Bebel

Bebel Niemeyer

CUBA QUE TE QUIERO… LIBRE: UMA VIAGEM LINDA À ILHA!

 

Cuba: das melhores viagens que fiz na vida!
Cuba: das melhores viagens que fiz na vida!

 

Nunca imaginei visitar Cuba, tantos os roteiros mundo afora e tão curta a vida… Que bobagem, fui surpreendida por uma das melhores viagens ever!

Tudo começou num almoço, quando o filho da vez a escolher nosso destino era Isabel TM, a caçula. África vai Israel vem, acabamos batendo o martelo: a Ilha. Era começo de dezembro e, no meio de caloroso debate, Maria TM lança um argumento insólito pra época: “Vamos antes que acabe”… Parecia premonição pois 15 dias depois (nós já com as passagens na mão, ufaaaa) o Presidente Obama declara para, muito em breve, o “desembargo” à Cuba. Assim, nossa ida que era meramente turística virou quase jornalística e voltamos com a leve sensação de observadores da história…

 

Minha primeira imagem da Ilha: o aeroporto de Havana, simpático e despojado.
Minha primeira imagem da Ilha: o aeroporto de Havana. Achei graça ao ler “VIP” numa das filas de imigração e ser recebida por este anúncio de cigarros made in USA!

 

Desembarcamos por lá, de noite e na noite dos tempos, com um minucioso roteiro montado por mim (parte diurna/cultural) + Maria TM (parte noturna). Ela é nossa “personal concierge”, craque na escolha de restaurantes, hotéis e cia) e a benção dos amigos de uma vida, Alice e Bob Medici (contato no final deste post), agentes divinos de viagem, que há anos transformam nossos delírios turísticos em doces realidades: eles fazem toda a diferença!

Conto, a seguir, um roteiro enxuto de cinco dias, baseado no nosso (ficamos nove dias, sem contar a chegada e a saída) que editei em seus percalços, já que os cubanos são um povo encantador e solícito mas, por enquanto, inteiramente crú no quesito turismo. A favor deles, têm uma vontade louca de acertar. Por isso, acatam as mudanças de percursos imediatamente, com toda presteza! E eu fiz algumas fundamentais…

 

O lindo Capitólio cubano, na entrada de Havana Velha.
O lindo Capitólio cubano, na entrada de Havana Velha.

 

DIA 1: HAVANA
CITY TOUR
Se estiver tempo bom, alugue um daqueles lindos carros antigos e conversíveis que ficam esperando na porta dos hotéis ou em pontos centrais de Havana, e dê um “rolé” pra se ambientar na cidade (chuvendo, vai de taxi como Angélica: só é menos romântico…).

 

Melhor meio de transporte para o primeiro passeio por Havana: um de seus maravilhosos carros vintage e de preferência um Cadillac, rabo de peixe "bien sûre"!
Melhor meio de transporte para o primeiro passeio por Havana: um de seus maravilhosos carros vintage e de preferência um Cadillac, rabo de peixe “bien sûre”!

 

Acertada a locomoção, peça pro motorista descer a via costeira, pegar a “Quinta Avenida” (é este o nome, Globo e você, tudo a ver…) e seguir pelo setor dos casarões maravilhosos de antes da Revolução (acho que é a Rua 146 ) que hoje viraram embaixadas, casa de empresas ou de alguns raros felizardos. Fiquei boquiaberta…

 

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Visual do lindo Bosque de Havana!

 

Depois, atravesse o deslumbrante Bosque de Havana e termine o passeio em Havana Velha (contando o trajeto mais as paradas obrigatórias para fotos e cia, esta programação dura 2 horas).
Daí, siga pra conhecer esta parte encantadora da cidade a pé, de preferência com um guia.
Na hora da fome, almoce no La Floridita onde Hemingway e amigos tomavam daiquiri. É lugar de turista, mas afinal o que somos nós? Sente na parte da frente, onde servem uns sanduíches gostosos. O restaurante é vago.

 

Com Hemingway, no bar do La Floridita!
Com Hemingway, no bar do La Floridita!

 

Depois do almoço, perca-se mais um pouquinho por esta parte encantadora da cidade. A cada esquina uma surpresa e, muitas vezes, cantante!

