POP ART É PARA TODOS

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Pop art é para todos”, esta frase do genial artista Andy Warhol estampa a nova coleção da Perrier, celebrando os 150 anos da marca e 30 anos dos trabalhos produzidos por Warhol baseados na famosa garrafinha verde. Menos conhecida que a coleção das sopas Campbell, Warhol produziu  mais de 40 trabalhos com a Perrier em 1983.
Leve um Warhol para casa é o nome da campanha fruto da associação da fundação Andy Warhol para as artes visuais e a Perrier. Perrier by Warhol é uma edição limitada com ilustrações baseadas nos originais, disponíveis nos pontos de venda da marca, absolutamente  Imperdível!!!! Vejam as diferentes garrafas…
MP
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TRADUZINDO O QUE AS MULHERES PENSAM QUE PENSAMOS, por DEONÍSIO DA SILVA

Mulher-pensando

É sempre uma alegria receber mais um dos brilhantes textos do Professor Deonísio da Silva!

Olhem que assunto divertido ele escolheu para nos brindar hoje!

AC

 

TRADUZINDO O QUE AS MULHERES PENSAM  QUE PENSAMOS

 

Deonísio da Silva º

 

“Estou lendo Dire quasi la stessa cosa: esperienze di traduzione (Dizer quase a mesma coisa: experiências de tradução), livro de Umberto Eco, publicado ano passado na coleção Tascabili, da Editora Bompiani.

 

Tascabili, plural de tascabile,  aplica-se no Italiano a algo pequeno, que se pode carregar consigo, na tasca, bolsa, que veio de taska, uma palavra da língua dos francos que passavam por Frankfurt, na Alemanha; aliás, deram nome àquela cidade.

 

Os italianos, ancestrais de tanta gente que ora me lê, e meus ancestrais também, por parte de minha mãe Da Boit, precisam saber que tascabile se aplica também à mulher bonita que seja baixinha, a um pequeno automóvel, ampliando o significado original de tasca, que é bolsa.

 

A cidade alemã tem este nome porque ali o rio Meno dava vau, e os francos podiam passar com suas tropas. Por isso o nome completo é Frankfurt am Main (Passo dos Francos no rio Meno).

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A editora dos livros de Umberto Eco faz esses tascabili em Milão, do Latim Mediolanum, depois Mediolano em Italiano, consolidando-se em Milano, cidade fundada pelos celtas e conquistada dos ínsubres pelos romanos no ano 222 a.C. De quebra, lembremos que as duas cidades, Frankfurt e Milão, fazem algumas das maiores feiras mundiais, de que são exemplos a do Livro na primeira, e as de moda, na segunda.

 

Estou fazendo como o escritor de Bologna, que cerca o assunto de todos os lados com sua vasta erudição e, logo às primeiras páginas, dá mostras de que os apressados devem procurar outro livro.

 

Ele começa dizendo que tradurre (traduzir) não é coisa para despreparados. Os próprios dicionários ajudam pouco, ainda que ele cite apenas os melhores. Em geral, traduzir é dare l´equivalente (dar o equivalente). Já vimos que não é fácil fazer isso. O equivalente de tascabile pode aplicar-se a um livro, um automóvel ou uma mulher baixinha…

mulher baixa

 

Na infância, ouvi muito esses versos: “Coisa que eu não gosto/ É de mulher baixinha/ Entra pela sala e sai pela cozinha”. O compositor estava enganado! Até Roberto Carlos louvou a mulher baixinha numa canção!

 

E em Portugal, afinal sou um da Silva, a jornalista Catarina Fonseca revelou “as dez coisas que os homens mais olham” nas mulheres. Em ordem decrescente são: “seios, pernas, roupa, cabelos, altura, boca, cintura fina, rabo, olhos e voz”.

seios

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E sobre os enganos das três coisas que as mulheres acham que os homens acham importantes nelas, eis: 1ª: Trabalho: “Só começam a preocupar-se com o nosso trabalho depois de terem ido para cama conosco cinco vezes”.  2ª: Quilos a mais: “Se formos apenas um bocadinho rechonchudas, vão achar lindo”.  3ª. Perfume: “Os homens só notam se tivermos despejado o frasco em cima. E estivermos nuas”.

Woman-Thinking

 

Às vezes, as mulheres nos parecem confusas, mas sempre nos desconcertam e surpreendem. Não vivemos sem elas! Sem traduções, também não vivemos! Mas daí é só recorrer aos livros e aos outros!”

