Marcando o lugar com muito charme: Neste almoço, o tema escolhido foram as flores!
Marcar lugar em almoço ou jantar sentado não é bolinho, pois há todo um protocolo a ser cumprido, isto é, regras precisas que devemos seguir e que variam de país para país. O assunto é tão precioso que existem profissionais especializados, os “cerimonialistas”, que atuam na organização de casamentos, festas particulares ou de empresas, congressos, enfim, qualquer “evento” que exija uma certa formalidade por parte dos anfitriões.
Um dos mais competentes profissionais em protocolo e cerimonial é o querido Ricardo Stambowsky e equipe!
Quando a refeição é de “Estado”, há funcionários especialmente treinados para comanda-la pois, neste caso, um erro de Protocolo pode ser fatal e gerar ofensas também de Estado, do tamanho do cargo e do ego do ofendido. Na época em que morei em Brasília, havia uma cartilha com as normas brasileiras de cerimonial, vendida em livraria.
Uma das referências no gênero, o livro de etiqueta de Amy Vanderbilt pontifica desde 1952!
A versão atual da bíblia sobre protocolo e etiqueta.
Mas como não é o meu caso, raras vezes marco lugar quando recebo em casa, pois adoro uma informalidade. Para os dias de excessão, aprendi com as minhas chiquérrimas amigas diplomatas, uma charmosa maneira de sentar a todos, sem cometer gafes e também divertindo os convidados.
Imaginem o pobre do chefe do cerimonial da corte inglesa que tem marcar os lugares deste deslumbrante jantar em Buckingham Palace, com certeza ia preferir nosso sorteio…
Faz-se assim… Simula-se um sorteio com nomes relacionados a um tema. Pode ser flores, pássaros, artistas plásticos ou qualquer outra coisa que sua fértil imaginação conceber e que, de preferência, lembre o assunto da festa ou do homenageado: Delicadeza nunca é demais.
Imagina eu sentada numa mesa linda, encarnado Audrey e tendo à minha direita…
… Elizabeth Taylor e seus olhos cor de violeta.
Digamos que seja um almoço para mulheres e que você tenha escolhido atrizes dos anos dourados de Hollywood, como inspiração. Liste o mesmo número de “stars” quanto o de convidadas (pra você não precisa pois aprendemos que os donos da casa devem saber onde sentar):
-Audrey Hepburn
-Elizabeth Taylor
-Vivien Leigh
-Grace Kelly
-Marilyn Monroe
-Lauren Bacall
E por aí vai…
… E à minha esquerda, senta Gilda, ou melhor, Rita…
… E em frente a beleza de Grace!
Escreva, no marcador de lugar à mesa os nomes das atrizes escolhidas. E outra vez os mesmos nomes para serem sorteados pelas convidadas, antes de sentarem para almoçar: A brincadeira distrai e também cria encontros casuais.
Foi um dos pontos altos de almoço divino que fui, para 18 mulheres, e que mostrei para vocês. Por lá, o tema era flores. Muito encantador. Vejam nas fotos! BN
Os nomes das flores para serem sorteadas: Aqui a caprichosa dona da casa fez cartões com nomes e imagens das flores: Lindo!
Os nomes das flores para serem sorteadas: Aqui a caprichosa dona da casa fez cartões com nomes e imagens das flores: Lindo!
Os ingredientes fundamentais: queijo parmezão ralado em tiras, queijo Grana Padano e Penne mini (Depois de vasta experimentação foi a massa que funcionou!)
Lendo um post delicioso de MP contando sobre os requintes do chalet, em Gstaad, do grande estilista Valentino Garavani, que arrasa também como dono de casa, fiquei intrigada com a menção de um “suflê de pasta” imperdível e inesquecível: resolvi fazê-lo, em casa, pra ver no quê que dava.
O grande mistério era escolher qual o tipo de massa mais apropriado (nossa amada não lembrava deste detalhe). Assim, depois do querido Doc, provador oficial dos meus testes gastronômicos, passar a semana provando várias versões, seu veredicto de “melhor suflê que já comi” saiu no dia do penne.
Bati o martelo, finalmente, e me animei em publicar, previamente autorizada por MP, bine sûr. Então eis uma interpretação deslavada da receita do “Mestre Italiano” e meu muso forever. Acho que ele não se importaria, afinal já está mais que acostumado a ser mal copiado.
Vamos aos “finalmentes”:
SOUFLÉ DE PENNE
INGREDIENTES:
1 xícara de mini penne;
3 e 1/2 cebolas;
200 gramas de manteiga sem sal, da boa;
8 ovos;
150 gramas de queijo Grana Padano;
100 gramas de queijo parmezão ralado em tiras (usamos o da SanCor).
