Depois de um longo e tenebroso inverno volta ao BLOG, pra nos divertir com seus textos deliciosos e informativos, a estilista Maria Teixeira de Mello. Sigam com ela! BN
Foto histórica na vida de Maria TM (última à direita): Com Christian Louboutin, tema de seu post, o grande Oscar Niemeyer e Isabel, irmã e sócia da TM. Desculpem a qualidade da foto.
MARIA TEIXEIRA DE MELLO:
“Bienvenu à Saks Mr. Louboutin
Calma! Antes que você me diga que a Saks sempre vendeu os sapatitos de sola vermelha mais desejados do mundo, deixa eu dar a notícia. É na loja de departamento que Christian Louboutin vai abrir sua primeira “shop in shop”, dos Estados Unidos. Pra quem não entendeu direito o conceito de “shop in shop”, explico: são pequenas lojas de estilistas dentro da loja de departamento. Ou seja, ao invés de dividir um andar inteiro com outras marcas, o designer tem seu próprio espaço, com sua identidade, vendendo apenas seus produtos.
E foi na Saks Fifth Avenue, que nosso mago dos sapatos decidiu estrear sua mais nova boutique, bem “à la americana”. E porque nós sabemos que nossos amigos gringos não perdem tempo, quando o negócio é marketing e consumo, para “celebrar” essa nova empreitada “sapateiro” francês, a Saks produziu um curta metragem fofíssimo, dirigido por Benoit Tetelin e estralado pelo próprio Louboutin.
Das margens do rio Sena, até a efervescente 5a Avenida, em Manhattan, todas desejam fervorosamente suas solas vermelhas. E você pode até não ser uma “red-lover”, mas não vai querer perder esse vídeo”. MTM
Postei, outro dia, o visual de uma linda feijoada, sem imaginar o sucesso retumbante que fariam as sobremesas, que viriam a seguir… E o mais importante: fiquei devendo algumas receitas… Vamos à primeira: Compota de carambola.
INGREDIENTES:
– 2 Xícaras de açúcar “Fit União” (Light);
– 1 Kg de Carambola;
– 1 Estrela de anis;
– 1 Xícara de água.
As lindas carambolas, quando fatiadas, viram estrelas comestíveis…
PREPARO:
– Lave e limpe as carambolas, retirando o fio que existe na lateral de cada gomo;
– Fatie as carambolas, no sentido horizontal, para formar montes de estrelas;
– Passe uma segunda água nas estrelas de carambola e seque em um escorredor e reserve;
– Misture a água com o açúcar e leve ao fogo até formar uma calda de fio;
– Junte a esta calda a estrela de anis e as estrelas de carambola, deixando tudo cozinhar por 5 minutos;
– Com um escorredor, retire as estrelas de carambola da calda, voltando-as para o escorredor e reserve-as;
– Volte com a calda de novo para o fogo, deixando-a engrossar. Desligue o fogo.
– Coloque as estrelas de carambola numa linda compoteira e despeje a calda por cima.
– Voílà, eis o lindo doces de estrelado… Para acompanhá-lo, um belo queijo minas. De preferência “Solidão”, o meu preferido. BN
Eis nosso manjar, na compoteira, pronto para fazer um bonito!
Jóias e flores, deslumbrantes, tem mistura mais perfeita?!
Quando Rita Zecchin e Antônio Neves da Rocha se encontram, tendo Marcia Solera para o voto de Minerva, o “bicho pega” e nossos olhos agradecem, tamanha beleza dos “eventos” que este trio concebe… Como foi ontem, no lindo brunch de lançamento da nova coleção da SP jóias, “In Love Again”, de Marcia e Rita, com décor de Antônio.
Vejam que lindo o dorso, forrado de orquídeas, enaltecendo o colar poderoso, na onda Gatsby!
Fiquei totalmente encantada com o esplendor de tudo: jóias deslumbrantes, flores lindas formando bouquets variados, em múltiplos tons de roxo e lilás, às vezes tudo junto, de vez enquanto salpicados. Indescritível. Só mesmo fotos para dar uma vaga idéia do que foi: luzes nos colares, que eram capotantes…
Tomara que curtam muito… BN
A linda mesa desplay…
Close up em dois colares que são uma delicadeza.
