Meu muso Humphrey Bogart e sua Burberry: um fez com certeza, o filme do outro…
Este post é dedicado aos homens, pois também são filhos de Deus e queridos do nosso BLOG: tão vaidosos e antenados quanto seus pares, meu assunto com eles é o mesmo que dediquei a elas… “chuva fashion”!
Trata-se de um acessório imprescindível para quem tem um guarda-roupa bem apanhado e pra quem não tem, também: estes têm que correr atrás do prejuízo. Noves fora que ele é tão importante quanto um jeans ou uma Tshirt, pois falo de sua excelência o “trench-coat”.
Por conta dele, fiz uma seleção da lindíssima coleção de “trench-coats” masculinos, da Burberry, para o outono europeu, de 2012: curtamos nas fotos! BN
Começo pelo mais clássico: o modelo de HB, versão século XXI!Black is beautiful!Este é pra quem pode: chiquérrimo e tem a versão feminina, que tal fazer o look “par de jarros”?Este é forrado de lã: elegantérrimo e quentinho…Adorei este, alinhadérrimo, em duas versões….Este é pra Doutor Jivago: todo forrado de pele… que é fake, oba!Neste, só a gola é de pele….Adorei este colorido…Jovem, prático e chic de doer….Termino com este que é quase um paletó: super usável!
A minha musa maior, Audrey Hepburn, desesperada procurando seu querido “Cat” em “Bonequinha de Luxo”, lindamente “embalada” por sua Burberry!
Quem acompanha nosso BLOG sabe que temos um fraco por… “trench coats”.
Como um lindo laço muda a embalagem que o carrega, este clássico fashion, que já foi só capa de chuva, hoje faz vários papéis. E o principal é complementar, lindamente, o visual dando um “acabamento” chiquérrimo pra qualquer look… Resumindo, primo irmão do “salvador da pátria”.
Assim, mostro pra vocês algumas novidades femininas, para este outono do hemisfério norte 2012, da label que mais entende de “trench” na face da terra, a inglesa Burberry, of course. Pela beleza, elas bem que merecem um inverno chuvoso. Mas se não chover, who cares, vamos usá-las mesmo assim! BN
Começo com o modelo clássico, que fez o filme da Burberry: Todo ano ele aparenta o mesmo visual, refrescado pela “high tech”, por isso não envelhece… Como nós, que somos 40FOREVER!
… e verso: vejam a diferença, no visual, da mesma capa, versão anos 50, de Bogart!
AMEI este look!
Podre de chic… já vi que este cinto é um must have da coleção… Ou melhor, que cinto com capa estão com tudo!
E que tal este? Lindo, né?!
Quanta elegância…
Este é o clássico “mas non troppo”…
Louvei este!
Este “trench” é lindo de doer…
Este mais curto e xadrez é um charme…
Termino com a versão século XXI da capa da “Chapéuzinho Vermelho”: sim, porque até ela era “trench-maníaca”!
É uma festa para os olhos passear pelas araras da DONA COISA, loja espetáculo no Rio de Janeiro, de Roberta Damasceno, que, com seu tino comercial, tornou um sonho numa maravilhosa e impecável concentração de bom gosto e grandes marcas num único lugar!
Por lá se vê, Gloria Coelho, divindo as araras com seu filho Pedro Lourenço e o pai dele, Reinaldo Lourenço; com exclusividade no Rio as coisas lindas da Huis Clos, passando por Marisa Ribeiro, Sonia Pinto, as duas com suas coisas maravilhosas, LinoVilaventura, Flavia Aranha e suas sedas e algodões totalmente naturais, desde a plantação até o tingimento; os lurex super enfeitativos e em cores di-vi-nas na GIG de Belo Horizonte; Andrea Marques, as coisas sensacionais da querida Patricia Geyer, cuja primeira coleção voces viram aqui, Guto Carvalho Neto, entre tantos outros craques!
