Bebel

Bebel Niemeyer

I ♥ RIO!

 

BN e Lupe Moreira, num dos recantos mais lindos da face da terra: a orla da Urca e sua vista surreal!

Fiz um programa mágico com minha amadíssima amiga, Lupe Moreira, destes que vou levar na memória, dos 40forever!

Aproveitando a maravilhosa dobradinha, estiagem / lua cheia, que o início de fevereiro nos ofereceu, com dias radiosos e noites prateadas, ela me convidou para almoçar no Bar da Urca e foi tão divino, que resolvi contar pra vocês.

Eis o Bar da Urca, em dose dupla: embaixo, atendimento “prêt-a-porter”, no balcão. Em cima, o restaurante, “haut couture”: os dois são tudo de bom!

Senhora de um bom gosto supremo e sempre modesta, Lupe me avisou que era um restaurantezinho, bonitinhos, gostosinho, na Urca, mas que eu ia amar. Deixei os superlativos, em casa, e segui atrás dos “inhos”, sem nenhuma expectativa.

A primeira surpresa foi ao chegar: me deparo com um bar e uma portinha, ao lado, e mais ou menos umas cinquenta pessoas, tentando se aproximar de qualquer um deles! Antes que eu tivesse tempo de esboçar o meu espanto, surge um “moço”, simpaticíssimo, chamado Armando, me perguntando se eu era a Bebel. Mesmo que não fosse, teria dito que sim: pode subir, que sua amiga te espera!

Esta é a passagem, quase secreta, para o delicioso paraíso da Urca!

Daí pra frente, eu tinha chegado “in heaven” e estava prestes a descobrir: o Bar da Urca foi fundado pelo craque, Seu Gomes, o mais antigo empresário “dos balcões” da cidade, em 1972. Calejado pelo sucesso, ele foi o mentor de lugares bombados “do ramo”, até idealizar sua obra prima, que eu acabava de conhecer, e que administra com os “Aramandos”, pai e filho, um deles o gentil “moço” que me resgatou.

Olhem o restaurante, com Armando Filho na vigilia…

Entro, procuro a Lupe e encontro, com ela, um charme de lugar, cheio de boa energia, alegríssimo e um espaço muito bem aproveitado: nossa mesa era comunitária, compensando um “beco arquitetônico”, com uma vista estonteante da Baia de Guanabara e o maravilhoso serviço da casa.

Noves fora o menu, onde pontifica a “ancienne cuisine” portuguesa, como nos restaurantes Mosteiro ou Adegão Portugues: nos esbaldamos com o caldinho de peixe, bolinhos de bacalhau, pastéizinhos e empadas divinos. Pra arrematar, uns camarões grelhados + cervejinha gelada, que ninguém é de ferro!

Olhem que show: a vista que tínhamos, de nossa mesa “de pista”, que incluia montes de jovens que frequentam o bar de baixo. Encostados na mureta, curtem sua cervejinha, acompanhada dos bons bocados servidos pelo balcão: o Rio também é uma festa!  
Estávamos sentadas ao lado do senhor de camisa branca. E com toda privacidade: o bom arquiteto adaptou um corredor, que virou um mesão!

Tudo isso, ao som de um papo delicioso, que deixaram encantado, o meu coração. Notaram que recuperei meus superlativos, pois sem eles, seria um texto injusto…

Agora, passo à região prêt-a-porter, ou melhor, pra zona do balcão, que deu fama a este lugar de sonho!

Aí, um time treinadíssimo de funcionários, como os da foto, dão conta de um batidão daqueles, das 6:30 da matina às 23:30. É uma festa pra os olhos ver a mureta, em frente, repleta de jovens batendo papo, curtindo a vista linda, as famosas empadas de camarão e cia!

Sucesso é isto, o resto é brincadeira!

O balcão do bar, que dá nome ao lugar, o da Urca, e suas atrações super stars!
Close up no balcão e suas vedetes!

Pra vocês que conhecem esta jóia há tempos, me desculpo pela ignorância… Mas pra quem o Bar da Urca for uma boa nova, aconselho que vá curti-lo agora, no auge do verão: é um programa imperdível! BN

Rua Cândido Gaffrée 205, Urca, ao lado do Forte São João.
Telefone para reserva: 21 2295 8744

SITE!

 

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SOBRE O FANTÁSTICO SHOW DA VIDA!

Cleucizinha Oliveira é das maiores amigas de minhas filhas, por isso a conheço desde menina. De uma curiosidade infinita e uma cultura peculiar, amparada num olhar viciado no excêntrico, cresceu me surpreendendo com suas histórias sobre “o fantástico show da vida”.

