Minhas filhas têm um amigo que mora no fundo do coração de toda nossa casa e, quando resolveram homenagea-lo com um jantar, todo mundo pôs a mão na massa. É este trabalho coletivo, para festejar Pedro Rosman, que mostro neste post.
A primeira providência foi imaginar um tema que fosse masculino para decorar a mesa, missão realizada por Maria e Isabel Teixeira de Mello, sem discordância: a Vecchia Sicília, assunto lindo e inesgotável. Noves fora que temos uma mini coleção de vasos de Caltagirone, cidade de onde vem uma linda cerâmica típica da ilha.
Batemos o martelo e fomos à luta organizar o jantar, curtam o passo a passo!
PARTE 1: PESCARIA NA CADEG DE ISABEL + BN
Os antúrios estavam lindos…
Como contei acima, usamos como enfeites uma coleçãozinha de “Testas Sicilianas”. Por isso, as flores giraram em torno delas e a tradição manda recheá-las com antúrios, cactos ou margaridinhas: Fomos pra Cadeg atrás delas…
E a variedade de cactos era imensa…
Para fugir da monotonia, resolvemos misturar: Os antúrios preencheram os vasos grandes e os cactos, as testas miúdas!
Eis a nossa seleção campeã de flores!
PARTE 2: TRANSFORMAÇÃO DOS “INGREDIENTES” EM DUAS MESAS!
Isabel montando a parte de guloseimas!
Vejam o resultado do trabalho dela, na mesa 1!
Este é o esboço da mesa 2!
PARTE 3: ESTÁ CHEGANDO A HORA…
Maria cuidando dos “finalmentes” e separando as travessas…
Maria e os docinhos que farão parte do show!
Look da mesa 2!
Mesa 1 já completinha…
De outro ângulo!
La piccola 2!
Agora só faltam os convidados!
PARTE 4: DETALHES TÃO PEQUENOS DE NÓS DOIS!
Detalhe do lugar: estes macarrons são divinos…
Detalhe do par de mini vasos…
Detalhe dos docinhos: 1- trufas em forma e sabor de limão siciliano, 2- docinhos de “créme brulée”, 3- “dois amores”. Tudo by Christianne Guinle, gênia da lâmpada e da patisserie!
Detalhe do mini decanter: facilita o serviço, nas mesas grandes.
Detalhe dos vasinhos espalhados por toda mesa!
Detalhe dos cestos de limão siciliano…
Final lap: Detalhe da Siciliana esperando Pedro Rosman!
Outro dia, ao conhecer uma querida amiga de minha filha, fiquei surpresa quando ela contou que sua mãe, que também é minha amiga, lembrava da arrumação de minha mala, numa viagem que fizemos há 20 anos!
Por isso, resolvi escrever sobre este tema, traumático pra mim, pois com o respeito que tenho por tudo que voa, na hora da mala já estou à beira de um ataque de nervos e com o raciocínio fraquejando. Vai que o seu também está…
A primeira providência é a de separar a roupa, de preferência pendurando numa arara. Facilita o famoso troca- troca e a visualização do todo.
Primeira providência: pendurar, numa arara, o que você pensa em levar, colocando embaixo os sapatos, como na foto. Daí, comece a raciocinar e cortar as gorduras…
Sapatos e bolsas devem ser dispostos em baixo da arara, aguardando a sua vez: Quanto mais eles ficam por ali, mais vamos realizando sua verdadeira necessidade no contexto que está pendurado.
Esta espécie de cômoda de pendurar além de ultra prática pois concentra as miudezas é ótimo quando o hotel tem armário de menos!
Para as roupas “de baixo”, cintos, meias, biquinis, luvas e etc, tenho um dispositivo praticíssimo que ganhei, mas existe similar na Trousseau (Foto acima). É uma espécie de cabide-necessaire com 4 compartimentos. Cabem aí todas as miudezas que espalhamos pela mala e que são um perrengue pra achar na hora de sairmos correndo, porque o teatro começa em meia hora, e a Broadway não espera! Detalhe: Ele fica pendurado no armário do hotel: maravilhoso manuseio!
Camisas, camisetas, camisolas, suéters, xales dispostos em algum lugar próximo, aguardando sua hora de embarcar, quero dizer, embalar.
Ingredientes separados, comecemos nosso bolo!
As camadas re roupa vão sendo dispostas, entremeadas por papel de seda, que arremata tudo, no final…
Dispor os jeans, calças e saias embaixo de tudo, fazendo camadas intercaladas com papel de seda.
Detalhe fundamental: sempre que acabar de arrumar uma camada de roupa, cobrí-la com o santo papel, antes de passar pra outra. Suas roupas chegarão com outro aspecto!
A seguir, suéters e malhas abertos pra não fazer volume, com papel de seda por dentro pra proteger.
A próxima camada é a das camisetas dispostas uma do lado da outra, também dobradas com a ajuda do bendito papel, seguidas das camisolas e, por último, camisas de seda ou algodão, igualmente dispostas.
And last but not least, acomode manteau, blaisers, jaquetas por cima de tudo, fazendo uma espécie de blindagem anti-amasso.
Finalise com uma grossa camada, adivinhe de que? Papel de seda!
O pulo do gato: Sabe aqueles buracos que ficam, fatalmente, nos cantos da mala? Preencha-os… de papel de seda!!!