DEONÍSIO DA SILVA para o 40 FOREVER 

 

 

º Da Academia Brasileira de Filologia, professor (aposentado) da UFSCar (SP), escritor, Doutor em Letras pela USP e consultor dos Dicionários Caldas Aulete e das universidades Estácio (RJ) e Unisul (SC). Apresenta os programas Sem papas na língua, com Ricardo Boechat, e Pitadas do Deonísio, com Pollyanna Bretas, ambos na Bandnews Fluminense FM 94,90.

AC

 

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A FAVORITA: RESTAURANTE CAMPEÃO DE AUDIÊNCIA EM BH!

 

Tintin pra Favorita!
Tintin pra Favorita!

 

Passamos um dia incrível em BH, quando fomos lançar as camisetas do BLOG, na maravilhosa loja Mares. Nossa agenda, graças à hospitalidade mineira e da equipe da bombada grife, ficou mais repleta que a da Dilma, só que de deleites, como diz MP.

 

MP com Lelete Farkas, uma de nossas maravilhosas anfitrãs, na porta do "A Favorita"!
MP com Lelete Farkas, uma de nossas maravilhosas anfitrãs, na porta do “A Favorita”!

 

Da hora em que desembarcamos às despedidas, foi uma programação intensa, que começou com o pé direito, no charmosíssimo restaurante A Favorita, que mostro a seguir.

 

Primeiro ambiente, na entrada...
Primeiro ambiente, na entrada…

 

Situado numa rua super charmosa, A Favorita é um espaçoso bistrô super acolhedor, o tipo do lugar que temos a impressão de já termos visitado mil vezes: me senti em casa!

 

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Adorei esta mesona de bar comunitária: happy hour garantida!

 

Comida leve e deliciosa, uma mesona de bar comunitária e gente bonita e descolada.. Receita garantida de sucesso, vou virar frequesa de caderninho. BN

 

Este segundo ambiente também e'uma delícia e desemboca numa simpaticíssima varanda, onde almoçamos!
Este segundo ambiente também é uma delícia e desemboca numa simpaticíssima varanda, onde almoçamos!

 

A deliciosa varanda!
A deliciosa varanda!

 

Os pratos do dia...
Os pratos do dia…

 

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A cesta de variados pães: inesquecíveis!

 

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Minha escolha: suflê de queijo divino com uma saladinha, pra fazer “peso médio”….

 

Uma das estrelas do cardápio: tagliolini com frutos do mar. Provei e aprovei, com 10!
Uma das estrelas do cardápio: tagliolini com frutos do mar. Provei e aprovei, com 10!

 

Na saída, MP e eu tivemos a  honra de conhecermos os craque Juca Kfouri e Tostão, que também almoçaram por lá!
Na saída, MP e eu tivemos a honra de conhecermos os craque Juca Kfouri e Tostão, que também almoçaram por lá!

 

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O QUE FAZER POR MANOEL THOMAZ CARNEIRO

Que saudades das crônicas do nosso queridíssimo Manoel Thomaz Carneiro…ele andou de férias do nosso blog, pois escreveu um livro  de grande sucesso chamado “PENSE BEM”, e portanto foi MUITO requisitado pelas revistas, jornais e televisões….mas graças a Deus ele voltou para enriquecer nosso blog com sua idéias e teorias que só fazem acrescentar maravilhas nas nossas vidas! Os textos dele são como aquela mousse de chocolate muito boa ou aquele seriado imperdível que não dá vontade de acabar nunca de tão bom…vejam se não tenho razão…

MP

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Temos o mundo nas nossas mãos!!

Fazer o Que?

“Como bem se diz popularmente: “Eu desde que me entendo como gente” tive um grande interesse por música, cinema, enfim sobre quase tudo que se contém no mundo.

Viajar então nem se fala, quando pequeno até uma ida a Teresópolis era para mim um encantamento, sobretudo para parar na padaria Joyce e comprar os amanteigados que lá se fabricava. Isso na época, sem exageros, exercia uma magia semelhante ao que muitos têm de ir a Ladurée de Paris para comprar os famosos macarons de todos os sabores seja o de pistache, de amêndoas, ou morango…

Guardo essa essência de menino curioso, que antecipou grandes descobertas, sobretudo em relação às pessoas da minha geração. Bossa nova é de uma época na qual eu tinha uns quatro a cinco anos e me encantava em toda a minha infância o som do violão, com aquelas vozes mansas, roucas que cantavam corações, mares, céus, saudades, encontros e desencontros… O “Poetinha” como é carinhosamente chamado Vinícius de Moraes completaria 100 anos no dia 21 e a música Garota Ipanema continua viva em todos e em mim. As estreias dos filmes eram esperadas como eventos únicos…

Havia um tempo que se tinha tudo a ver, só que havia tempo para se ver este tudo.