DIA 2: HAVANA
HAVANA VELHA E MUSEUS
Continue passeando pela cidade antiga, é divina! Já que a esta altura está ambientado, siga o roteiro tradicional e visite as 4 praças (Praça Central, Praça das Armas, Praça da Catedral e Praça Velha) que se interligam, formando o Centro histórico.
Percorrido este lindo trajeto, rume para os museus: são poucos, mas dizem muito sobre a cultura local.

 

Com as niñas tendo a linda Catedral de Havana ao fundo... Uma das quatro praças icônicas da cidade!
A linda Catedral de Havana que fica em uma das quatro praças icônicas da cidade!

 

Os que mais gostei:
– Museu da Revolução: apesar de parecer uma coletânea de trabalho colegial, é emocionante ver o passo a passo da revolução de maneira singela, com documentação baseada apenas em muitos recortes de jornal e fotografias. Já que estamos na Ilha…
– Museu de Belas Artes: a parte de arte cubana é simplesmente um show!
– Museu de Artes Decorativas: era a casa de uma senhora da elite pré Castro e continua arrumada (mais ou menos) como ela deixou, tipo Frick Collection local. Dos poucos lugares que retratam a vida na era Batista em seu apogeu.

 

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A linda faixada do Museu de Artes Decorativas!

 

– Museu Napoleônico: se tiver tempo e interesse é pitoresco, pois é o segundo maior acervo do mundo sobre o assunto…

 

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Escultura no Museu Revolucionário…

 

– Roubada master: Museu do rhum.
Quando terminar o estirão cultural, passe na Bodeguita del Medio e tome seu famoso mojito!

DIA 3: COJIMAR
CASA DE HEMINGWAY E ARREDORES.
O escritor norte-americano Ernest Hemingway morou na Ilha por um bom tempo, no final de sua vida, e é uma de suas principais atrações. Depois de passar algum tempo num quarto de hotel, mudou-se para a charmosa “Finca la Vigía”, em San Francisco de Paula, na periferia de Havana. Vale muito a pena visitar a casa, está como se ele tivesse saído pra dar uma volta. Seu jardim é delicioso, peças importantes de sua história permaneceram por lá, até emociona.

 

A linda "Finca la Vigia", reduto de Ernest Hemingway na Ilha!
A linda “Finca la Vigia”, reduto de Ernest Hemingway na Ilha!

 

Na sequência, dê um pulo à vizinha Cojimar e passeie pela via costeira, que é uma graça. Cheia dos barezinhos outrora frequentado pelo escritor, hoje disputam quem tem o melhor acervo de relíquias por ele deixado. Outro detalhe encantador: num rochedo no canto desta praia que “O Velho e o Mar”  foi concebido e é maravilhoso contemplar a fonte de inspiração de um grande mestre… Vai que existe “osmose literária”.

 

A via costeira de Co
A via costeira de Cojimar, inspiração para “O Velho Homem e o Mar”!

 

A seguir, almoce no Café Ajiaco, muito simpático. Tem que reservar pois é lotado.
Voltando, ainda sobra um resto de tarde. Aproveite pra ver o famoso pôr-do-sol cubano do morro de Havana Velha. Espetáculo único.

DIA 4: VALE DEL VIÑALES & PINAR DEL RIO & HAVANA
CHARUTOS & BELEZAS NATURAIS
Inventamos um “Passeio Temático” pra conhecer uma das estrelas do país, os preciosos “habanos”. Achei tão incrível sua história que reservei um post inteirinho pra ele, apesar de não fumar e nem nunca ter-me interessado pelo assunto. Mas os charutos estão para Cuba como o vinho para França e contextualizado, é igualmente fascinante. Por ora, dou somente as informações básicas e me aprofundarei mais adiante.
Voltando ao roteiro, para que este dia renda segundo sua necessidade, saia de Havana às 8 da manhã levando um farnel com sanduíche pra driblar o almoço, hoje não terá tempo.
Seu destino é o Vale del Viñales, a oeste da Ilha e duas horas de distância da capital. Chegando, vá direto às atrações naturais: visão panorâmica do Valle, que é bem pitoresca, e passeio por uma de suas lindas grutas, com direito a navegar pelo Rio São Vicente.

 

As grutas de Vinha del Mar são deslumbrantes!
As grutas de Valle del Viñales são deslumbrantes!

