve, e misturar com o creme reservado na vasilha.
Encher, com ele, as “cascas/bowl” dos maracujás, deixando um dedo de borda livre.
Deixe uma meia hora na geladeira, para refrescar.
Na hora de servir, coloque por cima de tudo, uma calda grossa, feita dos caroços do maracujá.
Esta calda acima é feita juntando o caldo do maracujá com os caroços, 2 xícaras de açúcar e mais duas xícaras de água. Deixe no fogo brando, até engrossar, a seu gosto.
Fica uma delícia e vai misturar o seu paladar, entre o doce e o ácido! BN
Uma mala bem planejada resulta numa viagem muito melhor, não duvidem disto.
Nunca me esqueço do frio polar que senti, em Praga, meados de maio passado, só porque não levei, por preguiça e otimismo, aquele típico casaco de primavera, como dizíamos antigamente (lã ainda pesada, sem peles falsas ou verdadeiras, cor mais clara, que pode ir do marinho para cima, já que estamos na estação das flores e eu conjecturando. Mas o preto básico, nunca faz feio!).
Dois bons exemplos destes casacos... Pra quem pode dar-se ao luxo.Um ícone da espécie: sendo hoje dia do mestre Givenchy e Mme Hepburn, aqui no BLOG, eis um master piece, da dupla, o usado por nossa musa, em "Charada", do outro mestre, Stanley Donen!Mas nada que um trench coat ou similar não possam substituir, com forro de lã e galhardia!
Voltando à “Primavera de Praga”, deu Murphy na cabeça, entrou uma frente fria, inesperada, e perdi uma tarde inteirinha procurando agulha no palheiro, ou melhor, um manteau, em pleno verão fashion (o calendário comercial da moda não corresponde, definitivamente, à estação climática que faz, do lado de fora das lojas). Mais prático, e muito mais barato, imaginar uma estratégia metereológica ampla, que cubra todos os flancos e, sob sua direção, organizar a bagagem ideal, calmamente, na véspera de embarcar!
Dito isto, nos concentremos na mala em si. Já tive todo tipo delas, das damas às vagabundas, e cheguei à conclusão que nada é melhor que uma bagagem discreta, porém sólida. Mas quem preenche estes requisitos?
As maravilhosas malas DELSEY, nos tamanhos M e G!
Há pouco, coincidiu de minha querida, Henriqueta Gomes, amiga que sabe das coisas, comentar sobre uma marca incrível de mala e eu estar precisando renovar a minha “frota”. Desconhecida, pra mim, fui na onda dela e me dei mega bem!
Desvendando seus mistérios... Olhe com é espaçosa!
São as malas francesa “Delsey”, modelo super leve. É peso pluma, à prova de choque, bonita, super bem dividida e tem o ziper duplo: inviolável. Vem em três tamanhos, P, M e G, e nas cores vermelha, marinho, roxa, verde militar e preta. Fiquei com a última, suja menos e aparece menos ainda. À venda “nas boas lojas do ramo”, que na minha rotina chama-se, “Mala Amada”. BN
O meu "Reinações de Narizinho" tinha exatamente esta capa: a internet é mágica!
Me lembro, até hoje, da emoção que senti ao ler, com 4 anos de idade, a descrição do vestido de casamento de Narizinho Arrebitado com o Príncipe das Águas Claras, feita pelo Grande Monteiro Lobato, em sua obra prima, “Reinações de Narizinho”: além de lindo, ele era um “gown dress” ao vivo e a cores, onde todos os peixinhos do mar nadavam, em algazarra, pela sua saia, num vai e vem infinito!
Nunca pensei que algum outro pedaço de pano pudesse rivalizar em impacto, originalidade, imaginação e beleza com o que o mestre da literatura infantil brasileira vestiu sua encantadora heroína e atiçou a minha pobre e sedenta imaginação para o 40forever…
… Até ir jantar na casa de amigos, ser recebida como poucas vezes fui e me deparar com a toalha de mesa mais original e delicada, que já vi em minha vida: quando a elegância mineira põe a mesa, é de se tirar o chapéu e aplaudir de pé. Portanto, aplaudo Silvana Gontijo!
A mesa mágica de Silvana! O meu lugar, devidamente presenteado com a chiquérrima geléia de "citron de Provence", plantados no pomar de Silvana (Desculpem-me a foto, mas estávamos à luz de vela e eu queria muito que vocês vissem quanta delicadeza!).
Facilmente, preencheria uma semana de posts cantando, em prosa e verso, tudo que vi e que aprendi, naquela noite mágica. A anfitriã, que podia chamar-se Babette, para combinar com seus dotes culinários, fez tudo em casa: dos bouquets de flores aos lindos potes de geléias variadas, que esperavam cada convidada no seu lugar à mesa, passando por um “pernil en croute na focaccia”, que também ele merecia um capítulo à parte, nada escapou de suas mãos de fada!
O "pernil en croute na focaccia", encontro perfeito de delícia com beleza!
Mas voltemos à toalha:
Risoleta Jaguaribe Selmi-Dei, avó de Silvana, encomendou, em 1915, uma linda toalha de linho branco, para comemorar o nascimento de sua primeira filha, Leda Gontijo, mãe da minha musa Silvana. Desta data em diante, “quando convidava alguém que queria incorporar ao seu universo, para a eternidade”, a toalha entrava em ação: após o jantar, ela pedia que seu eleito desse um autógrafo, na famosa toalha, e mandava borda-lo. Assim, escreveu a história das amizades da família, com os riscos dos bordados mais delicados e afetuosos que já ouvi falar.
Hoje, a toalha pertence à Silvana, por obra e graça de um sorteio que a mãe fez, entre suas filhas: sortuda mas merecedora, porque continua o legado da avó, com toda competência! BN
BN assinando a "mesa da fama": como você pode escolher aonde quer ser perpetuada, me posicionei ao lado de Pedro Nava, pra ver se a lei da osmose funciona fora da química!Alguns dias depois, recebo esta foto comprovando a minha entrada no Olimpo das Gontijo: fiquei muito honrada!