A unanimidade, Glória Severiano Ribeiro, amiga querida e embaixatriz de Hollywood, no Rio de Janeiro, passa a vida socorrendo a quem precisa e, nas horas vagas, distribuindo gentilezas. Amo atender a seus convites para sessões de pré estréia, como fiz semana passada, e saí encantada pelo lindo filme francês, “Os Artistas”, que ela nos ofereceu!
Que petulância do diretor, Michel Hazanavicius, conceber, no técnológico século XXI, um filme mudo e sem cores, mas cheio de charme e romance, que nos faz mudar de idéia mil vezes, durante sua apresentação, em como enquadra-lo, pra chegarmos à simples conclusão, que estamos diante de uma belíssima homenagem à sétima arte, em seu estado mais depurado: a era do cinema mudo!
Fui vê-lo, em total inocência, por isso sentei, como uma “tábula rasa”, sem noção do que vinha pela frente e isto foi muito bom, pois meu queixo quase caiu, ao perceber aonde eu estava metida: revival, vintage, túnel do tempo, nostalgia, revisita, releitura são alguns dos adjetivos que, isolados, não têm forças para classifica-lo. Mas, quando somados, chegam ao destino desejado por Hazanavicius, e com louvor!
Seu filme é maravilhoso por ser, igualmente, um somatório de suas partes: brilhantes atuações (especialmente, do Clark Gable, Jean Dujardin), cenários e figurinos divinos, história muito bem contada, direções (musical, de arte, de elenco, de filme) impecáveis. E seu maior mérito é jogar, nas nossas caras, que cinema mudo também é tudo de bom! Vale mil ingressos seus! BN
Linda, suave e encantadora: eis Duda Braga, sem tirar nem pôr!
Conheci Duda Braga quando ela e minha filha, Isabel Teixeira de Mello, integravam a equipe da diva Isabela Capeto, que com sua generosidade e competência, criou uma “escola informal” de estilo, que agora começa a dar maravilhosos frutos…
Duda formou-se, em moda, no prestigiadíssimo Instituto Marangoni, e trabalhou por 7 anos e 14 coleções, com Isabela, como contei acima, sendo sua mais próxima assistente. Saiu para fazer sua própria marca de acessórios, a BRIR, que começa já com pinta de veterana! Vejam, nas fotos, a sua primeira coleção! BN
A saudosa entrada do templo da perdição: impossível sair de lá com as mãos abanando!
Num dos papos maravilhosos que bato, de quando em vez, com a querídissima amiga, Adriana Beltrão, ela comentou que seu pai, Fernando Augusto Beltrão, ex-fequentador da finada loja Modern Sound, tinha retomado, com seus companheiros de “seita”, os antigos encontros, que por lá aconteciam, para falar de música e outras paixões, e que estavam adorando o revival!
O sociólogo e aficionado por jazz, Fernando Beltrão, visita o BLOG pra nos contar sobre os encontros dos ex frequentadores da Modern Sound!
Desde então, não sosseguei enquanto não tive notícias destas reuniões, pois amei saber que “Elvis e a Modern Sound não morreram”. Como bem me ensinou meu guru, Junito Brandão, a palavra religião vem de religare, ou re-ligar (o céu com a terra), através das cerimônias de culto que viabilizam o processo de unir o crente ao credo. Assim, refazendo o grupo, o sociólogo e morador de Copacabana, Fernando, descobriu a maneira mais eficiente de manter viva aquela maravilhosa energia, que a loja emanava!
Panorâmica do "Palácio da Música" carioca!
Pra quem chegou agora, a Modern Sound vendeu, de 1966 até 2010, tudo de melhor da música clássica e moderna, dos quatro cantos do mundo, com maestria, competência, elegância e muito charme. Situada no coração de Copacabana, a convivência por ali era tão agradável que acabou tornando-se um ponto de referência, de encontro e a até a segunda casa de muitos clientes, que viraram amigos e, na sequência, órfãos.
A turma da "retomada"!
Saudosismo de lado, deixemos o Fernando contar como se deu “a retomada” e se você se animar, os encontros são abertos! BN
BN: O que foi a Modern Sound na sua vida?