 

Finda a parte “aquática” do passeio, rume para Piñar de Rio, mais precisamente à “Vuelta Abajo” onde fica a “Côte d’Or” dos charutos, pra conhecer uma de suas fincas (nome dado às fazendas cubanas), que produzem a melhor folha de tabaco do mundo. Só aceite se for a “Finca Robaina” ou a “Finca de Monterrey”, em San Juan Martinez. Senão, arrisca-se a ir para alguma propriedade sem nenhum interesse para o turista, como fizeram conosco a princípio. No lugar certo, a visita é inesquecível.

 

Uma plantação do tabaco mais precioso do mundo em Vuelta Abajo!
Uma plantação do tabaco mais precioso do mundo, em Vuelta Abajo!

 

Agora que já conheceu como produzem o tabaco mais precioso, volte pra Havana pra dar tempo de vê-lo transformar-se no emblemático Habano. Sem almoço é claro, por isto levou o farnel…
Chegou a hora da visita às famosas e pitorescas fábricas de charuto. As melhores estão na capital, instaladas em centenários casarões, um mundo à parte e fascinante. Dê preferência à Cohiba ou Partagas… Sensacional!
Está cansado? Então feche o dia, em grande estilo, na Casa dos Habanos, onde além de poder experimentar, na hora, o orgulho cubano, existe um sommelier que ensina todo o ritual de como acende-lo e manusiá-lo. Mesmo pra quem não é fumante o programa vale muito a pena!

DIA 5: VARADERO
PRAIA.
Ir à Cuba e não conhecer um de seus famosos “Cayos” (pequenas ilhas que abrigam as praias mais deslumbrantes e repletas de surpresas da natureza local), chega a ser pecado mortal… Cayo Largo ou Cayo Coco são os mais lindos e têm estrutura para turismo. O problema é que pra chegar é a maior mão de obra, o acesso mais fácil é avião pequeno e antigo. Precisa-se de, no mínimo, 3 dias, pra justificar o esforço.
Numa segunda ida à Cuba será prioridade no meu roteiro.

 

Embarcando para um mini cruzeiro pelo nas cercanias de Varadero!
Embarcando para um mini cruzeiro pelo nas cercanias de Varadero!

 

Mas tem um paliativo que, pra quem nunca foi ao país, é uma bela introdução praiana. Chama-se Varadero, o balneário mais bombado de Cuba antes da Revolução. Geograficamente, parece com Angra dos Reis, no litoral fluminense. Trata-se de uma cidade muito feia e destruída pela exploração imobiliária, mas cercada de ilhas lindas. Vale pegar um barco e fazer um passeio por algumas delas. A nossa agência tinha tudo, até uma lancha maravilhosa e tinindo de nova.

 

Uma deslumbrante praia em Cayo Blanco, nas vizinhanças de Varadero.
Uma deslumbrante praia em Cayo Blanco, nas vizinhanças de Varadero.

 

Na volta, almoçamos em Varadero, na ex casa de praia da família Dupont, a mais rica do país até a chegada de Castro. Hoje é um hotel sofisticado e curioso historicamente, pois a casa ficou completamente preservada, como a família a deixou em 1958. São 8 quartos com fila de espera de 2 anos para a hospedagem, mais campo de golf e um bom restaurante. Chama-se Hotel Xanadu e almoçar por lá já é um bom motivo para conhecer o lugar. Fizemos a reserva pelo Hotel Melia e pedimos, previamente, o “menu a la carte”. Bacana de conhecer.

 OBSERVAÇÕES FUNDAMENTAIS:

-A nossa primeira grande surpresa foi quando tivemos uma certa dificuldade pra conseguirmos lugares em avião para a Ilha, com 3 meses de antecedência, principalmente no segundo trecho, Panamá/Havana. O quesito hospedagem, então, foi o maior perrengue. Por enquanto, são 3 milhões de turistas/ano. Quando o embargo estiver efetivamente desfeito, estimam chegar a 4.5 milhões, pelo menos. Digo isto para alerta-lo que esta viagem requer planejamento, senão nada feito.

-Na sequência do parágrafo acima, não conseguimos de modo algum, nos hospedar em Havana Velha. Mas, ao contrário do que nos disseram, faz pouca diferença. O Hotel Melia é ok e tem vista linda para o mar do Caribe. Aconselho a ficar no andar executivo, que funciona com restaurante e concierge exclusivos, o que muda inteiramente a estada.

 

Havana vista do Hotel Melia!
Havana vista do Hotel Melia!