PREPARO:
– Cozinhe o mini penne, “ao dente”, e reserve;
– Ponha a cebola pra cozinhar, junto com a manteiga por 10 minutos. Bata no liquidificador e reserve;
– Rale o Grana Padano e reserve;
– Bata as 8 gemas até formar um creme homogêneo e claro;
– Bata as 8 claras, até o ponto castelo, isto é, até que estejam firmes;
– Misture num recipiente o creme de cebolas, o creme de gemas, o queijo Grana Padano ralado e o mini penne cozido. Misture bem;
– Acrescente as claras batidas em ponto castelo, delicadamente, e acrescente, por cima de tudo, o queijo parmezão ralado “SanCor” (ou a marca que você preferir) também delicadamente, pra não afundar as claras;
– Ponha pra assar, num forno previamente aquecido, por 35 minutos.
Fiquem com as fotos de Sua Excelência, em vários ângulos! BN
Nós três, aqui do BLOG, adoramos nossas raízes mineiras, terra de tantos predicados que agrega valor inestimável fazer parte deste povo criativo e arteiro, no melhor dos sentidos, culpado por tudo de maravilhoso que vem das Minas Gerais.
A linda Vila Rica: Amamos nossas raízes mineira…
Introdução feita e geografia definida, é do particular da arte mineira que este post vai tratar, pois nas Gerais canta-se bem, escreve-se o fino, pinta-se o sete com maestria, esculpe-se melhor ainda e sempre com a benção do tempo, pois “o que passou não passa, em Minas, cotinua a viver”, disse o Mestre Alceu do Amoroso Lima.
Beleza de escultura esta Santana de Mestre Corguinho… Esta jamais passará, nem em Minas nem em qualquer outro lugar!
De lá e ilustrando o parágrafo acima, me deslumbrei por um livro que só o título já é uma inspiração: “A Mão Devota”, da Editora Bem Te Vi, que fala sobre os anônimos santeiros populares das Minas Gerais, nos séculos 18 e 19, escultores cujos talentos deixaram uma herança singular para a arte do Brasil, como preconiza o az do assunto Angelo Oswaldo de Araújo Santos, incansável menestrel da arte de sua gente.
Talento pra dar e vender como o de Mestre da Catequese que esculpiu esta maravilhosa Santa Rita, a quem tenho especial devoção.
O livro é lindo, singelo e grandioso, tocante e definitivo e me arrebatou pela originalidade do assunto, que eu desconhecia, e a comovente beleza dos assuntados. Que descanso pro espírito folheá-lo e ir conhecendo um glossário de Mestres nunca dantes navegados, com nomes deliciosos como Mestre do Estilo Delicado, Mestre da Forma Simples, Mestre da Cara Redonda… Ver santos, lindos, compartilhando conosco as suas devoções, tudo amparado por um texto impecável do seu autor José Alberto Nemer. Fora a jóia de prefácio, do já citado e também Mestre, Angelo Oswaldo.
Nomes tipo Mestre da Borboleta, autor desta linda N S da Expectação…
… Ou Mestre dos Santos Pretos, que esculpiu este maravilhoso São Benedito…
E também Mestre do Estilo Delicado e sua Santana!
Nem preciso dizer que “A Mão Devota” já está na minha mesa de centro e que recomendo-a, vivamente, para os que crêem e, sobretudo, aos amantes da arte brasileira! BN
MAIS UMA PALHINHA DAS BELEZAS PRODUZIDAS POR ESTES MESTRES PRA TE ENCANTAR!
As cores e sabores da culinária divina mexicana está representada em alguns dos seus maravilhosos restaurantes, que canto abaixo!
De tanto passar, para os amigos, a lista dos restaurantes que fomos, na Cidade do México em nossa viagem ao país fevereiro passado, resolvi achar que o assunto talvez interessasse a todos e resolvi postar.
Escolhidos, depois de fazermos boca a boca entre conhecidos que estiveram por lá, somado à pesquisa minuciosa da nossa “personal concierge”, Maria TM, acho que a dica é boa porque encantou cinco pessoas com gostos gastronômicos e idades diversas, baseada num lema: conhecer os cheiros e sabores mexicanos.
Vou, como num diário de bordo, fazer meu relato nomeando os lugares, na sequência e horários em que fomos. Achei super apropriada a escolha de nossa expert, bravo Maria!
1- AZULCONDESA:
AzulCondesa: Instalado numa casa térrea muito agradável, o restaurante tem uma área coberta e esta delícia de, digamos, jardim de inverno. Noves fora a comida deliciosa.
Almoçamos por lá no nosso primeiro dia na cidade do México.
Ambiente super charmoso que divide-se entre parte coberta e simpático pátio.
Cozinha deliciosa mexicana, sob a batuta do renomado chef Ricardo Munhoz Zurita. Tivemos a sorte de um pegar um divino festival de molhos típicos do país. Foi cultural e inesquecível. Amamos!
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Sabores mexicanos: Festival de Molhos, di-ni-no!