Para minha surpresa e deleite total, me deparei com a primeira loja conceito da MELISSA no Brasil, lá dentro da DONA COISA! Um luxo só!
Olhem quantas novidades vamos ver HOJE, no super lançamento que acontece à partir das 16 horas!
AC
Pretinho básico imperdível de Reinaldo Lourenço. Ao fundo, estampa de orquídeas de Gloria Coelho.
Glória Coelho
Talento no DNA: Pedro Lourenço
Anel com turmalina de Antonio Paiva
Turquesa poderosa de Mariana Ribeiro
Coração de turquesa de Mariana Ribeiro
Mais Glória Coelho
Plissé
Camiseta em lurex verde água da GIG! LINDA!
Vestido que veste que é uma loucura, da GIG! Alaia perde…
GIG!
Huis Clos
Marisa Ribeiro: Linhos e sedas
Amei!
Sou “písica” com acabamento…Olhem que lindinho!
Flavia Aranha e suas roupas, que além de lindas são politicamente corretas e “orgânicas”: Algodão e seda, tudo natural, incluíndo o tingimento! Modelos básicos e bonitérrimos!
As calças em panamá de Patricia Geyer, amei!!! Além das cores, o corte e o acabamento são nota mil!
Mais alegre e enfeitativo impossível! Patricia Geyer e suas t-shirts de seda imperdíveis!
Aqui com a saia de seda preta e forro colorido que aparece um pouquinho na barra! Patricia GeyerCroco verde, Madame K para Dona Coisa
Amei estas camisas de seda italiana de Guto Carvalho Neto ( seu fornecedor é o mesmo do Valentino!)
Olha eu de novo com minha mania de reparar nos acabamentos!
Chic no último!
Adriana Degreas: não tem erro!
E agora a PRIMEIRA LOJA CONCEITO DA MELISSA NO BRASIL!
Podem ser mais fofas?
“chanel” de plástico!
Melissa para Jason Wu, o favorito de Michelle Obama
Sonia Pinto e suas sedas pintadas à mão!
Sonia Pinto
Achados incríveis por lá:
Santo Antonio e o Imaculado Coração de Maria em ceramica, de Priscila Vanouchi
Exposição da arte de Claudia Savelli
E fiquei encantada pelas Nossas Senhoras pintadas de Eugenia Kós!
Convidei Aristóteles Drumond, grande jornalista e escritor, para falar sobre moda masculina. Ele dá as melhores dicas para os nossos homens ficarem ELEGANTÉRRIMOS e muito chics; Aristóteles tem cada endereço maravilhoso no Brasil, em Paris e Portugal. MP
ORFANDADE MASCULINA
Ao mesmo tempo em que a moda feminina se expande, em todo o mundo, num suceder de novidades, de oferta para tudo quanto é gosto, os homens estão ficando esquecidos e relegados ao recurso de remanescentes de profissões que já foram tão nobres como
alfaiates e camiseiros, encontrando grande dificuldade na escolha de
tecidos no comércio, exceto em Londres .
No Rio, como alfaiate o veterano Alberto Marques, que conheci na mocidade auxiliar do pai Ernesto, no mesmo endereço da Rua da Quitanda, sob o nome de Ernesto&Alberto. Reina absoluto.
A Camiseira Raimunda, um andar acima do Alberto e a Casa Alberto, mas, com a
devida licença, longe do saudoso Waldemar, no mesmo edifício, em Copacabana, do De Cicco, que com o Ernesto e o Otelo dividiam a melhor da alfaiataria do Rio. Otelo ficou rico e De Cicco não ficou por causa de seu amor as cartas , que não costumam corresponder a seus admiradores .
Mas o mais grave é a orfandade internacional, com a ditadura das roupas de grifes. O SULKA , templo da elegância e bom gosto masculino, com lojas em Ny -Park Avenue- Paris – Place Vendome – Londres- New Bond Street e Miami – Bal Harbour – fechou as
portas e não deixou sucessão. Em Paris se pode encontrar pijamas, meias, lenços, cashemeres, sem identificação, na Old England, na Rue Scribe.
