Bebel Bittencourt Niemeyer

VAREJÃO IN RIO!

 

Maravilhosa Adriana Varejão!

 

 

Fui conferir, com minhas 20FOREVER, a linda retrospectiva da artista plástica carioca, Adriana Varejão e saí encantada pelo conjunto de sua obra: forte, visceral, vibrante, de uma plasticidade incrível, sendo também delicada e feminina, amei…

Vinda do MAM  de São Paulo (post de MP maravilhoso), com curadoria de Adriano Pedrosa, com algumas modificações, a exposição “Histórias às Margens” fica no MAM carioca até o dia 10 de março e é mais um programaço cultural pra quem estiver numa de “off Sapucaí”.

Escolhi pra fotografar algumas obras que “suspeitei” serem inspiradas no Rio, pra vocês se animarem a ir curtir tantas belezas. Vejam…BN

 

SOBRE O RIO ANTIGO:

 

 

 

 

 

AUTO RETRATOS:

 

 

 

 

 

 

RIO DE AGORA E SEMPRE:

 

 

 

 

 

A artista maravilhosa Adriana Varejão com o craque Jonas Bergamin e eu.

 

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A ARTE DE HENRIQUE OLIVEIRA, por VANDA KLABIN

 

Beleza de arte de Henrique de Oliveira! BN

 

Feriado à vista, precisamos organizar a nossa programação, eu e os cariocas que não vão viajar neste carnaval mas que declinarão dos três dias de folia. Nada melhor, então, que programas culturais que fazem e descansam as nossas cabeças exauridas do batidão do dia-a-dia: “peguemos” um cineminha e/ou façamos um tour pelos museus, galerias e centros culturais.

Para nos dar uma divina dica do que ver, volta ao BLOG hoje, para nossa alegria, a maravilhosa Vanda Klabin, contando sobre sua mais nova curadoria. BN

 

HENRIQUE DE OLIVEIRA, por VANDA KLABIN!

“Inquietas por natureza, as obras de Henrique Oliveira parecem ignorar equilíbrio e estabilidade, nunca estão apaziguadas. São superfícies conflituosas em permanente pulsação, desarmando a inércia do nosso olhar cotidiano. Henrique Oliveira solicita que o espectador abdique de suas noções convencionais de espaço e se entregue para uma nova experiência que sinalize o mundo real com suas fissuras, tensões e enigmas a serem decifrados. A maior parte de suas obras, repletas de membranas e camadas, conduz a um jogo perceptivo: grandes blocos de madeira estão dispostos no espaço, e a nossa percepção é colocada em xeque e se revela tensionada, entre um fluxo orgânico e a matéria.

 

A sua formação acadêmica foi em artes plásticas – pintura e poéticas visuais –, mas foi o tecido da vida urbana que despertou o seu interesse, criando um novo espaço para a arte transitar. Essa tessitura anônima, essa espécie de ordem desordenada, esse enxergar pelas fendas as frações do caos urbano são apropriados pelo olhar do artista como um ingrediente ativo para o seu trabalho.

 

A madeira é a superfície mais ativa e presente. As suas obras realizadas com tapumes parecem guardar a imediaticidade da experiência, reter o singular. A madeira é obtida após um grande processo de garimpagem, recolhida nas ruas ou oriunda do descarte de materiais de construção. É um trabalho que se constrói a partir do recolhimento de restos do passado. Seu vocabulário traz uma reunião poética de elementos pertinentes a uma realidade urbana: corta fragmentos de madeira como uma colagem às avessas, desloca os tapumes do contexto original e os ressignifica, criando cicatrizes abertas que seguem o curso do imprevisível.

 

Nos zigue-zagues de sua trajetória, problematiza e tensiona as suas obras tridimensionais pela adição, acumulação e saturação dos elementos, verdadeiras construções espaciais, criando novas experiências perceptivas. Seus trabalhos lançam mão de recursos centrais da arte de nossos dias: a intervenção no espaço expositivo, as grandes dimensões, o rigor no uso de materiais inusitados, uma consciência aguda da história da arte e do lugar que ocupa nela, um diálogo culto com diferentes ressonâncias da arte contemporânea.

A sua pintura, com vibrantes contrastes, harmonias dissonantes, grumos espessos e com alta voltagem cromática, tem uma conotação ambígua e é também transformada em linguagem tridimensional a desdobrar-se no espaço. Apresenta planos populosos, superfícies ofegantes com pequenos núcleos de saturação pictórica. Enfatiza a matéria com grossos impastos irregulares, múltiplas camadas, e as pinceladas vívidas, nervosas, criam uma espécie de engarrafamento cromático nas suas linhas escorridas e ondulantes.

 

Sua arte tem frescor, força estética, gosto pelo improviso, urgência e intensidade. A presença enigmática de sua obra, o agenciamento e a aglomeração de fragmentos que se agregam para formar unidades intensas são dissonâncias que estão sempre materializando um gesto novo, uma zona de turbulência quase desconfortável. A constituição precária e ancestral da madeira e a pintura que se constrói e se reconstrói como uma malha flutuante detêm um conteúdo, uma história e uma verdade que são impressos no mundo. O fluxo poético de seu trabalho tece um imprevisível diálogo visual, que irradia um ímpeto contemporâneo e uma energia plástica que se mantém aberta às experimentações”. Vanda Klabin

 

 

 

CONTATO DE VANDA KLABIN
Tel   +55 (21) 2267-2662
+55 (21) 2522-5624
Fax  +55 (21) 2523-9335
Cel   +55 (21) 9986.9256
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UM LINDO PASSEIO EM NYC!