 

-Leve euros, cotação muito melhor para troca que o dolar. Aliás, cartão de crédito não é aceito em muitos lugares (o Amex em nenhum), cash é fundamental!

– Pra sair de Cuba, no embarque da volta, guarde 25 CUCs (moeda local que equivale, mais ou menos, ao euro) por pessoa que estiver viajando. É para pagar um imposto de permanência que é feito na hora do check in, como em Fernão de Noronha. Praticamente impossível fazer câmbio no aeroporto.

-Imprescindïvel usar agência de turismo nesta viagem, se quiser ter uma estada tranquila e conhecer o país como ele merece. Pra começar é praticamente impossível, por enquanto, completar uma ligação daqui apara a Ilha, fora o resto. Usamos nossos agentes queridos Alice e Bob Medici, como contei no começo. Eles têm os melhores contatos por lá e realizaram todos os nossos sonhos cubanos.

– A temporada ideal pra conhecer o país é de novembro a abril. À partir daí e na sequência, vem calorão, chuvarada e a temida fase dos ciclones.

– Fomos, em março último, justamente no final do inverno local e, em tese, o clima era pra ser ameno nesta época. Só que entrou uma frente fria vinda dos EUA, a mesma que congelou NYC, e só não morremos de frio porque nossas filhas viajaram no dia seguinte com os devidos casacos que salvaram a pátria. Vi um casal de brasileiros abortar a viagem no meio, por por falta de agasalhos.

. Mais uma peculiaridade, não há nenhum tipo de loja de roupas. Pelo menos que tivéssemos notícia. Portanto, aconselho a levar algo quentinho, por precaução.

– Três programas obrigatório, na divertida noite de Havana:
. Happy hour no emblemático Hotel Nacional, o Copacabana Palace local, com instalações lindas apesar da decadência, jardins deslumbrantes e toda uma história em seus domínios;

 

Eis o Hotel Nacional de Cuba: um must go!
Eis o Hotel Nacional de Cuba: um must go!

 

. Ir a um espetáculo do maravilhoso Ballet Nacional de Cuba. Vimos um “Lago dos Cisnes” de tirar o chapéu e aplaudir de pé!!!

 

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Vimos no Teatro Nacional um “Lago dos Cisnes” inesquecível!!!

 

. Fundamental reservar uma noite para ir a um dos divinos “night clubs” locais. Tipo túnel do tempo, têm música ao vivo de primeira e um ambiente pra lá de vintage. A-do-ra-mos o “El Gato Tuerto”.

. CLIQUE AQUI para o post sobre os restaurantes.

 

"El Gato Tuerto"... Tem que ir e se tiver fila, enfrente-a, é imperdível!!!
“El Gato Tuerto”… Tem que ir e se tiver fila, enfrente-a, é imperdível!!!

 

Antes de ir, gostaria de registrar o mais importante, Cuba é uma grata surpresa. Apesar de todos os percalços, nos surpreendemos ao encontrar um país pobre mas não miserável, habitado por um povo encantador, educado e, sobretudo, orgulhoso de sua origem. Mas ficamos pesarosos ao ver pessoas preparadas exercendo profissões aquém de suas possibilidades, para sobreviver: nosso guia tinha 2 doutorados e quase todos os funcionários de restaurantes, escolaridade superior, por exemplo.

 

Passeando pela Quinta Avenida de Havana com nosso maravilhoso guia Danilo Gómes... Amigos para sempre!
Passeando pela Quinta Avenida de Havana com nosso maravilhoso guia Danilo Gómes (de verde, à direita)… Amigos para sempre!

 

Andamos bastante e em momento algum nos sentimos inseguros. Como na Sicília, a ilha é cortado por uma auto estrada única e bem conservada que leva os interessados a seus confins, de leste a oeste. Seu território não é grande mas bem diverso, por isso em cada parada uma novidade te espera.
Como, efetivamente, o turismo recomeçou muito lentamente, somente há 10 anos e da estaca zero, ainda é precária a locomoção e, sobretudo, a comunicação. Internet é uma dádiva dos céus, concedida só em hotel mega e por período de tempo irrisório. Na TV, dois canais cubanos e um Colombiano fazem a programação. Livraria só com publicações vintage sobre Fidel, Che e cia.