Escritora, com mestrado em História da Arte, pela University College London, ela está terminando seu primeiro romance e visitará, de vez enquando, nosso BLOG pra contar o que andou descobrindo de diferente, por aí! Como faz hoje, revelando (pelo menos para mim) a ilha de Tristão da Cunha: curtam! BN

“SONHOS NÁUFRAGOS:

O MUNDO INCRÍVEL DE TRISTÃO DA CUNHA”

Tristão da Cunha, a ilha principal do arquipélago homônimo!

“Nesses dias de hoje, em que as passagens de aviao estão mais em conta do que nunca e é possivel visitar um lugar estrangeiro com uma simples busca no Google Maps, parece até que não existem mais lugares para se descobrir.

Eu pensava assim até ouvir falar de um grupo de ilhas chamada Tristão da Cunha. Esta maravilha geográfica fica no meio do oceano Atlântico, entre o Brasil e a África do Sul, e foi formada por imensas erupções vulcânicas, ao longo da história terrestre. Como se não bastasse, abriga a civilizacão mais remota do planeta: menos de trezentas pessoas moram em um pequeno vilarejo, na base do vulcão (e ilha) principal, há 2173 kilometros do pedaço de terra mais próximo. Uma realidade digna de um seriado como Lost!

Imaginem avistar uma maravilha destas, em pleno alto mar!
A ilha de Tristão da Cunha, vista de cima!

O arquipélago tem de tudo: sol, praias de areia negra, erupções vulcânicas, lagoas formadas por crateras, cachoeiras com mais de duzentos metros de altura, grutas, animais raríssimos e neve no pico do vulcão principal, que chega a ser o ponto mais alto do oceano Atlântico.

A lagoa, em forma de coração, em dois momentos: verão e inverno! É no ponto mais alto de Tristão da Cunha, é na verdade uma cratera formada por erupções vulcânicas, e é destino requisitado por alpinistas (foto de cima). Durante o inverno, fica coberta de neve (foto de baixo)!
Base do vulcão (foto de Peter Balwin)!
Vista para as outras ilhas (foto de Peter Balwin)!
A enorme cachoeira (de 230 metros) em "Inaccessible Island"!
Formações rochosas!
Seleção de animais que habitam o arquipélago... Sua localização remota faz com que seja um dos ecosistemas mais intactos do mundo!

É quase uma versão intacta do Havaí, em um mundo paralelo, que não foi danificado por comercialismo e turismo excessivo. Tristão da Cunha não tem hotel e é um dos raros lugares no mundo onde não existe, sequer, um outdoor de propaganda. A primeira televisão foi instalada somente em 2001!

Mas isso não quer dizer que os habitantes da ilha não acolham os visitantes, de braços abertos. A hospitalidade dos tristãos é famosa, até porque não é todo dia (ou todo ano!) que eles chegam a conhecer pessoas novas. Aventureiros de primeira podem ficar hospedados em casa de família, alugar um charmosíssimo bangalô (são só seis disponíveis) ou até ficar em uma cabana na praia.

O único problema é a dificuldade de acesso. Não tem aeroporto e os vários portos que foram construídos, ao longo dos anos, foram destruídos por lava, furacões ou ondas violentas. Para chegar lá, nas raras épocas em que o mar está suficientemente calmo, é preciso pegar carona com o SA Agulhas, um barco de pesquisa científica, que fica baseado na Africa do Sul. A viagem até Tristão da Cunha dura seis dias.

O minúsculo vilarejo, no lugar mais remoto do mundo!

O arquipélago foi descoberto por um de nossos queridos antepassados portugueses, em 1506, chamado, claro, Tristão da Cunha. Mas foram os ingleses que usufruiram da localização estratégica e lá construíram uma base naval, pois precisavam ficar de olho em Napoleão, preso na ilha vizinha (mas distante), de Santa Helena.

Apesar da marinha britânica ter abandonado o arquipélago, alguns anos depois, um grupo de navegadores ficou para trás e embarcou em um projeto ambicioso: construir uma comunidade onde todos os moradores dividissem, igualmente, a terra, as propriedades, a mão de obra, a comida e o lúcro de exportação, sem que ninguém tivesse uma posição superior a dos outros. Ou seja, estes idealistas sonhavam em criar uma verdadeira utopia comunista, três décadas antes de Karl Marx popularizar o comunismo, na Europa!