Flores acentuando o visual…
Esta mesa é traslumbrante de todos os ângulos: vejam este …
Três bouquets, três tipos de flores, três looks que se complementam: muito visual…
Outro aspecto lindo, da infindável mesa…
Detalhe do lindo colar…
Cada arranjo de flor mais lindo que o outro.
Amei estes colares que dão com tudo. Noves fora as pulseiras…
Escultural…
” Indian style” , hare baba…
Turquesas sensacionais para o próximo verão…
Chic demais!!!
Fecho com chave de ouro: as lindas flores do buffet!
Na minha viagem para Londres, mês passado, estávamos com a agenda praticamente lotada, por conta dos inúmeros concertos. Por isso, decidimos deixar o maravilhoso teatro local para a próxima, não fosse a veemência da querida MP, me aconselhando a peça “WarHorse”… Como sempre acato seus preciosos conselhos, fomos destinadas a ver um espetáculo que encheu nossos olhos pela beleza e criatividade de sua encenação e é, absolutamente, imperdível!
Cartaz da peça londrina!
Baseada no livro infantil homônimo, de Michael Morpungo, que virou um belo filme sob a direção do mago, Steven Spilberg, especialista em obras que encantam tanto os adolescentes como também seus pais, WarHorse conta uma história simples, em versão saga, do amor incondicional do menino Albert Narracott por seu cavalo Joey.
Cartaz do ótimo filme de Spilberg!
Passada em Devon, Inglaterra, durante a Primeira Guerra Mundial, a trama fala sobre amizade, injustiça, saudades e, logicamente, guerra. Até aí tudo ok… O que destoa, e faz a diferença, é a montagem genial, com uma cenografia que proporciona uma intimidade e identificação única, do espectador com os personagens.
Apoiada num palco quase circular, lembrando uma arena, platéia em volta e corredores cortando-a, para ligar o fundo do teatro ao proscênio, me senti integrante da encenação, tal a proximidade que estas vias proporcionam a todos os que estão no recinto.
O cenário minimalista é cortado por este telão ao fundo do palco, onde filmes projetados situam o espectador, no tempo e espaço!
Cenário minimalista, em tons de cinza, montado e recolocado pelos próprios atores, a primeira surpresa já é bárbara: um telão, lindamente recortado, que rasga o fundo do palco de fora a fora, e onde é projetado desenhos a lápis lindos e cenas autênticas de batalhas, para nos localizarmos no tempo e no espaço.
Os atores usam roupas réplicas das da época da encenação: show!
Toda a simplicidade é para reforçar a importância da figura dos cavalos Joey e Topthorn, cujo desenho é impactante e o controle absolutamente fantástico. Concebidos como marionetes ( o que lhes dá um perfeito aspecto lúdico e vintage) e tamanho real de um cavalo, estes “bonecos” são manipulados por atores que simulam seus movimentos e imitam seus sons, num ballet perfeito e mágico. São três atores para cada cavalo, dois para mexer o corpo e um somente para cara, que com perfeição técnica consegue dar quase vida a um puppet feito estrutura de aço, cabos de avião, tecido e couro.
Dois atores sustentam o corpo de cada cavalo e um terceiro se ocupa da face do animal: um ballet cênico que jamais vi igual!
O melhor de tudo é que, em nenhum momento, os atores que dão vida aos bichos são disfarçados. Pelo contrário, suas figuras e atuação estão no centro do espetáculo, para dar-nos a dimensão exata de suas importâncias. A simbiose é tão perfeita que, no decorrer da peça, esquecemos das partes e olhamos para aqueles bichos/ homens como uma unidade.
Pra terminar: o teatro vem abaixo quando uns marrecos cruzam o palco, de quando em vez, seguindo este mesmo sistema simbiótico e derrubando nossos queixos, diante de tanta perfeição!
Na hora da cavalgada de Albert e Joey, é difícil segurar a emoção!
Quem for viajar, nas próximas férias, para Londres ou NYC, aproveite para ver “WarHorse”, vale muito o seu ingresso! E leve a filharada, todos vão adorar… BN