Hoje em dia temos tantas coisas a ler, filmes, shows, e teatros a assistir, além dos 100 milhões de restaurantes, lugares e hotéis a conhecer antes de se partir deste planeta e isso ainda deve ser somado a cuidar de si, da casa, do outro e do trabalho. Ufa! Tudo numa vida só.

Quando passa uma semana ou um fim de semana que você deixou de comprar o ingresso para um musical, como aconteceu comigo com o Cazuza: Chega-se e se ouve: Está esgotado! Mas como? Perguntei-me… Tem pessoas de sentinela para estarem ali no imediato?

Hoje em dia se você adia sua ida, quando se dá conta “pluft” sumiu o filme. Cadê?

É tão pleno de ofertas que estamos sem recursos de tempo, de energia e mesmo financeiro de acompanhar.

Li outro dia uma matéria sobre procrastinação, que se caracteriza no perfil de uma pessoa quando se adia algo que deve ser feito, em função de outra coisa que seria menos importante e, portanto menos prioritário, ou simplesmente pela preguiça de fazer…

Algumas pessoas são de fato enquadradas nesse caso… Mas existe outra questão:

O excesso de ofertas pode ser paralisante tanto quanto o excesso de exigência do que fazer.

Há uma filosofia na atualidade que induz a pessoa a se sentir obrigada a saber de tudo e a tudo participar para se mostrar atualizada e também demonstrar que tem o “Vibe” do ritmo contemporâneo. Isso já está tão implícito em cada um que quando ocorre de não conseguir ver ou ler algo, ou ainda não pôde viajar para determinados lugares, carrega-se uma culpa, um constrangimento de se estar excluído de uma posição antenada. Fora o olhar de indignação que as pessoas lançam sobre aquela que diz não ter ido ainda nos 100 lugares que deve conhecer antes de morrer! Uma censura que ainda vem acompanhada de um sonoro “Nãããããoooo Nooossa! Mas isto está entre as 100 coisas que você tem que ver antes de morrer! Olha lá, pois o tempo passa!”

Pronto: a condenação de não ter feito ainda nada de essencial na vida é lançada neste momento.

Uma culpa salta com a pesada sensação de desperdício de oportunidade. “Ai que medo de não dar tempo… Ah, estou por fora…”

Será?

Antes o mundo tinha outro tempo… É lógico que vamos ser lúcidos e aptos a vivermos o atual de nossa existência, mas temos que antes de escolhermos as cem coisas a fazer, começarmos a colocar uma que deve ser realizada ao menos uma vez antes de morrer.  Qual é? Se conhecer.

Por que?

Na modernidade a pessoa tem a tarefa de se inventar. Na pré-modernidade o sujeito estava pré-inventado e, portanto se vivia o que se havia pré-determinado e as opções eram restritas… Hoje temos um espectro de personalidades, de campos de atuação e formas de viver a vida tão amplo que para saber escolher bem há que se conhecer. Para que você possa perceber em qual narrativa de vida, entre tantas, você se enquadra…

Entre as “100” infinitas opções atuais quais as combinam com a sua essência? Conforme afirmou o psicanalista Contardo Calligaris “Quando temos que nos inventar as narrativas passam a desempenhar um papel fundamental”.

Qual o seu gênero preferido?

O meu já está definido e entre alguns está escrever para o 40Forever o que penso e o que sei…

Comece a colocar você em suas decisões… Comece a colocar você em seus momentos…

O importante, como tão bem afirmou Freud, é que você saiba manter-se nas suas escolhas…

Toda decisão inclui aspectos de você e exclui outros tantos… A melhor escolha? É sempre aquela que vem de um coração refletido…

Como escreveu Vinicius de Moraes – “Porque a vida só se dá para quem se deu”

Já que o mundo contemporâneo é tão infinito, saiba se abastecer…

Afinal, depois desta crônica você vai fazer o que? Eu estou ouvindo bossa nova. Mas… não é porque está entre as 100 coisas a se escutar que você tenha que escutá-la também.”

Manoel Thomaz Carneiro

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