Este sistema, batizado de “A Firma”, é implementado com sucesso, até hoje. A importância da vida comunitária, entre os tristãos, se destaca até no vocabulário deles. O termo “todas as mãos”, por exemplo, é usado há quase duzentos anos, para designar a comunidade inteira. Não só indica que todos tem uma participação no cotidiano, no governo e na economia da ilha, mas tambem fala sobre as raízes da população tristã: “todas as mãos” é um termo náutico, para referir-se à toda a tripulação de um barco.

Muitos dos habitantes são descendentes de navegadores do século dezenove, vindos de todos os cantos do mundo, que aterrissaram no arquipélago em busca do estilo de vida oferecido pela comunidade. Mas a maior parte dos primeiros moradores de Tristão da Cunha, incrivelmente, foram parar lá como sobreviventes de naufrágios, devido à  localização central da ilha, em o que foi, por muitos séculos, apelidado de “rodovia marítima”. Imaginem as histórias que as familias de hoje devem ter para contar sobre seus antepassados!

Os charmosíssimos abrigos tristãos: muitos foram construídos com materiais bastante peculiares, como lava petrificada e madeira retirada de barcos náufragos. O sino que toca na única igreja foi tambêm retirado de um navio que colidiu com o arquipélago.

Mas uma tragédia, em 1961, quase terminou com o pequeno paraíso construído pelos tristãos: pela primeira vez, desde que foi povoada, o vulcão da ilha principal entrou em erupção. Foram dias de terremotos e deslocamentos de terra, além de lavas expelidas para todos os lados, que por pouco não soterrou o vilarejo. Desesperados, os tristãos entraram em seus barcos de pesca e, com muita sorte, conseguiram remar até a vizinha  “Inacessible Island”. De lá, e com o mundo todo acompanhando a situação deles no noticiário, um resgate de emergência os transferiu para a África do Sul e, depois, para a Inglaterra.

A erupção de 1961 (acima) e a volta dos tristãos, dois anos depois!

O governo britânico fez de tudo para os deixar se sentindo em casa quando chegaram na Inglaterra, oferecendo empregos, tratamento médico gratuito e bolsas escolares para os mais novos. Afinal, não esperavam que os tristãos fossem poder, ou até mesmo querer, voltar para o arquipélago, no futuro.

Mas esta população de sobreviventes pensava de outra forma. Queriam voltar para a sua vida na ilha isolada, a qualquer custo, e até protestaram para que governo os deixasse retornar, quando fosse seguro. Foi então que, dois anos depois, todos realizaram o sonho de poder voltar para casa, e para uma vida que só eles sabem como é.

Os ingleses ficaram sem entender nada. Por que os tristãos não quiseram aceitar tudo que a Inglaterra tinha para oferecer, nos anos sessenta? Para que voltar para um lugar que há dois anos estava abandonado, e possivelmente coberto por lava? É impossível deixar de admirar a coragem e determinação dos tristãos. Quem já não pensou em como seria morar em uma ilha deserta, talvez só com a familia ou amigos, longe de todos os problemas do mundo moderno, vivendo a base de caça, pesca e plantação? Os tristãos sabem como é, e não trocam esse estilo de vida por nada!

Como é de se esperar, velejar é um dos passatempos prediletos dos tristãos!

Para quem está interessado em lugares assim, mas não tem como chegar lá, vale o livro da escritora alemã, Judith Schalansky, chamado “Atlas of Remote Islands: Fifty Islands I Have Not Visited and Never Will” (“Atlas de Ilhas Remotas: Cinqüenta Ilhas Que Nunca Poderei Visitar”). Além de Tristão da Cunha, o livro inclui lugares extraordinários como a ilha de Peter I, tão remota e dificil de visitar que, até os anos noventa, menos pessoas tinham pisado lá do que na lua!

Este livro ganhou o prêmio de mais bonito da Alemanha, com todo mérito. Ele vem com illustrações maravilhosas, de cada ilha, e conta as histórias que fazem desses lugares, mundos inimagináveis. Vale a pena dar uma olhada!” CLEUCI OLIVEIRA. http://www.amazon.com/Atlas-Remote-Islands-Judith-Schalansky/dp/014311820X

Mapa de "Remote Islands": do livro "Fifty Islands I Have Not Visited and Never Will", de Judith Schalansky
Mapa desenhado por um explorador nos anos 30!
Sígla de ônibus idêntica às de Londres (mas muito menos freqüentadas, claro!): afinal, a ilha é território britânico!
A lagosta de Tristão, exportada para todo o mundo, à partir de meados do seculo vinte. A comunidade lucrou muito com este empreendimento, até a erupção de 1961 soterrar a fábrica de lagosta, com lava. Imagem de Roland Svensson! Cleuci Oliveira!