FB: Frequentei a Modern Sound desde que era uma pequena loja no mesmo lugar, na Rua Barata Ribeiro. Conheço o dono , Pedro Passos, que já na década de 60 vendia LP´s de jazz importados, música clássica e popular brasileira. A loja era frequentada por artistas e músicos, entre eles, Macos Valle, Roberto Menescal, Sérgio Mendes e também estrangeiros como Carmem Macrey, Naomi Campbell. Nos últimos anos , por morar a menos de 200 metros da MS, frequentava a loja de três a quatro vezes por semana.
Nos anos 90 , Passos resolveu ampliar a loja se tornando um templo da música em Copacabana que também servia de palco para shows de músicos famosos como Cauby Peixoto, Ivan Lins, Leny Andrade , e internacionais, como Laura Fiji , por exemplo, e Michel Legrand. Muitos deles autografaram meus CD´s.
BN: Por que, exatamente, ela fechou?
FB: Com a internet, muitas pessoas começaram a baixar músicas pelo computador o que afetou a venda de CD e DVS´s das lojas. Lojas no mundo inteiro também não conseguiram concorrer com o advento da internet como a Tower Records, em Nova York e fecharam suas portas.
BN: Onde os encontros acontecem?
FB: Sempre aos sábados no Restaurante Peixe Vivo, em Copacabana e também no Shopping dos Antiquários,na Empório Occhiliali Café , onde toca um trio que de Bossa Nova e Jazz , as quintas-feiras, de 19h às 23h.
BN: Como surgiu a ideia do reencontro?
FB: A turma, com pena de se dispersar, tratou de arrumar outros points para se encontrar.
BN: O grupo é fechado?
FB: Não, o grupo é composto em sua maioria por ex- frequentadores da Modern Sound, advogados, médicos, engenheiros, amigos, mas pode ir quem quiser.
BN: Senão, como se entra para esta maravilhosa turma?
FB: Basta chegar e será bem-vindo.
BN: O que vocês fazem nos encontros?
FB: Colocamos o papo em dia e escutamos boa música. Tem uns que estão aposentados e outros na ativa, então, é sempre uma boa oportunidade de colocar o papo em dia e trocar ideias.
BN: Chega a ter pauta?
FB: Não. O papo não fica só na música, vai de política ao futebol e os últimos acontecimentos no país e no mundo. È uma terapia.
Adoro a moda da paulista, Cris Barros, romântica, elegante, bem talhada, clássica, transada e despojada, tudo ao mesmo tempo, se é que isto é possível!
Ela concebeu seu inverno enfatizando a alfaiataria, vestidos de renda, casacos curtos e compridos, camisetas lindas, couro e chamois pra dar e vender, em cores sóbrias como marinho acinzentado , cereja e damasco delavês, verde quase militar e muito preto, branco e cinza!
Suas estampas são um caso à parte pois suaves, têm o dom de não nos enjoar, assim como sua roupa, que duram muitas estações, com o mesmo vigor. Vamos dar um rolé pela loja…
Fiquem, agora, com doze bons motivos pra você ir ao Fashion Mall conhecer a lindíssima coleção de outono – inverno 2012, da Cris Barros. A loja fica no segundo piso do shoping, perto dos cinemas! BN
Amo as camisetas estampadas da grife, são práticas e enfeitativas!Simples, mas sempre com um detalhe que faz a diferença!Visual esta bata, que veste linda, com a calça de chamois idem!A calça estampada fica perfeita com a blusa, que é quase um nada, até você se deparar com o decote inusitado, nas costas!Inversão: agora a bata é estampada e a calça de um marinho visual!Ambos são bárbaros, a boa escolha vai ser determinada pela idade da usuária...Conjunto de moletom mara, que pode transitar pela Garcia Dávila e arrasar...Neste inverno quem não tiver uma calça de couro metalizado, ou similar, não sei não.. Show de cores de chamois!Bonitos e viajam bem!Jaqueta linda de couro com pele de coelho + calça de chamois damasco= tudo de bom!Vestido de renda com detalhes em couro, amei!