 

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Close numa estante de uma livraria de Havana…

 

Em compensação Havana é uma cidade alegríssima, de super astral, restaurantes surpreendentes, instalados em lugares lindos e música por toda parte. Espero que a redentora abertura lhes devolva a sacrossanta liberdade mas que não leve a identidade pois a globalização ainda não bateu na porta de Cuba,

 

Em Havana a música está por toda parte!
Em Havana a música está por toda parte!

 

Pra quem, guerreiramente, chegou até aqui agradeço a companhia e peço que me desculpe o tempo tomado, mas gostei tanto de tudo que vi na Ilha mais famosa do mundo, que me empolguei… Vai que te convenci! BN

 

Fiquem com o famoso bar do Bodeguita del Mejo e seu emblemático mojito... Cheersss!!!
Fiquem com o famoso bar do Bodeguita del Mejo e seu emblemático mojito… Cheersss!!!

 

CONTATO ALICE E BOB MEDICI:
+55 21 99763 8535

 

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VALE VER DE NOVO AS DUAS VERSÕES DE UM MESMO ARRANJO: A DESCARTÁVEL E A FOREVER!

 

A linda Renata Cardim, que me sugeriu fazer este post!
A linda Renata Cardim, que me sugeriu fazer este post!

 

Este post eu dedico à minha querida amiga Renata Cardim, paisagista maravilhosa que, com seu olho clínico, enxergou o que pra mim só era praticidade. Vou explicar pra vocês…

 

Este par de “Black amour” que adoro já moro em muitas casas, sempre fazendo o filme das mesmas.
Este par de “Black amour” que adoro já morou em muitas casas, sempre fazendo o filme das mesmas.

 

Dos enfeites de minha casa, tenho verdadeiro xodó por um par de “Black Amour” austríacos, feitos em terra-cota e que me acompanham há meia vida, sempre reforçando o tom de brasilidade que amo ter em minha volta.

 

A versão descartável…
A versão descartável…

 

Mais de perto…
Mais de perto…

 

Não sou muito de, digamos, “naturezas mortas”; pra mim, só as pintadas nas telas. Portanto, frutas de cêras, flores idênticas às verdadeiras e derivados, não fazem nada a minha cabeça. Então, como preencher os cestos que estas duas esculturas carregam? Sem nenhuma luz no fim deste meu túnel, passei anos trocando os “affaire” dos balaios, variando entre frutas e legumes, uma mão de obra sem fim.

 

A solução pro arranjo "forever" veio de uma lembrança...
A solução pro arranjo “forever” veio de uma lembrança…

 

Até o dia em que lembrei de uns arranjos de coco seco, que passavam o ano enfeitando a casa de minha tia Elisinha, chiquérrima e prática: eram “live”, duráveis e lindos. Bingo, resolvido o problema que, segundo a Renata, é de muita gente também. Se for, eis um final BBB para este post: bom, bonito e barato! BN

 

Eis, mais de perto, a versão com os cocos secos, que duram uma eternidade…
Eis, mais de perto, a versão com os cocos secos, que duram uma eternidade!!

 

 

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VALE VER DE NOVO: BACALHAU DO CAFOFO DO MORENO, DELÍCIA!!!

 

Reunidos os ingredientes, mãos à obra!
Reunidos os ingredientes, mãos à obra!

 

Existe um lugar, suspenso num apart e bem ali na Gávea, que é pra lá de divertido e aonde tudo e todos acontecem. Cantado a prosa e verso, chama-se “Cafofo do moreno” ou o reduto carioca do querido jornalista Jorge Moreno, que nos encanta todos os sábados com sua divertidíssima coluna política, no Jornal “O Globo”.

Ali bate-se dos melhores papos da cidade e come-se melhor ainda, graças a competência e presteza da linda e super chef da casa, a matogrossence Carlúcia Silva. Especialista em comida brasileira nossa musa faz, sorriso nos lábios, pratos do Oiapoque ao Chui, em quantidade indeterminada, porque por lá a generosidade reina e nunca se sabe quem mais vem para jantar!

Pois num dia de menu light, ela saiu-se com uma iguaria que amei e copiei, sendo até hoje “pièce de résistance” em minha casa: Um bacalhau com quinoa de comer rezando e que agora, pedindo licença poética à querida Carlúcia, passo a minha intrepretação pra vocês. Tomara que curtam!