 

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INCREMENTANDO A SUA LAJE!

Marido carioca típico, tem o bar, a pelada e o pagode influenciando a sua estética, mesmo que não os frequente, na vida real. Por isso, volta e meia, produzo um “churrasquinho na laje” aqui de casa e, como não resisto, procuro sempre dar-lhe uma enfeitada, ou o meu cromossoma não seria XX!

Se você for das minhas, vai gostar destas duas sugestões de canapé, para incrementar o seu Jobi!

A primeira dica serve pra camarõezinhos grelhados com flor de sal, frutos do mar idem, idem, filézinhos, como os da foto, ou qualquer outro recheio incrível e delicioso, que a sua  imaginação fértil idealizar. A graça é, sobretudo, a mini focaccia adaptada como travessa, adorei!

Colei esta idéia do Stuzzi, um aconchegante bar, bem em frente ao Hortifruti do Leblon, que o público feminino adora… E não é pra menos: veja!

O bar Stuzzi serviu a mini focaccia com filezinho, mas você pode substitui-lo, pelo que preferir!

A outra dica, também é cola: aprendi no charmoso Cafe Nespresso, em NYC.
São mini sanduiches do queijo amarelo que você tiver ou quiser, que pode ir do Gruyère ao Emmental, passando pelo prato, coalho, etc, etc.

Recheie uma fatia de pão de forma, sem casca, com o queijo eleito, para fazer um queijo quente. O pulo do gato é colocar um fio de azeite trufado, em cima do queijo, antes de fecha-lo com a outra fatia de pão. Depois, é só torrar no “happy toast”, ou em qualquer similar, cortar em quatro, e correr pra galera… Ela vai te louvar! Veja na foto! BN

Nossos heróis prontos para serem curtidos!

 

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CORRIDA PARA O OSCAR!

 

Vi mais três filmes que concorrem ao Oscar, em variadas categorias. Falo sobre eles abaixo!

“A SEPARAÇÃO” é o filme do momento, só se fala, debate e escreve-se sobre ele! Portanto, compre de véspera sua entrada ou vais ficar na fila do gargarejo!

Quanto a mim, pouco ou nada me restou a dizer, diante de tantas aclamações; só recomenda-lo, pois vale muito o seu ingresso!

O filme do iraniano Asghar Farhadi é objetivo e direto. Como um “drama de costumes”, através da sua bem montada história, ele te envolve num falso thriller para mostrar a dura realidade da vida cotidiana no Irã, os atritos na convivência da classe média alta com a classe trabalhadora, a precariedade do sistema judiciário, a monumental importância da religião e de sua moral fundamentalistas para toda sociedade, as angustias dos filhos de pais separados que são as mesmas, não importa o credo, etc, etc.

Amei ver o belo filme de Farhadi, o diretor mais badalado do país e me deparar com um elenco afiadíssimo de homens e, especialmente de mulheres, que pontificam em seus papéis (a filha do casal protagonista, e também de Farhadi, rouba a cena). E acreditar que pode haver luz no fim do túnel iraniano, por mais extenso que ele seja: “Separações” é uma excelente prova disto!

J. EDGARD, O FILME = LEO DiCAPRIO + CLINT EASTWOOD!

Na semana de estréia de “J. Edgard”, o filme que conta a história do FBI através da figura do seu controverso diretor, John Edgard Hoover, as resenhas de dois dos principais jornais eram, diametralmente, opostas e me deixaram confusa: resolvi fazer a prova dos noves!

Antes do meu veredito, uma pausa pra dizer que, cada vez mais, sou fã de Leonardo DiCaprio e sua vontade férrea de acertar. OK, todo começo é complicado e o Titanic nem é tão ruim assim. Mas, de uns tempos pra cá, ele tem se arriscado e muito: um dia acaba acertando. Até lá, seguimos vendo boas tentativas como “Diamantes de Sangue”, “A Origem”, “Os infiltrados”, “O Aviador”. Sempre histórias interessantes, diretores de primeiro escalão e a obsessão de se afastar da figura fácil de galã.

Voltando a Hoover, o filme tem o mérito de contar uma boa história e Clint Eastwood a qualidade de acreditar no ser humano. Vale o seu ingresso!

UM FILME PRA QUEM GOSTA MUUUUUIIIIITTTOOO DE GEORGE CLOONEY!

O filme “Os descendentes” conta com o carisma e o charme de George Clooney, que é mesmo o Cary Grant do século XXI, umas imagens bonitas do Havaí e mais não foi dito, nem foi perguntado!! BN

 

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