2- OSTERIA DEL BECCO:
Osteria del Becco: embaixadora da culinária italiana no México: ambiente sofisticado e muito masculino!
Não reparem um restaurante italiano em nossa lista, mas em qualquer país que visitamos, por distante que esteja da tradição da gastronomia tricolor, temos por hábito conhecer seu mais virtuoso representante local: somente pra agradar nosso “chefe”, que venera “una pasta da mamma”! Aqui ela, como os risotos, são sofisticados e o cardápio oferece uma comida italiana moderna até demais. A carta de vinhos é bastante boa e as sobremesas, o ponto alto do lugar. Bom para jantar, como fizemos.
Em 2011, fez parte da emblemática lista “S. Pellegrino World’s 50 Best Restaurants”!
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Variações do mesmo tema: crème brûlée!
3- BIKO:
O salão do Biko: claro e apurado!
Fundado por dois chefs bascos, que trouxeram pro novo mundo toda experiência e tecnologia gastronômica que seus berços lhe outorgaram, o Biko tem o grande mérito de ser modernérrimo sem esquecer da tradição da comida mexicana. Assim, o resultado de sua mesa é um mix perfeito pra quem gosta de refeições altamente elaboradas, minimalistas e saborosas.
Sua fama é além mar, pois está na badalada lista da “S. Pellegrino de 2015, em trigésimo sétimo lugar. Acho que sua solenidade combina mais com a hora do jantar!
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Pratos ultra elaborados e saborosos…
4- CONTRAMAR:
Sentamos aqui fora de onde tomávamos conta de toda festa que o restaurante exala… Vejam as cadeiras do artesanato local, minha paixão antiga!
O grande e alegre salão do Contramar!
Uma espécie de botequim de luxo, com mais “tapas” que comida, o Contramar foi o melhor almoço que tivemos no México. Ambiente charmosérrimo e repleto de luz, onde um azul lindo pontifica exaltado por mobiliário de madeira clara, a comida é alegre e colorida como o lugar, e a clientela linda e “very cool”. O resultado é super descontraído e exuberante, saindo gente pelo ladrão, que se conhece e se festeja como num grande happening. Ah, e comer nas mesas da calçada é o maior barato!
Fundamental: se não for local, nem pensar em chegar por lá sem reserva, pois seu almoço vai virar chá!
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Como o nome indica, o forte são tapas de frutos do mar!
Pra dar água na boca… Sobremesa 1- Torta de laranja sur-re-al!
… Sobremesa 2- Merengue de morangos. Como diria o outro, nada fala melhor que uma boa imagem!
5- DULCE PATRIA:
O “Dulce Patria” devia chamar-se “Patria Mia” tal a “mexicanidade” de tudo por lá!
O mais recomendado pelos amigos, dos restaurantes locais, o Dulce Pátria é, sobretudo, genuíno e isto é um plus neste mundo de gastronomia globalizada pelas espumas, maçaricos e demais trejeitos da cozinha molecular.
Vejam a beleza da chef Martha Ortiz!
Por lá, o grande Adrià passa ao largo pois quem manda no pedaço é a mais badalada chef do país, a emblemática Martha Ortiz. Que nos ofereceu uma noite muito agradável, num ambiente feminino como ela, decoração a la Frida e comida original. No cardápio, brilham na entrada, tapas divinos, alguns pratos principais interessantes mas que não me desviaram do famoso frango com chocolate e um “pout pourri” de sobremesas típicas que é uma graça, além de delicioso.
Acho que tudo combina mais com a hora do almoço.
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O gran finale é causado pelo “pout pourri” de docinhos típicos, apresentados numa espécie de mini carrossel mexicano, que já chega rodando sob a batuta do “maître d’hôtel”… Chic demais!
6- PUJOL:
O ambiente quase circunspecto do Pujol emoldura a grande diva do lugar: sua comida divina by Enrique Olvera!
Deixamos para a última noite em México DC a, em tese, cereja do sofisticado bolo gastronômico local, o restaurante “divo” Puyol, décimo sexto melhor do mundo segundo nossa eterna fonte, a lista “S Pellegrino 2015”.
Ambiente sóbrio e sombrio, no Pujol quem brilha é a comida super contemporânia “à mexicana”, com os todos os sabores e tradições que fizerem a fama da culinária local, levados à “enézima” potência, pela categoria e competência do grande chefe Enrique Olvera.
Valeu a pena a luta por um lugar neste sol, ele é inesquecível assim como cada prato, uma gratíssima surpresa!
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Fotografei o cardápio pra vocês se deliciarem!
Espetada a Overa: divina!!!!
Vejam que criatividade a apresentação dos queijos, antes da sobremesa!
Por falta de tempo, não fomos à dois renomeados restaurantes da cidade: O Quintonil, tradicional e divino, é o que dizem, e o Quintinil, considerado dos 50 melhores do mundo, sempre por… ela! Se forem, me contem o que acharam. BN