 

 

Segundo Lavoisier, “Na natureza nada se cria, tudo se transforma”;
Pra NYC, “Tudo o que foi criado pode ser reinventado”;
E pro piadista brasileiro, “Na natureza nada se cria, tudo se copia”.

 

Minha companheira de viagem e amiga adorada Elza Pereira, posando comigo na High Line!
Em alguns trechos, os trilhos cortam o jardim suspenso!

 

Se juntarmos as duas primeiras premissas, damos no maravilhoso “High Line”, um divino parque linear suspenso, na West Down Town de NYC, com 2.3 Km de comprimento, numa área que vai de Meatpacking à Chelsea, com uma vista privilegiada do Rio Hudson: melhor lugar pra passear impossível.

 

Podemos tomar um café ou drinks curtindo este visual!
Também podemos ter a vista das ruas de Manhattan!

 

E onde entra a piada da terceira frase? pensei em lugares igualmente “obsoletos” de nossas lindas cidades, como era a antiga “New York Railroad”, uma ex estrada de ferro suspensa, no lado oeste de Manhattan, que virou este divino parque que contei acima, fruto da criatividade aliada à boa vontade da administração pública e ajuda privada.

 

Uma das estações aonde passava o trem…
A High Line vista de baixo…
Os trilhos misturados ao jardim suspenso…
Nesta imagem da pra imaginar o percurso da estrada de ferro!

 

Trata-se de uma das atração que mais gosto, em Nova York, em dia de tempo bom. O percurso vai ligando, com seus nove acessos, o circuito das galerias de arte à parte mais descolada da cidade. Inaugurada em 2008 o sucesso foi tal que também provocou, ao longo de sua extensão, o renascimento urbano de um pedaço decadente da ilha. Bom pra se inspirar…

 

Os prédios ao longo do percurso viram anteparo para obras de arte, como é o caso deste linda escultura chamada “Broken Bridge”, do artista plástico de Ghana, El Anatsui, que ficará exposta até o final do verão 2013 . Eu, sortuda, tenho o privilegio de receber explicações sobre o artista, do grande jornalista e crítico de arte, nas horas vagas, Merval Pereira!
Ou este inspirado anúncio, também usando o auxílio de prédio!
Tem até um simpatícíssimo anfiteatro, suspenso bien sûre, onde as pessoas sentam pra bater papo, comer e ver a vista abaixo…. Resumindo, “all is entertaiment”!
Vista que se contempla do anfiteatro…

 

Tudo isso pra contar sobre o dia delicioso que passei por lá, entrando e saindo de galerias, flanando por esta parte mais boêmia da cidade e descobrindo mares nunca dante navegados.

Quanto ao parque, que delícia passear por este jardim suspenso acoplado à uma visão surreal do River Side. Fiquem com fotos do mobiliário de High Line que também são uma atração.

Esta é Nova York, sempre nos surpreendendo! BN

 

Amei o design deste banco!
Bancos que mais parecem esculturas…
Generoso bancão…
A criatividade dos canteiros móveis!
Amei esta chaise long que se locomove por trilho…
Detalhe…

 

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MARISCOS COM CEVADINHA!

 

Começando pelo final, mostro a foto do prato inventado pela parceria Irene e BN: eu achei divino…

 

Outro dia queria dar uma variada nas receitas de mariscos aqui de casa, já que sou louca pela iguaria; por isso volta e meia eles retornam à nossa mesa. Para tanto, uni-os à outra paixão, cevadinha, mais a arte da grande Irene para abençoar o novo casal e o resultado foi tão delicioso que posto, pra quem for deste ramo. Vamos à receita:

INGREDIENTES:
500 g de Cevadinha lavada;
500 g de Mariscos limpos;
1 Cebola grande picadinha;
4 Dentes de alho socados;
3 Tomates maduros;
1 Molho de coentro;
1 Molho de cheiro verde;
Pimenta do reino, pimenta dedo de moça e sal a gosto;
1 Folha de louro;
Algumas folhas de manjericão;
Azeite;
6 Xícaras rasas de água.

MODO DE PREPARAR:
– Frite, com o azeite, 2 dentes de alho mais a cevadinha, em panela de pressão;
– Junte as as 6 xícaras de água e deixe cozinhar por 15 minutos, ainda na panela de pressão e em fogo baixo; Reserve;
– Numa frigideira grande, frite mais dois dentes de alho, em azeite, a gosto e junte a eles os marisco limpos e cozinhe por 5 minutos;
– Em outra frigideira grande doure a cebola picada, junte à ela o louro, o manjericão, a pimenta do reino e a pimenta dedo de moça;
– Coloque por cima o marisco já pronto, mais a cevadinha e mexa delicadamente, acrescentando o coentro e o cheiro verde;
– Na hora de servir, ajuste o azeite e o sal.

Voilà, acho que você vai abafar.. me conta?! BN 

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