INGREDIENTES:
– 2 kg de bacalhau,
– 1 pacote de quinoa,
– 1 L de azeite “Il Grezzo”,
– 4 ovos cozidos em fatias,
– 2 tomates sem pele picados,
– 4 cebolas bem picadinhas,
– 4 dentes de alho bem socados,
– 1 alho poró fatiado como batata palha e frito no azeite pra crocar,
– 1 vidro de 250 g de azeitonas preta, sem caroço e cortadas ao meio,
– 1 vidro de 250 g de azeitonas verdes, sem caroço e cortadas ao meio..

PREPARO DA QUINOA:
– Lave e refogue a quinoa com 2 dentes de alho, fritos no azeite,
– Acrescente 3 xícaras de água e ponha tudo pra cozinhar, por 15 minutos.

PREPARO DO BACALHAU:
– Ponha o bacalhau num tabuleiro, em pedaços, regue-o com um pouco de azeite em forno bem quente, por 20 minutos,
– Retire do forno e deixe esfriar. Desfie-o, tirando as espinhas e faça um refogado com ele mais azeite, os outros 2 dentes de alho socados, as cebolas picadas, as azeitonas e o tomate,
– Acrescente ai a quinoa, os ovos cozidos e cortados em rodelas,
– Arrume numa travessa grande, jogando por cima de tudo, o alho poró crocante.

Sirva acompanhado de uma salada verde: “Sucesso total ou seu $ de volta!” BN

 

Vejam que delícia!
Vejam que delícia!

 

 

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VALE VER DE NOVO: CAÇA ÀS TRUFAS BRANCAS, UMA AVENTURA NO PIEMONTE, por ISABEL TM

 

 As três felizardas caçadoras: Maria Antonia Ferraz, Bela Mascarenhas e Isabel TM, posam com a maior trufa do pedaço!

As três felizardas caçadoras: Maria Antonia Ferraz, Bela Mascarenhas e Isabel TM, posam com a maior trufa do pedaço!

 

Pedi à minha caçula Isabel Teixeira de Mello que nos contasse sobre a viagem maravilhosa que fez, ao Piemonte, junto com outras duas amigas queridas, quando cursava faculdade em Milão, em 2007.

Tudo começou com um “telefonema-consulta” para saber o que eu achava dela ir com a Maria Antônia, companheira na estada milaneza e segunda irmã, passar o fim-de-semana em Alba. É que a mãe de Antonia, minha amadíssima amiga Claudia Ferraz, rata da internet e gênia pra descobrir tesouros indisíveis no mundo virtual, tinha descolado uma caça às trufas, em Alba, por um preço surpreendente, fora o inusitado do programa que, a meu ver, era imperdível!

Aflita porque ia interromper, por quatro dias, o puxadíssimo rojão de estudos, Isabel estava prestes a desistir quando fechei o tempo e lhe convenci que há oportunidades, na vida, que jamais voltarão e que o aprendizado dos livros é fundamental mas deve ser complementado, com “atividades extracurriculares”.

Confesso que tive dificuldades para defender a tese da relação trufas/design de moda, mas acabaram embarcando. Finalmente, foram três para a excursão gastronômica (que sonho fazer um dia), pois outra amiga, a fofa Isabela Mascarenhas que na época estudava em Paris, também aderiu à aventura.

Curtam o relato da Bel e, quem sabe, vocês não se animam. Esta é a melhor época pra planejar este tipo de viagem pois mais pra perto, não há vagas, já que caçar trufas não comporta turismo de massa. Além do mais, o contratado foi um programa fechado e organizado pelo hotel, que é uma pequena jóia e tem de pouquíssimos quartos! BN

 

Localizando o Piemonte, no extremo oeste da Itália!
Localizando o Piemonte, no extremo oeste da Itália!

 

“PIEMONTE EM OUTUBRO/NOVEMBRO: SAVE THE DATE!”, por ISABEL TM

Para aqueles que, como eu, amam trufas brancas essa viagem é um “Must Go”!
Fiz quando morava em Milão, na companhia de duas amicíssimas!
Passamos um final de semana no Piemonte, região no noroeste da Itália, na melhor época da trufa: começo de novembro!
Vamos por partes, pois tem muita coisa boa pra contar!

PARETE 1: O HOTEL!