Levo uma segunda mala menor com sapato, bolsa, necessaire, etc…
Para necessaires (incluindo a de pendurar), sapatos, bolsas e etc, melhor levar uma segunda mala ou sapateira, já que hoje em dia é um problema ultrapassar os quilos permitidos pela legislação internacional, não importa em que classe você esteja!
Agora, aqui entre nós, mesmo com toda esta ”papeleira”, se houver disposição e espaço, um “steamer” é muito bem vindo!
Para maridos a regra é a mesma, com mais capricho porque são menos versáteis!
BN
Reinações de Narizinho: Meu primeiro livro de cabeceira!
Me lembro, até hoje, da emoção que senti ao ler, com 4 anos de idade, a descrição do vestido de casamento de Narizinho Arrebitado com o Príncipe das Águas Claras, feita pelo Grande Monteiro Lobato, em sua obra prima, “Reinações de Narizinho”: além de lindo, ele era um “gown dress” ao vivo e a cores, onde todos os peixinhos do mar nadavam, em algazarra, pela sua saia, num vai e vem infinito!
Nunca pensei que algum outro pedaço de pano pudesse rivalizar em impacto, originalidade, imaginação e beleza com o que o mestre da literatura infantil brasileira vestiu sua encantadora heroína, atiçando minha pobre e sedenta imaginação para o 40forever…
… Até ir jantar na casa de amigos, ser recebida como poucas vezes fui e me deparar com a toalha de mesa mais original e delicada que já vi em minha vida: quando a elegância mineira põe a mesa, é de se tirar o chapéu e aplaudir de pé. Portanto, aplaudo Silvana Gontijo!
Nunca pensei que um pedaço de pano pudesse rivalizar com o do mágico vestido de noiva de Narizinho Arrebitado!
O meu lugar, devidamente presenteado com a chiquérrima geléia de “citron de Provence”, plantados no pomar de Silvana (Desculpem-me a foto, mas estávamos à luz de vela e eu queria muito que vocês vissem quanta delicadeza!).
Facilmente, preencheria uma semana de posts cantando, em prosa e verso, tudo que vi e que aprendi, naquela noite mágica. A anfitriã, que podia chamar-se Babette, para combinar com seus dotes culinários, fez tudo em casa: dos bouquets de flores aos lindos potes de geléias variadas, que esperavam cada convidada no seu lugar à mesa, passando por um pernil “en croute na focaccia”, que também ele merecia um capítulo à parte, nada escapou de suas mãos de fada!
O “pernil en croute na focaccia”, encontro perfeito de delícia com beleza!
Mas voltemos à toalha:
Risoleta Jaguaribe Selmi-Dei, avó de Silvana, encomendou, em 1915, uma linda toalha de linho branco, para comemorar o nascimento de sua primeira filha, Leda Gontijo, mãe da minha musa Silvana. Desta data em diante, “quando convidava alguém que queria incorporar ao seu universo, para a eternidade”, a toalha entrava em ação: após o jantar, ela pedia que seu eleito desse um autógrafo, na famosa toalha, e mandava borda-lo. Assim, escreveu a história das amizades da família, com os riscos dos bordados mais delicados e afetuosos que já ouvi falar.
Hoje, a toalha pertence à Silvana, por obra e graça de um sorteio que a mãe fez, entre as filhas: sortuda mas merecedora, porque continua o legado da avó, com toda competência! BN
Meu marido e eu escolhendo nosso lugar ao sol!
BN assinando a “mesa da fama”: como você pode escolher aonde quer ser perpetuada, me posicionei ao lado de Pedro Nava, pra ver se a lei da osmose funciona fora da química!
Alguns dias depois, recebo esta foto comprovando a minha entrada no Olimpo das Gontijo.
Começo pelo passo a passo visual: Nos esperando à mesa, a muzzarela arrumada com um bouquet de manjericão!
Agora, entra nossa mão de obra: pegamos a sopa e derramamos sobre a muzzarela!
Finalmente, vamos ao que interessa!
Eu vi esta sopa num restaurante italiano de São Francisco, amei a idéia em si e, sobretudo, a mis-en-scène. Adaptei-a às possibilidades cariocas.Repasso a vocês, exatamente como faço em casa:
Eu uso o prato de sopa pra colocar o queijo e as folhas de manjericão e uma jarrinha branca, que comprei na Tokstok, para colocar a sopa. Acho que servi-la assim faz a diferença. Mas pode simplificar e já apresenta-la como na última foto da sequencia, com tudo junto.
Faça a sua sopa caseira de tomates para servir quente.
Arrume, num prato de sopa, uma mozarela de búfala tamanho M (como qualquer camiseta, este tipo de queijo, no formato de bola, é vendido nos tamanhos P, M ou G), e enfeite com folhas de manjericão graúdas. Eu ponho as duas cores, pra ficar mais bonitinho. Moa sal e pimenta do reino preta, à gosto, em cima do queijo.
Na hora de servir, disponha dos ingredientes pra montagem, conforme a primeira foto.
A mozarela, encomendo fresca, na Delly Gil, da Cobal do Leblon.
Já que estamos por lá, compro os manjericões na barraca do João, no mesmo corredor da Girassol Flores.
Voilá! Você vai abafar com esta receita que é fácil e criativa. Depois me conta.