Old Englad Paris
Os mais moderninhos ainda encontram alguma coisa no Barney’s. As lojas
de tecidos acabaram. Mesmo em Paris, onde a Dormeuill mantem um
ponto na François Premier de seus produtos. Mas loja com oferta diversificada, ficou mais fácil, por enquanto, nas duas ou três que sobrevivem na Rua Augusta, em SP, como a Firenze, mas a preços assustadores. Varias marcas com belas ofertas de camisas sociais sem logomarca, poderiam oferecer tecidos .E não o fazem.
Diria que hoje loja de classe, com bons alfaiates e camiseiros, cintos, sapatos multimarcas de qualidade, meias de cano longo cashemere é em Lisboa – e no Porto- o Rosa e Teixeira, na av. da Liberdade, bem em frente ao Hotel Tivoli. Ali o competente Castro
recebe a todos , auxiliado por uma equipe jovem e atenciosa, o que existe de melhor na Península. Tem clientes de Madrid e muitos do Rio e São Paulo. Realista, tem uma parte da loja recentemente ampliada, para grifes de prestigio. Na minha modesta opinião é a número Um no mundo hoje.
O Rio já teve a Torre Eifel- onde fiz meu primeiro blazer- a Soares e Maia e a Cadete na Gonçalves Dias, a Casa Garcia na Buenos Aires e a Elle et Lui, quando trabalhava com
importados… O pessoal mais jovem, anos 60 e 70, a Maison 43 marcou época na Farme de Amoedo.
Com os grandes magazines tipo Corte Inglês, Sacks, Harrods , os sapatos ganharam bons espaços para escolhas, sendo que a única exclusiva, e talvez por isso a melhor, é o John Lobb , com lojas em NY, na Madison, François Premier em Paris, Nunez de Balboa, em Madrid e em Londres com dois endereços. Até os anos 90 os sapatos eram exclusivos do Hermès, mas nos últimos dez anos mais ou menos ganharam espaço próprio.
Existe um mercado para quem prefere- ou precisa- de roupa sob medida, sem grifes, que o comércio anda ignorando. A começar pelos tamanhos que partem do principio de que todos são magros, quando a obesidade está aí no noticiário. Apenas alguns grandes espaços, como o Corte Inglês, oferece uma ala “de grandes tamanhos” como no excelente de Lisboa.
O mundo tem mudado, foi-se o tempo de um gravatier de Genebra,
exclusiverrimo, que tinha no Rio alguns poucos clientes como Nascimento
Brio e Eduardo Bahouth . Mas aí já seria pedir demais . A volta do
SULKA já ajudaria muito…
Dica de Aristoteles Drummond para os que gostam, ou precisam como afirma ser o seu caso, camisas, ternos, casacos e calças sob medida. Para ele a melhor loja para homens, hoje em dia, inclusive tendo alfaiataria e camisaria, é a Rosa e Teixeira, deLisboa, na Av da Liberdade. Onde também se encontram bons calçados de diferentes marcas, gravatas que lembram as do SULKA, cujo desaparecimento lamenta.
Rosa e Teixeira
Rosa e Teixeira
Quanto aos calçados, recomenda das poucas sapatarias exclusivas, a John Lobb , encontradas em NY , Londres, Paris e Madrid . E tecidos no Brasil, alguma oferta na Casa Alberto, no Rio, ou nas lojas de tecidos como a Firenze, que sobrevivem na RuaAugustaem SP. Ou ainda diretamente no mostruário de alfaiates e camiseiros existentes.
Alberto Marques- Rua da Quitanda 30 tel ( 021) 2222 0483
Rosa e Teixeira- em Lisboa_ Av da Liberdade 204
Casa Alberto- Visconde Pirajá 282 ( tem outras no Rio)