Fomos num “blind date” para uma pousada, que a mãe de uma das meninas, tia Claudia Ferraz, reservou pra gente! Essa minha “Tia” tem muito bom gosto pra tudo na vida, e acertou em cheio, mais uma vez…
O Hotel se chama “La Villa” e pertence a uma família de ingleses fofíssimos! O serviço é impecável e os quartos charmosérrimos !
Chegamos lá, via trem Milão-Alba, às 6 da tarde de sexta-feira, para passarmos o fim-de-semana!
Olhem que lindo, nas fotos, o nosso hotel!

 

La Villa Hotel
La Villa Hotel

 

Terraço charmosérrimo!
Terraço charmosérrimo!

 

 Piscina com vista maravilhosa!

Piscina com vista maravilhosa!

 

Um dos lindos quartos do hotel!
Um dos lindos quartos do hotel!

 

"Sala de banho" chiquérrima!
“Sala de banho” chiquérrima!

 

Como éramos três, tivemos que ficar na “Honeymoon suite”, ou seja: mordomia total! A primeira pedida, pra entrarmos no clima, foi a tábua de queijos com mel trufado, que comemos to-di-nha, sob a luz de uma lindíssima lua cheia … Pra completar a farra, o restaurante do hotel, La Vie, é um dos melhores da região e seu menu é de tirar o fôlego!

 

Restaurante La Vie, que podia ser La Vie en rose...
Restaurante La Vie, que podia ser La Vie en rose…

 

PARTE 2: A CAÇADA ÀS TRUFAS BRANCAS!

Programem-se para caçar trufas brancas e, quem sabe, não dão a sorte de encontram uma poderosa!!!

Fazia parte do “pacote” do hotel, a “Truffle-Hunting”. Depois de um café da manhã incrivel, seguimos para a nossa “aventura”, acompanhadas do Mario, um senhorzinho muito fofo!
Ao lado de seu cachorro e seu caminhãozinho, ele nos levou à caça, durante boa parte da manhã. Saímos felizes e contentes com a trufa que “nós mesmas” encontramos. Quanto mais fresquinha melhor, nosso jantar estava garantido!

Depois do passeio/caça, o Mario ainda nos levou para conhecermos o seu “personal vinhedo”, nos presenteando com uma garrafa do seu acervo. Très chic!

 

Mario e seu fiel escudeiro!
Mario e seu fiel escudeiro!

 

PARTE 3: RESTAURANTE!

As recomendações são muitas, mas o restaurante que mais gostamos chama-se San Marco! Ele tem uma estrela no guia Michelin, um ambiente super agradável e um menu delirante, elaborado pela chef, Mariuccia Ferrero.

 

Maria Antônia, Isabela e Isabel, metidas que só, jantando no San Marco, “una pasta” maravilhosa, com a “personal trufa” que caçaram!BN

 

 Close na MA e sua trufa, sendo devidamente ralada! BN

Close na MA e sua trufa, sendo devidamente ralada! BN

 

Sua majestade a trufa branca em ação...
Sua majestade a trufa branca em ação…

 

PARTE 4: PROGRAMAS!

Além da trufa, o Piemonte também é a região da nocciola, de ótimos vinhos e queijos deliciosos, como o Robiola… Todo fim de mês, eles montam uma mega feira, repleta de todas estas especialidades locais, ou seja, é um delírio total e a melhor opção de programa para aproveitá-la é fazer um picnic!

Antes de mais nada, passa-se o dia provando todas estas maravilhas, nas barraquinhas, seleciona-se o que mais gostou e depois, vai com tudo. Ah, e não esqueça da sobremesa, nocciola na cabeça: são tortas alucinantes, que se quer levam açúcar, tão puro o sabor da nozes!

 

Isabel TM chegando para fazer seu picnic de delis, na "Fiera Regionale del Tartufo"! BN
Isabel TM chegando para fazer seu picnic de delis, na “Fiera Regionale del Tartufo”! BN

 

Queijinhos delis!
Queijinhos delis!

 

Azeites trufados
Azeites trufados

 

Mel trufado!
Mel trufado!

 

Trufa branca MEGA!!!!
Trufa branca MEGA!!!!

 

Para os interessados, também vale a pena conhecer as fábricas de vinhos e espumantes da região. O “Asti dolce”, uma das estrelas locais, é a paixão da minha mãe, BN!

Fomos nas fábricas “Gancia” e “Bosca” : super valeu a pena!” ISABEL TEIXEIRA DE MELLO!

 

Fomos
Fomos à fábrica Gancia… Mara!

 

CLIQUE AQUI PARA O HOTEL LA VILLA!

 

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